A Sócia de Daniel Maddox

1747 Words
A Sócia de Daniel Maddox Introdução – Duas Mentes Brilhantes. Dois Corações em Conflito. Cristina “Cris” Macedo sempre soube o que queria. Inteligente, determinada e dona de uma ousadia nata, construiu seu nome no mundo empresarial com sacrifício, coragem e sem aceitar atalhos. Sócia-fundadora de uma das maiores agências de marketing estratégico da Europa, ela sabia liderar com firmeza, negociava como uma diplomata e mantinha seu coração blindado como uma fortaleza medieval. Nascida em Lisboa, filha de um advogado prestigiado e de uma artista plástica sonhadora, aprendeu desde cedo a equilibrar razão e emoção — mas só aplicava isso nos negócios. No amor? Mantinha distância. Não havia espaço para distrações em sua agenda meticulosamente organizada. Daniel Maddox, por outro lado, era o caos envolto em um terno impecável. CEO de uma das holdings mais cobiçadas de investimentos da atualidade, Daniel era um estrategista nato, com olhar afiado para oportunidades, e uma reputação de “gênio difícil”. Nascido em Londres, com raízes italianas por parte de mãe, era o homem que encantava salas inteiras apenas com sua presença — e gerava controvérsias com sua impaciência e sinceridade brutal. Quando o destino os colocou frente a frente numa fusão empresarial inesperada, ninguém imaginou o que viria: faíscas, brigas e uma química avassaladora. Agora, sócios da nova gigante formada pela fusão da Maddox & Co. com a Macedo Branding, Daniel e Cristina são obrigados a trabalhar lado a lado. Ele, acostumado a liderar sozinho. Ela, determinada a não se apagar ao lado de homem algum. Mas há algo mais forte do que o orgulho entre os dois: uma tensão que cresce a cada reunião, a cada confronto de ideias… e que ameaça transbordar a qualquer instante. Eles são opostos. Mas talvez, exatamente por isso, sejam a fórmula perfeita. E o mundo dos negócios está prestes a provar que quando o coração entra em jogo… nem os maiores estrategistas conseguem resistir. Capítulo 1 – A Fusão Cristina Macedo chegou ao topo do prédio envidraçado da Maddox & Co. com os saltos firmes e a expressão serena de quem estava pronta para qualquer coisa — menos para Daniel Maddox. Na sala de reuniões panorâmica, ele estava de pé, mãos nos bolsos, observando Londres pela parede de vidro. Alto, cabelos escuros impecáveis, e aquele olhar… perspicaz demais para ser confortável. — Senhorita Macedo — ele disse, virando-se. — Senhor Maddox — ela respondeu com um leve levantar de queixo. A fusão entre as duas empresas havia sido selada pelos investidores, e agora ambos estavam presos a um casamento corporativo. Sócios majoritários, líderes de seus impérios, forçados a comandar juntos. — Espero que saiba trabalhar em equipe — ele provocou. — Espero que saiba ouvir — ela devolveu, sorrindo com elegância. Os próximos dias seriam longos. --- Capítulo 2 – Café Amargo Cristina se instalou na nova sede provisória com sua equipe. O espaço era moderno, mas o clima… gélido. Daniel a observava de longe, sempre com aquela postura arrogante, sempre com uma caneca de café forte na mão — o mesmo que ela passou a tomar, por ironia ou teimosia. — Você sabe que pode reformar sua sala, não é? — ele disse ao vê-la pendurando uma obra de arte colorida na parede neutra. — Estou começando por aqui. O ambiente reflete quem lidera — respondeu, ajeitando o quadro. Ele soltou uma risada baixa. — Então está dizendo que a minha sala é fria e arrogante? — Estou dizendo que sua sala está precisando de vida. Assim como o seu escritório. As provocações viraram hábito. --- Capítulo 3 – Jantar de Conflitos A primeira reunião externa importante os levou a Paris. Jantar com clientes, brindes… e a tensão entre os dois só aumentava. Cristina estava deslumbrante num vestido vermelho discreto, mas fatal. Daniel não tirava os olhos dela — o que só a irritava mais. — Está me analisando ou tentando me intimidar? — ela sussurrou enquanto os outros riam de uma piada. — Observando. Você gosta de controlar tudo. Até as conversas. — Alguém precisa manter a elegância, Maddox. Ele se inclinou levemente. — E alguém precisa testar seus limites. O brinde à nova sociedade foi seco. Mas os olhares... incandescentes. --- Capítulo 4 – O Toque Inesperado De volta a Londres, uma reunião técnica se estendeu até tarde. As luzes baixas do escritório criavam um clima íntimo. Cristina tentava se concentrar no contrato à sua frente, mas Daniel estava perto demais, seu perfume discreto demais, sua voz grave demais. Ela passou os dedos pelas têmporas. — Está tudo bem? — ele perguntou, surpreendentemente genuíno. — Só uma dorzinha de cabeça. Sem pensar, ele abriu a gaveta e lhe estendeu um comprimido e uma garrafinha de água. O gesto, simples, a desarmou. — Obrigada… — ela murmurou, aceitando. — Você não precisa fazer tudo sozinha, sabia? Cris desviou o olhar, sentindo algo mudar. --- Capítulo 5 – O Jogo Virou Um almoço com acionistas os forçou a fingir harmonia. Eles chegaram juntos. Sentaram-se lado a lado. E sorriram como se fossem velhos amigos. Cristina sabia jogar. Mas Daniel também. Quando ele passou o braço suavemente pelas costas da cadeira dela, fingindo casualidade, ela soube que ele estava se divertindo com o teatro. Na saída, ela o puxou pelo braço discretamente. — Você está flertando para provocar? — Não. Estou flertando porque você me desafia. — Eu não estou interessada. — Ainda. A resposta ficou pairando entre eles como um trovão silencioso. --- Capítulo 6 – A Fenda Na manhã seguinte, uma discussão acalorada sobre uma nova campanha estourou na sala de reuniões. Daniel queria ousadia. Cristina queria estratégia. — Você acha que inovação é gritar alto — ela acusou. — E você acha que controle é o mesmo que liderança — ele retrucou. Os outros sócios presentes trocavam olhares tensos, mas ninguém ousou intervir. Até que, no fim da reunião, ele se aproximou dela, olhos fixos. — Se você não fosse tão brilhante, seria insuportável. — E se você não fosse tão… bonito, seria menos perigoso. Eles se encararam por longos segundos. E depois riram. Pela primeira vez. Capítulo 7 – Um Convite Inesperado Daniel chegou à sala de Cristina no fim da tarde com algo inusitado nas mãos: um convite impresso para um evento beneficente. — Preciso de uma acompanhante — disse, sem rodeios. — Está a me convidar… para fingirmos mais uma vez? — ela ergueu uma sobrancelha. — Podemos não fingir por uma noite. Ela não respondeu de imediato, observando-o como quem tenta decifrar um enigma. — Vista algo elegante. Vai ser uma noite interessante. E foi. Cristina surgiu deslumbrante, num vestido azul profundo, e Daniel, ao vê-la, ficou momentaneamente em silêncio. Durante o evento, ele foi atencioso, divertido e… gentil. Pela primeira vez, ela viu o homem por trás do empresário. E gostou do que viu. --- Capítulo 8 – A Dança O salão estava iluminado por lustres antigos. Uma valsa suave preenchia o ambiente quando Daniel estendeu a mão para ela. — Uma dança? Cristina hesitou. Mas aceitou. Seus corpos se encaixaram com perfeição, e a distância entre suas rotinas de trabalho e suas barreiras pessoais parecia diminuir a cada passo. — Está tentando me conquistar com charme clássico? — ela provocou. — Só estou sendo eu mesmo. Ou tentando ser… quando você está por perto. — Isso não é uma boa ideia, Daniel. — Talvez seja a melhor que já tivemos. Quando os olhos dele encontraram os dela, a valsa acabou. Mas algo entre eles continuava dançando. --- Capítulo 9 – Conflito de Interesses O clima entre eles se transformava, mas os negócios continuavam. E nem tudo era harmonia. Um projeto importante trouxe divergências sérias, e, dessa vez, as palavras feriram. — Você passou por cima da minha decisão! — Cristina confrontou. — Eu tomei uma atitude necessária — rebateu ele. — E você teria feito o mesmo se fosse o contrário. — Não está me ouvindo, Daniel. Está me controlando. Ele ficou em silêncio por um momento. Depois, suspirou. — Eu tenho medo de falhar… com você. Por isso estou tentando fazer tudo certo. A confissão a desarmou. E a fez entender que, por trás do CEO firme, havia um homem vulnerável tentando merecê-la. --- Capítulo 10 – O Beijo Era tarde. Todos já haviam deixado o escritório, mas eles ficaram, como sempre. Ela folheava relatórios. Ele observava em silêncio. — Precisa descansar, Cris — ele disse, aproximando-se. — Eu estou bem. — Você merece alguém que cuide de você como você cuida de tudo ao seu redor. — E você se acha esse alguém? Ele se aproximou, tirou os papéis da mão dela e os colocou sobre a mesa. — Eu quero tentar ser. Foi então que a distância desapareceu. Os lábios se encontraram num beijo suave, mas carregado de tudo o que havia sido contido por tempo demais. Quando se separaram, havia um novo silêncio entre eles. Um silêncio que não pedia explicações. Apenas mais momentos assim. --- Capítulo 11 – Fragilidades Nos dias seguintes, os dois tentaram manter as aparências. Mas era impossível fingir que nada havia mudado. Cristina, acostumada a controlar emoções, se via sorrindo ao lembrar do beijo. Daniel, por sua vez, começou a aparecer com cafés na mesa dela — e não apenas para provocar. Mas tudo se intensificou quando ela o encontrou com a irmã dele, Clara Maddox, numa cafeteria. — Ela te contou tudo? — Daniel perguntou, depois. — Que você foi quem salvou a empresa da falência aos 24 anos? Que carrega o peso da família inteira nas costas? — Cristina respondeu. Ele se encostou à mesa, vulnerável. — Não gosto de parecer fraco. — E por isso você veste essa armadura todos os dias? — Sim. Até o dia em que você apareceu… e começou a tirá-la, parte por parte. --- Capítulo 12 – A Escolha Cristina foi surpreendida com uma proposta profissional tentadora para assumir um grande cargo em Nova Iorque. Algo que poderia mudar sua vida — mas que a afastaria de Daniel. Ela pensou por dias, sem comentar com ele. Mas Daniel descobriu. — Vai embora? — perguntou, direto. — É uma oportunidade… — E eu? — ele sussurrou. — Eu nunca imaginei que diria isso, Daniel, mas… você virou parte dos meus planos. E agora eu não sei o que fazer. Ele se aproximou, tocando-lhe o rosto. — Então vamos resolver isso juntos. Com parceria. Como sócios. Como… algo mais. Ela sorriu. Pela primeira vez, sem defesa.
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