A Sócia de Daniel Maddox
Introdução – Duas Mentes Brilhantes. Dois Corações em Conflito.
Cristina “Cris” Macedo sempre soube o que queria. Inteligente, determinada e dona de uma ousadia nata, construiu seu nome no mundo empresarial com sacrifício, coragem e sem aceitar atalhos. Sócia-fundadora de uma das maiores agências de marketing estratégico da Europa, ela sabia liderar com firmeza, negociava como uma diplomata e mantinha seu coração blindado como uma fortaleza medieval.
Nascida em Lisboa, filha de um advogado prestigiado e de uma artista plástica sonhadora, aprendeu desde cedo a equilibrar razão e emoção — mas só aplicava isso nos negócios. No amor? Mantinha distância. Não havia espaço para distrações em sua agenda meticulosamente organizada.
Daniel Maddox, por outro lado, era o caos envolto em um terno impecável. CEO de uma das holdings mais cobiçadas de investimentos da atualidade, Daniel era um estrategista nato, com olhar afiado para oportunidades, e uma reputação de “gênio difícil”. Nascido em Londres, com raízes italianas por parte de mãe, era o homem que encantava salas inteiras apenas com sua presença — e gerava controvérsias com sua impaciência e sinceridade brutal.
Quando o destino os colocou frente a frente numa fusão empresarial inesperada, ninguém imaginou o que viria: faíscas, brigas e uma química avassaladora.
Agora, sócios da nova gigante formada pela fusão da Maddox & Co. com a Macedo Branding, Daniel e Cristina são obrigados a trabalhar lado a lado. Ele, acostumado a liderar sozinho. Ela, determinada a não se apagar ao lado de homem algum.
Mas há algo mais forte do que o orgulho entre os dois: uma tensão que cresce a cada reunião, a cada confronto de ideias… e que ameaça transbordar a qualquer instante.
Eles são opostos. Mas talvez, exatamente por isso, sejam a fórmula perfeita.
E o mundo dos negócios está prestes a provar que quando o coração entra em jogo… nem os maiores estrategistas conseguem resistir.
Capítulo 1 – A Fusão
Cristina Macedo chegou ao topo do prédio envidraçado da Maddox & Co. com os saltos firmes e a expressão serena de quem estava pronta para qualquer coisa — menos para Daniel Maddox.
Na sala de reuniões panorâmica, ele estava de pé, mãos nos bolsos, observando Londres pela parede de vidro. Alto, cabelos escuros impecáveis, e aquele olhar… perspicaz demais para ser confortável.
— Senhorita Macedo — ele disse, virando-se.
— Senhor Maddox — ela respondeu com um leve levantar de queixo.
A fusão entre as duas empresas havia sido selada pelos investidores, e agora ambos estavam presos a um casamento corporativo. Sócios majoritários, líderes de seus impérios, forçados a comandar juntos.
— Espero que saiba trabalhar em equipe — ele provocou.
— Espero que saiba ouvir — ela devolveu, sorrindo com elegância.
Os próximos dias seriam longos.
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Capítulo 2 – Café Amargo
Cristina se instalou na nova sede provisória com sua equipe. O espaço era moderno, mas o clima… gélido.
Daniel a observava de longe, sempre com aquela postura arrogante, sempre com uma caneca de café forte na mão — o mesmo que ela passou a tomar, por ironia ou teimosia.
— Você sabe que pode reformar sua sala, não é? — ele disse ao vê-la pendurando uma obra de arte colorida na parede neutra.
— Estou começando por aqui. O ambiente reflete quem lidera — respondeu, ajeitando o quadro.
Ele soltou uma risada baixa.
— Então está dizendo que a minha sala é fria e arrogante?
— Estou dizendo que sua sala está precisando de vida. Assim como o seu escritório.
As provocações viraram hábito.
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Capítulo 3 – Jantar de Conflitos
A primeira reunião externa importante os levou a Paris. Jantar com clientes, brindes… e a tensão entre os dois só aumentava.
Cristina estava deslumbrante num vestido vermelho discreto, mas fatal. Daniel não tirava os olhos dela — o que só a irritava mais.
— Está me analisando ou tentando me intimidar? — ela sussurrou enquanto os outros riam de uma piada.
— Observando. Você gosta de controlar tudo. Até as conversas.
— Alguém precisa manter a elegância, Maddox.
Ele se inclinou levemente.
— E alguém precisa testar seus limites.
O brinde à nova sociedade foi seco. Mas os olhares... incandescentes.
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Capítulo 4 – O Toque Inesperado
De volta a Londres, uma reunião técnica se estendeu até tarde. As luzes baixas do escritório criavam um clima íntimo.
Cristina tentava se concentrar no contrato à sua frente, mas Daniel estava perto demais, seu perfume discreto demais, sua voz grave demais.
Ela passou os dedos pelas têmporas.
— Está tudo bem? — ele perguntou, surpreendentemente genuíno.
— Só uma dorzinha de cabeça.
Sem pensar, ele abriu a gaveta e lhe estendeu um comprimido e uma garrafinha de água. O gesto, simples, a desarmou.
— Obrigada… — ela murmurou, aceitando.
— Você não precisa fazer tudo sozinha, sabia?
Cris desviou o olhar, sentindo algo mudar.
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Capítulo 5 – O Jogo Virou
Um almoço com acionistas os forçou a fingir harmonia. Eles chegaram juntos. Sentaram-se lado a lado. E sorriram como se fossem velhos amigos.
Cristina sabia jogar. Mas Daniel também.
Quando ele passou o braço suavemente pelas costas da cadeira dela, fingindo casualidade, ela soube que ele estava se divertindo com o teatro.
Na saída, ela o puxou pelo braço discretamente.
— Você está flertando para provocar?
— Não. Estou flertando porque você me desafia.
— Eu não estou interessada.
— Ainda.
A resposta ficou pairando entre eles como um trovão silencioso.
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Capítulo 6 – A Fenda
Na manhã seguinte, uma discussão acalorada sobre uma nova campanha estourou na sala de reuniões. Daniel queria ousadia. Cristina queria estratégia.
— Você acha que inovação é gritar alto — ela acusou.
— E você acha que controle é o mesmo que liderança — ele retrucou.
Os outros sócios presentes trocavam olhares tensos, mas ninguém ousou intervir.
Até que, no fim da reunião, ele se aproximou dela, olhos fixos.
— Se você não fosse tão brilhante, seria insuportável.
— E se você não fosse tão… bonito, seria menos perigoso.
Eles se encararam por longos segundos.
E depois riram. Pela primeira vez.
Capítulo 7 – Um Convite Inesperado
Daniel chegou à sala de Cristina no fim da tarde com algo inusitado nas mãos: um convite impresso para um evento beneficente.
— Preciso de uma acompanhante — disse, sem rodeios.
— Está a me convidar… para fingirmos mais uma vez? — ela ergueu uma sobrancelha.
— Podemos não fingir por uma noite.
Ela não respondeu de imediato, observando-o como quem tenta decifrar um enigma.
— Vista algo elegante. Vai ser uma noite interessante.
E foi.
Cristina surgiu deslumbrante, num vestido azul profundo, e Daniel, ao vê-la, ficou momentaneamente em silêncio.
Durante o evento, ele foi atencioso, divertido e… gentil. Pela primeira vez, ela viu o homem por trás do empresário. E gostou do que viu.
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Capítulo 8 – A Dança
O salão estava iluminado por lustres antigos. Uma valsa suave preenchia o ambiente quando Daniel estendeu a mão para ela.
— Uma dança?
Cristina hesitou. Mas aceitou.
Seus corpos se encaixaram com perfeição, e a distância entre suas rotinas de trabalho e suas barreiras pessoais parecia diminuir a cada passo.
— Está tentando me conquistar com charme clássico? — ela provocou.
— Só estou sendo eu mesmo. Ou tentando ser… quando você está por perto.
— Isso não é uma boa ideia, Daniel.
— Talvez seja a melhor que já tivemos.
Quando os olhos dele encontraram os dela, a valsa acabou. Mas algo entre eles continuava dançando.
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Capítulo 9 – Conflito de Interesses
O clima entre eles se transformava, mas os negócios continuavam. E nem tudo era harmonia.
Um projeto importante trouxe divergências sérias, e, dessa vez, as palavras feriram.
— Você passou por cima da minha decisão! — Cristina confrontou.
— Eu tomei uma atitude necessária — rebateu ele. — E você teria feito o mesmo se fosse o contrário.
— Não está me ouvindo, Daniel. Está me controlando.
Ele ficou em silêncio por um momento. Depois, suspirou.
— Eu tenho medo de falhar… com você. Por isso estou tentando fazer tudo certo.
A confissão a desarmou. E a fez entender que, por trás do CEO firme, havia um homem vulnerável tentando merecê-la.
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Capítulo 10 – O Beijo
Era tarde. Todos já haviam deixado o escritório, mas eles ficaram, como sempre.
Ela folheava relatórios. Ele observava em silêncio.
— Precisa descansar, Cris — ele disse, aproximando-se.
— Eu estou bem.
— Você merece alguém que cuide de você como você cuida de tudo ao seu redor.
— E você se acha esse alguém?
Ele se aproximou, tirou os papéis da mão dela e os colocou sobre a mesa.
— Eu quero tentar ser.
Foi então que a distância desapareceu. Os lábios se encontraram num beijo suave, mas carregado de tudo o que havia sido contido por tempo demais.
Quando se separaram, havia um novo silêncio entre eles. Um silêncio que não pedia explicações. Apenas mais momentos assim.
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Capítulo 11 – Fragilidades
Nos dias seguintes, os dois tentaram manter as aparências. Mas era impossível fingir que nada havia mudado.
Cristina, acostumada a controlar emoções, se via sorrindo ao lembrar do beijo. Daniel, por sua vez, começou a aparecer com cafés na mesa dela — e não apenas para provocar.
Mas tudo se intensificou quando ela o encontrou com a irmã dele, Clara Maddox, numa cafeteria.
— Ela te contou tudo? — Daniel perguntou, depois.
— Que você foi quem salvou a empresa da falência aos 24 anos? Que carrega o peso da família inteira nas costas? — Cristina respondeu.
Ele se encostou à mesa, vulnerável.
— Não gosto de parecer fraco.
— E por isso você veste essa armadura todos os dias?
— Sim. Até o dia em que você apareceu… e começou a tirá-la, parte por parte.
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Capítulo 12 – A Escolha
Cristina foi surpreendida com uma proposta profissional tentadora para assumir um grande cargo em Nova Iorque. Algo que poderia mudar sua vida — mas que a afastaria de Daniel.
Ela pensou por dias, sem comentar com ele.
Mas Daniel descobriu.
— Vai embora? — perguntou, direto.
— É uma oportunidade…
— E eu? — ele sussurrou.
— Eu nunca imaginei que diria isso, Daniel, mas… você virou parte dos meus planos. E agora eu não sei o que fazer.
Ele se aproximou, tocando-lhe o rosto.
— Então vamos resolver isso juntos. Com parceria. Como sócios. Como… algo mais.
Ela sorriu. Pela primeira vez, sem defesa.