Entre Domingos e Silêncios A relação entre Zey e Iván não era feita de promessas, mas de constâncias. Era nos domingos preguiçosos que eles mais se descobriam. Nos pequenos gestos: ela cortando frutas para o café da manhã enquanto ele preparava suco fresco, ou nos silêncios compartilhados diante de uma tela em branco. Iván começou a aparecer mais. Não como uma presença que se impunha, mas como uma naturalidade. Aos poucos, a xícara extra na mesa deixou de parecer visita. O cheiro dele já não era uma surpresa no lençol que ela estendia no varal. Zey o via com Eda e sentia algo que não sabia nomear: era cuidado, era leveza, era respeito. Nunca houve esforço ou imposição. Iván sabia a hora de se calar e a de brincar, a de perguntar e a de apenas ouvir. Era um adulto que sabia ser criança,

