A cobertura estava silenciosa demais. Não era um silêncio tranquilo era tenso, carregado, como o momento exato antes de uma tempestade. As câmeras piscavam discretamente nos cantos, os seguranças postados do lado de fora, e ainda assim Victor parecia inquieto, andando de um lado para o outro como um predador enjaulado. Ana sentia o peso daquele olhar sobre si desde que entrara no quarto. — Você está me evitando — disse ele, por fim. Ela permaneceu parada perto da janela, os braços cruzados, o coração batendo forte. — Estou cansada, só isso. Victor parou atrás dela, Perto demais. — Mentira. A palavra saiu baixa, firme, definitiva. Ele tocou o braço dela, deslizando lentamente até a mão. O toque era quente, possessivo, mas havia algo diferente ali desconfiança. Quando a virou

