A mansão não era uma prisão comum. Era pior. Silenciosa, elegante, perfeita demais para ser chamada de cativeiro, e ainda assim, cada porta trancada, cada câmera invisível, cada olhar dos seguranças lembrava Ana de uma única verdade, ela não estava ali por escolha. Os dias passaram lentos, indistintos. Victor havia desaparecido fisicamente, mas sua presença era constante. Estava no horário das refeições, sempre exato. Nas roupas separadas sobre a cama. Nas ordens transmitidas por vozes neutras que nunca explicavam nada. — O senhor Moretti pediu que descanse hoje. — O senhor Moretti prefere que você fique nesta ala. — O senhor Moretti será informado. Ela era observada o tempo todo. Ana tentou contar os dias, mas perdeu a noção do tempo. A luz do sol entrava apenas em determin

