A mansão respirava em silêncio. Não havia música, nem passos nos corredores. Apenas o tic-tac distante de um relógio invisível marcando um tempo que não parecia pertencer a Ana. Ela estava sentada na mesa da sala de jantar quando Victor entrou. Não usava o terno habitual, estava de camisa escura, mangas arregaçadas, o rosto fechado demais para permitir qualquer leitura fácil. Ele parou diante dela. — Você não comeu — observou. — Não consigo — respondeu, a voz baixa. Victor inclinou a cabeça, atento. Aproximou-se lentamente, como fazia quando pressentia algo importante demais para ser ignorado. — Chega de jogos — disse. — Você tentou fugir, Me desafiou, e Se trancou dentro de si. — Uma pausa. — Agora vai me dizer por quê. Ana sentiu o corpo inteiro tremer. O segredo quei

