CAPÍTULO 34

1248 Words

Ana sentiu antes de ver. A mansão estava quieta demais naquela tarde, um silêncio espesso que não vinha da paz, mas da vigilância. Ela caminhava pelo jardim interno, escoltada à distância, quando percebeu um movimento estranho além do muro alto. Não foi um rosto. Foi um olhar. Calculado e persistente. E conhecido. Naquela noite, o aviso chegou. Não por mensagem. Não por ligação. Por um envelope deixado sobre a mesa do quarto, algo impossível sem permissão ou traição. O papel era simples, mas o peso que carregava fez o estômago de Ana se revirar. Dentro, havia apenas uma frase escrita à mão: Parabéns pelo herdeiro. Victor não é o único que sabe. O ar fugiu de seus pulmões. Antes que pudesse reagir, a porta da varanda deslizou lentamente. Um homem surgiu das sombras, ele

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