CAPÍTULO 36

623 Words

Ana A manhã chegou sem luz. O céu estava cinza, pesado, refletindo exatamente o que eu sentia por dentro. A mansão parecia maior durante o dia não mais envolta no charme sombrio da noite, mas fria, silenciosa, vigilante. Uma prisão elegante. Levantei-me devagar, a mão instintivamente pousada sobre o ventre. Ainda era cedo demais para qualquer movimento ser sentido, mas eu já carregava um peso novo dentro de mim. Não apenas o bebê. A certeza de que minha vida não me pertencia mais. Respirei fundo. Eu preciso reagir, pensei. Se eu não resistisse agora, jamais resistiria. Caminhei pelos corredores amplos, sentindo os olhares invisíveis dos seguranças, as câmeras escondidas, a presença constante de Victor mesmo quando ele não estava ali. Tudo naquele lugar era controle disfa

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD