Dante e Giulia no Da Vittorio

1663 Words
Chegando ao restaurante Da Vittorio, Giulia ficou encantada, o lugar era lindo. Era uma mansão gigante e estava iluminada com aquela luz quente e elegante que parecia envolver tudo num brilho dourado. O jardim era imenso e bonito como num filme da Disney. Os garçons moviam-se em silêncio absoluto, como se o lugar tivesse um código invisível de perfeição. Dante e Giulia foram conduzidos até uma mesa perto da janela, de onde se via o imenso jardim, o céu e a piscina que parecia ser olímpica. Giulia estava radiante — segura, leve, conversando com ele como se estivesse exatamente no lugar onde sempre sonhou estar. Ela falava sobre viagens, sobre memórias da infância, sobre pequenos planos para o futuro. Dante escutava com atenção, sorria, respondia… mas havia algo nos olhos dele que não combinava com a cena. Ele estava ali, sim. Mas não inteiro. Às vezes seu olhar se perdia na taça de vinho, no reflexo do vidro, no movimento das velas. Cada gesto suave de Giulia fazia ele se lembrar, involuntariamente, de outra pessoa. De outro sorriso. De outro toque. Mesmo assim, Dante fazia questão de mantê-la confortável. Falava com gentileza, ria das observações dela, contava algo ou outra da sua rotina — como se estivesse se agarrando à lógica que agora guiava sua vida: ele precisava fazer aquilo funcionar. Precisava parecer natural. Precisava se convencer de que aquele caminho era o certo. Giulia, por outro lado, estava encantada. Ela sentia que a noite estava fluindo — leve, bonita, harmoniosa. A cada minuto, ela achava que tinha dado mais um passo na direção que sempre desejou. E Dante… Dante a deixava acreditar. Não por maldade. Mas por dever. E por medo do próprio coração. Entre pratos deliciosos, olhares longos e conversas com aquela tensão doce no ar, os dois pareciam um casal prestes a florescer. Pelo menos para quem enxergasse de fora. Mas dentro de Dante havia um nó apertado — uma mistura de culpa, saudade, confusão e necessidade de sobreviver ao mundo que seu pai construiu. A noite seguiu tranquila, elegante, discreta. Mas havia algo não dito, queimando no silêncio entre uma frase e outra. Uma história que parecia romântica para um… E um enigma doloroso para o outro. Giulia enquanto dava mais um gole de vinho, olha para Dante em seus olhos como se estivesse prestes a falar algo importante e em seguida ela solta: — Você não quer fazer isso não é Dante? quero dizer.. você não quer estar comigo. - Dante com os olhos arregalados e nervoso responde rapidamente — Não… quero dizer, não queria que fosse assim, desse jeito. — disse Dante olhando para Giulia desconfortável — Também não queria que fosse assim, mas vamos ser honestos Dante. Você tem interesses na empresa e não tem outra opção. É só escolher logo e seguir em frente. Eu não vou te incomodar com nada, só temos que fazer nosso papel, como herdeiros. Determinada a fazer a cabeça Dante e influenciar ele a seguir em frente para que possa fluir com seu plano, Giulia não hesita e começa a sua jogada. — Eu entendo perfeitamente. Não quero te atrapalhar com nada disso. Eu aceitei a proposta do meu pai e estou disposto a seguir adiante com isso. E também gostaria de oficializar o nosso… namoro — disse Dante quase engasgando, dando uma leve tossida e levando o copo de água na boca. — Sério? ai meu deus! Dante — disse Giulia incrédula de que agora era real e oficial o seu namoro com o filho do Marco Dono da empresa de vinhos italianos mais conhecida do mundo. Dante então tira do seu bolso uma caixinha com duas alianças, a caixinha era preta. Ele abre enquanto Giulia leva as mãos no rosto mostrando estar em choque com esta acontecendo. Ele abre a caixinha e tira as alianças e pega a mão de Giulia colocando em seu dedo e em seguida colocando a outra em seu dedo. Giulia admira a aliança com os olhos marejados, enquanto Dante olha para o lado como se estivesse procurando uma oportunidade para fugir como se não houvesse amanhã. — Obrigada Dante, são lindas. Eu amei, papai vai ficar feliz em saber. — disse Giulia segurando a mão de Dante — Amanhã você terá que ir na empresa para tirarem fotos nossas juntos, meu pai anunciará à imprensa. — Tudo bem, sem problemas. Estarei lá — disse Giulia admirando Dante e num instante ela dispara: — Acho que não deveríamos ir pra casa hoje, olha como esse lugar é lindo. Vamos passar a noite Dante arregala os olhos sem acreditar no que acabou de ouvir, com o olhar de dúvida olha para Giulia sem saber o que falar — O que? — Qual é Dante, você é um homem, eu sou uma mulher, vamos aproveitar esse momento. Parado olhando nos olhos de Giulia só pensava: ‘’ Que maluca! estamos num namoro de fachada e ela está agindo como se fosse real, ela acabou de me chamar pra dormir com ela ou eu entendi errado? o que está acontecendo! ‘’ mas Dante não sabia como recusar esse pedido, afinal de contas o que eles estavam fazendo ia muito mais além, uma hora ou outra isso ia acontecer. Ele então pega a taça de vinho e engole tudo de uma vez e em seguida dispara sem medo: — Tudo bem, vamos aproveitar a noite — diz ele tremendo como um virgem. Giulia dá uma risada gostosa e em seguida se levanta pegando na mão de Dante e conduzindo ele até o jardim do restaurante, eles vão caminhando até uma parte mais escura onde Giulia abraça Dante e lhe dá um beijo profundo e cheio de vontade. Dante retribui enquanto segura suas nádegas com força aproximando ela para mais perto, em seguida leva sua mão esquerda a sua coxa e levanta um pouco do seu vestido apertando suas coxas. Nesse clima quente, Giulia olha nos olhos de Dante como se tivesse um plano em mente. De repente vê um funcionário vindo então ela o chama para pedir algumas informações sobre a hospedagem e deixa Dante sozinho na piscina que olha para ela com t***o, no fundo ele quer Selena, mas ele não pode negar que Giulia é extremamente atraente e afinal de contas, essa foi a escolha que ele fez. Giulia aparece minutos depois, vindo em sua direção segurando um copo de whiskey, ela se aproxima de Dante e diz que já escolheu o quarto para os dois passarem a noite. — O quarto é grande e lindo, você quer ir agora ou quer ficar mais um pouco aqui na piscina? Dante fica em silêncio, Giulia se aproxima do seu rosto. O vento bate em seus cabelos negros, a luz bate em seus olhos iluminando-os, o ambiente ao redor parece ficar pequeno, o ar é puro, o silencio é profundo… a lua está cheia. Tudo parece ser perfeito demais para algo que não é verdadeiro, porém o desejo é muito real. O fogo que percorre o corpo dos dois os guiam até o quarto. Chegando lá, Giulia entra primeiro e se senta em uma poltrona de frente para a janela com uma vista linda das árvores que são perfeitamente cortadas, as rosas são muito bem cuidados e a luz ilumina a piscina que reflete um azul perfeito. Dante a observa com um olhar de predador, vai em sua direção desabotoando a camisa, Giulia observa enquanto morde os lábios o encarando. Dante se ajoelha e tira seus Saltos e beija seus pés e vai subindo devagar até a coxa. Giulia morde os lábios e aperta os s***s como se fosse explodir de prazer. Dante abre suas pernas com as duas mãos apertando com força enquanto Giulia geme. Escorregando suas mãos até sua calcinha ele puxa ela com toda força e rebola longe, em seguida vai beijando suas coxas até chegar na parte mais saborosa, Giulia geme de prazer. Se sentindo poderosa ela pega nos seus cabelos com toda força e empurra com mais força para mais perto, depois os dois se olham e se beijam, um beijo molhado. Dante pega Giulia no braço e leva até a mesa onde tira suas calças e a atinge profundamente sem dó enquanto ela geme de prazer agarrando seus glúteos grandes para mais perto repetidas vezes, Dante fica cada vez mais ousado indo cada vez mais rápido enquanto geme grosso como um animal feroz, ele diminui a velocidade enquanto beija e acaricia os cabelos de Giulia que o encara implorando por mais, sedenta ela o empurra no sofá e pula em cima dele subindo e descendo e rebolando, deixando ele louco enquanto geme alto. Dante chega no seu ápice, agarra Giulia mais próximo e lhe segura forte como se não tivesse uma noite de prazer tão gostosa a anos. Os dois se abraçam e ficam ali relaxando sentindo o calor dos seus corpos. Dante encarava o teto, travado, com aquela culpa nojenta queimando por dentro. Se sentia como se tivesse se arrastado por um esgoto – sujo, podre, irreconhecível. O coração disparado parecia querer arrombar o peito. Sem conseguir respirar direito, ele se soltou dos braços de Giulia, levantou num impulso, enquanto ela só o observava em silêncio antes de deitar de novo, sem entender nada. No banheiro, encostou as mãos na pia e encarou o espelho com os olhos marejados. Não sabia definir o que estava sentindo – era caos puro. Ele só queria que tudo parasse, que o jogo acabasse, que a guerra pelo poder morresse ali mesmo. Querer a empresa tava custando sua própria identidade. O filho brilhante, focado, disciplinado? Esse já tinha morrido fazia tempo. Agora ele era o Dante capaz de passar por cima de qualquer limite — e isso o aterrorizava. No reflexo, enxergava o irmão. A semelhança doía como tapa. Exausto dessa guerra mental, se jogou na banheira, fechou os olhos e mergulhou na própria ansiedade, tentando não desmoronar mais do que já estava.
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