POV Aurora A promessa ecoava como um eco que não morria. “Um ano. Não toco em você… a menos que me peça.” Ele disse com calma, mas o que ficou foi um campo minado entre nós. Cada olhar, cada aproximação, cada respiração — tudo virou armadilha. Os dias seguintes foram assim: uma guerra muda dentro da mesma casa. Leo andava com o mesmo controle, a mesma frieza impecável. Mas às vezes, eu o via desviar o olhar tarde demais, e isso bastava. Não era desinteresse. Era contenção. E conter, pra ele, parecia doer mais do que qualquer toque. Outras vezes eu me pegava olhando pra ele sem nem perceber. Às vezes, passava pelo corredor, e sentia o cheiro dele no ar. Madeira. Whisky. Fumaça e algo que eu não sabia nomear — só sentir. Era o cheiro de perigo e conforto misturados, e eu odiava

