bc

Marquês Implacável.

book_age16+
1
FOLLOW
1K
READ
contract marriage
reincarnation/transmigration
HE
time-travel
friends to lovers
royalty/noble
sweet
bxg
childhood crush
cruel
like
intro-logo
Blurb

"Eu chorei pelo seu fim trágico em um livro... agora, o destino me deu a caneta para reescrever sua história."

Eveliny era uma alma solitária no século XXI, perdida em uma rotina exaustiva onde sua bondade era sempre confundida com fraqueza. Seu único refúgio era a literatura, até que um exemplar misterioso a transportou para o centro de uma trama que ela conhecia bem demais: a fria e rígida Regência Britânica de 1815.Ela não acordou como uma princesa, mas como a moeda de troca de uma família c***l, destinada a casar-se com o homem mais temido do reino: Alaric Thorne, o Marquês de Ravenwood.Conhecido como o "Cavalheiro Desalmado", Alaric é um herói de guerra coberto de glórias e cicatrizes, cujo coração foi enterrado nas trincheiras. No livro que Eveliny leu, o fim dele era devastador: ele envelheceria no esquecimento, morrendo sem nunca conhecer o calor de um abraço ou a doçura de um amor verdadeiro. Mas Eveliny, movida por uma empatia que transcende o tempo, decide que não permitirá que esse final se repita.

Enquanto luta para se adaptar a um mundo de espartilhos sufocantes, bailes de máscaras e etiquetas fatais, Eveliny começa a quebrar todas as regras. Ela trata criados como iguais, encara o Marquês sem baixar os olhos e invade seu escritório, e sua vida, com uma luz que ele nunca autorizou a entrar.

Alaric está intrigado. Sua nova esposa é um enigma; ela é atrapalhada, gentil e parece carregar nos olhos um segredo que não pertence àquela época. Ele jurou nunca mais sentir nada, mas como resistir à mulher que parece determinada a salvá-lo de si mesmo?

Em uma corrida contra o tempo e contra o próprio enredo original que tenta forçar o curso da história, Eveliny terá que decidir: ela está lá apenas para salvar o Marquês, ou será que, nas sombras de Ravenwood Hall, ela finalmente encontrará o amor que nunca teve no mundo real?

Um segredo entre dois séculos. Um homem que esqueceu como sentir. Uma mulher que se recusa a dizer adeus.

Bem-vinda a 1815. Onde o amor não é apenas necessário... ele é a única chance de sobrevivência.

chap-preview
Free preview
A Fronteira Tênue.
Eveliny era uma jovem comum, prisioneira de uma engrenagem que nunca parava de girar. Seus dias eram compostos por uma sucessão de hábitos imutáveis e uma rotina que exauria não apenas seu corpo, mas sua alma. O único fragmento de paz que ainda possuía era encontrado no interior de seu refúgio particular: a antiga casa que seu avô lhe deixara como última herança. Entre aquelas paredes que cheiravam a memórias e madeira antiga, ela não precisava ser a funcionária invisível ou a mulher solitária; ela era apenas Eveliny. Seu trabalho era um fardo cinzento. No escritório, ela ocupava o papel daquela que nunca dizia "não". Seus colegas, figuras oportunistas que dominavam a arte da indolência, despejavam sobre sua mesa pilhas de relatórios e tarefas negligenciadas. Usavam sua bondade como um recurso inesgotável, sabendo que Eveliny, em sua natureza doce e retraída, preferia o cansaço do esforço à tensão do conflito. Ela era o alicerce silencioso de um prédio que nunca lhe agradecia por sustentar o teto. Em mais uma tarde de outono, o sol começava a se despedir, pintando o céu com tons de cobre e violeta. Eveliny caminhava com os ombros pesados, os pensamentos ainda presos a planilhas inacabadas, até que seus pés a levaram, quase por instinto, à frente de sua loja de livros favorita. Antes mesmo de tocar a maçaneta, o aroma inconfundível de papel novo e tinta, aquele perfume que prometia mundos onde a fadiga não existia, a envolveu em um abraço invisível. — Senhorita Eveliny, por um momento pensei que havia perdido minha cliente mais fiel para o excesso de trabalho — exclamou o senhor Afonso, o proprietário, com um sorriso que vincava seu rosto bondoso. — Com certeza não, senhor — respondeu ela, retribuindo o sorriso com sinceridade. — Eu estava apenas terminando as últimas aquisições antes de me permitir buscar por novas histórias. Afonso era um homem de gestos lentos e olhar sábio. Eveliny nutria por ele um carinho especial; cada conversa casual sobre literatura ou sobre o clima trazia de volta a sensação reconfortante de estar com seu avô. Naquela loja, o tempo parecia obedecer a outras leis, movendo-se mais devagar entre as estantes repletas. Ela começou sua peregrinação habitual. Seus dedos deslizavam pelas lombadas, buscando algo que fizesse seu coração vibrar. No entanto, após percorrer várias seções, um suspiro pesado escapou de seus lábios. Nada parecia se encaixar em seu estado de espírito atual. — Procurando algo específico, minha jovem? — Afonso apareceu ao seu lado, como se lesse sua frustração. — Eu buscava um romance de época, senhor. Algo situado na Regência Britânica. Sou fascinada pela elegância da escrita, pelos detalhes dos bailes e pela rigidez social daquele tempo. Mas, pelo visto, já explorei todas as suas prateleiras — disse ela, resignada. — Tenho algo guardado que talvez lhe interesse, espere um momento. Eveliny esperou, observando as partículas de poeira dançarem nos últimos raios de luz que atravessavam a vitrine. Minutos depois, Afonso retornou carregando uma caixa de madeira escura, entalhada com um cuidado que sugeria um tesouro. Ao abri-la, ele revelou um livro de capa sóbria. Tinha a aura de algo antigo, mas a conservação de uma obra recém-impressa. — Este foi o último título que escrevi, há alguns anos. É um romance de época, como você desejava. Leve-o, leia-o com calma e devolva-me quando concluir. Os olhos de Eveliny brilharam. Ela aceitou o volume com reverência, sentindo a textura rica da capa sob as pontas dos dedos. Ao abrir uma página aleatória, a tipografia elegante e a fluidez das frases a fisgaram instantaneamente. — Trarei de volta assim que terminar, senhor. Muito obrigada! Ela saiu apressada, o coração batendo mais forte contra as costelas. Afonso permaneceu à porta, observando a silhueta da jovem desaparecer na penumbra da rua, tocado pelo entusiasmo genuíno que apenas um leitor apaixonado consegue demonstrar por um objeto feito de papel e tinta. Ao chegar em casa, Eveliny seguiu seu ritual de purificação. Um banho quente para lavar o estresse do escritório, um jantar simples preparado no silêncio da cozinha e, finalmente, o sofá. Com uma luminária lançando um brilho âmbar sobre as páginas, ela mergulhou na obra de Afonso. "O Amor é Necessário", dizia o título. — Parece simples demais para um romance desse porte — murmurou para si mesma. A trama narrava a vida de um Duque que, endurecido pelas responsabilidades e traumas, repudiava qualquer sentimento romântico. Forçado a um casamento de conveniência, a história seguia o arco previsível de sua transformação, culminando na descoberta de que o amor era, de fato, o único elemento capaz de dar sentido a uma existência longa. Era uma leitura agradável, mas não foi o protagonista quem roubou o fôlego de Eveliny. Sua atenção foi capturada por um personagem secundário: o Marquês de Ravenwood. Descrito pelo autor como um homem "desalmado", Alaric era um soldado implacável, cujos serviços prestados à Coroa eram marcados pela frieza e pela eficiência letal. Ele era a sombra que protegia o brilho do Duque; um homem solitário que carregava cicatrizes que as palavras do livro apenas sugeriam. Uma empatia avassaladora tomou conta de Eveliny. Ravenwood não era apenas frio; ele era isolado por escolha e por circunstância. Ele protegia a todos, mas não tinha quem o protegesse. E o final que Afonso lhe reservara foi um golpe no estômago da leitora: o Marquês terminava seus dias em uma propriedade distante, envelhecendo no silêncio absoluto. Sem esposa, sem herdeiros, sem um único olhar de ternura para confortá-lo em sua partida. Ele morria sozinho, sendo apenas uma nota de rodapé na felicidade alheia. O coração de Eveliny apertou. Aquilo não era apenas ficção para ela. A solidão de Ravenwood espelhava a sua própria. Ela olhou para as paredes da sala vazia e viu o seu próprio futuro refletido na amargura daquele personagem. Se ela continuasse naquela rotina invisível, sem família, sem laços reais, seria apenas uma versão moderna do soldado desalmado: alguém que serviu ao mundo, mas que o mundo esqueceu de amar. O fim de semana chegou, mas Eveliny não sentiu o alívio habitual. A imagem do Marquês solitário a perseguia. No entardecer do domingo, incapaz de conter a indignação que fervilhava em seu peito, ela marchou de volta à livraria. Afonso já estava apagando as luzes e trancando a porta quando a viu surgir, ofegante. — O que a traz aqui a essa hora, Eveliny? — perguntou ele, surpreso com a expressão sombria da moça. — Por que deu aquele fim tão terrível a um personagem secundário, senhor? — a voz dela tremia com uma nota de dor genuína. — Ele dedicou a vida a proteger os outros. Ele merecia mais. Por que não lhe deu uma esposa, filhos, uma chance de redenção? Por que fazê-lo morrer no esquecimento? Afonso suspirou, apoiando-se no balcão com uma paciência melancólica. — Eu não refleti profundamente sobre ele, querida. Achei que para um homem com a reputação dele, o isolamento seria o curso natural. Nunca imaginei que alguém sentiria tanta dor por ele. — Pois eu odiei — declarou ela, as lágrimas começando a embaçar sua visão. — Se eu tivesse o poder de mudar o rumo dessa história, se eu pudesse entrar nessas páginas, ele não seria uma sombra. Ele teria uma vida longa e feliz. Eu faria com que ele soubesse o que é ser amado de verdade. Sem esperar por uma réplica, ela deu as costas e partiu, levando o livro apertado contra o peito. Em casa, o choro que ela segurou durante todo o caminho desabou. Ela se sentia tola por sofrer por alguém que nunca existiu, mas a conexão era visceral. — Eu só queria que você fosse feliz... que fosse amado, Marquês — soluçou ela, abraçada ao volume de capa escura. Exausta pelo peso da própria solidão e pela angústia da ficção, Eveliny adormeceu. Seu último pensamento foi um desejo ardente, um grito silencioso de sua alma solitária pedindo para consertar o que o autor havia quebrado. Ela não sabia, mas naquele momento, a fronteira entre o seu mundo e a Regência de Afonso começava a se tornar perigosamente tênue. Enquanto a respiração dela se estabilizava, as letras nas páginas do livro brilharam suavemente, prontas para atender ao chamado de quem amava um personagem mais do que a própria vida.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Unscentable

read
1.8M
bc

He's an Alpha: She doesn't Care

read
701.8K
bc

Claimed by the Biker Giant

read
1.5M
bc

Holiday Hockey Tale: The Icebreaker's Impasse

read
941.8K
bc

A Warrior's Second Chance

read
337.4K
bc

Not just, the Beta

read
336.7K
bc

The Broken Wolf

read
1.1M

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook