Capítulo 15 – Alianças na Sombra

350 Words
Nem toda luz nasce do sol; algumas brilham na escuridão. O r***o no Véu entre os mundos pulsava como uma ferida aberta, lançando sombras que dançavam como serpentes prontas para atacar. Kael, Liora, Irian e o Guardião do Eco recuaram para a clareira, onde a luz do amanhecer ainda resistia, mas era frágil diante da crescente escuridão. — Precisamos de aliados — disse Kael, a voz firme, apesar do peso que sentia. — Sozinhos, não temos chance contra isso. Liora assentiu.
— Conheço um lugar onde podemos buscar ajuda. Um santuário antigo, onde os últimos Senhores dos Ventos ainda vivem. Irian franziu o cenho.
— Os Senhores dos Ventos? Eles são lendários... e difíceis de convencer. Kael olhou para o Guardião do Eco, que agora exalava uma aura de calma e determinação.
— Então é para lá que iremos. Não podemos perder tempo. O caminho até o santuário era tortuoso, cruzando territórios esquecidos e perigosos. A cada passo, Kael sentia o peso da responsabilidade crescer, como se Eldharyn dependesse da coragem deles para não sucumbir ao caos. Ao chegarem, encontraram o santuário cercado por ventos que cantavam em línguas antigas, carregando segredos e promessas. Os Senhores dos Ventos apareceram como figuras etéreas, movendo-se entre as correntes de ar, seus olhos brilhando com sabedoria ancestral. — Vocês buscam ajuda para conter a escuridão que rasga o Véu — disse um deles, a voz como o sussurrar do vento entre as folhas. — Mas o equilíbrio só pode ser restaurado se estiverem dispostos a fazer sacrifícios. Liora deu um passo à frente, seu olhar firme.
— Estamos prontos para o que for preciso. O destino de Eldharyn depende disso. Os Senhores dos Ventos trocaram olhares e, em uníssono, disseram:
— Então que a aliança seja selada. Mas saibam — o poder que buscam tem um preço. E as sombras não perdoam aqueles que o esquecem. Enquanto o vento aumentava em força, carregando promessas e advertências, Kael sentiu que estavam entrando numa fase decisiva — onde a coragem, a confiança e a união seriam as únicas armas contra o abismo que se aproximava.
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