capítulo 140

1247 Words

Red narrando O bagulho tava doido, mano. Doido num nível que até quem nasceu nesse corre sente o peso. Já fazia horas que a gente tava nessa trocação, e a real é que a adrenalina segura, mas o corpo pede arrego. n***o lá embaixo segurando o caveirão na marra, Machadinha tentando se firmar mesmo tremendo igual vara verde, e eu aqui em cima da laje, com o fuzil apoiado, tentando fazer esses arrombados recuarem. Os estalos cortavam a noite sem parar, parecia que o céu tinha virado tambor. Cada disparo ecoava na alma, e eu tentava não pensar no tanto de moleque que já tinha caído. Tava escuro, a fumaça dos tiros misturada com o cheiro de pólvora deixava o ar pesado. O coração batia acelerado, mas a mente tinha que ficar fria, porque se eu perdesse o foco, não sobrava ninguém. Esses policia

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