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Ivan: até as feras amam

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Sara era a filha adotiva de um importante médico e diretor do hospital central, mas decidiu trilhar o próprio caminho e enveredou pelas linhas tortuosas do direito criminal. Tudo estaria sob controle se Ivan não tivesse aparecido.

Após um trágico acidente, Sara se viu apaixonada por um desconhecido e sua história estava prestes a deixar de ser um conto de fadas para se tornar um emaranhado de descobertas sombrias, frustrações e sangue, mas a fera também podia ser domada e quem melhor do que a princesinha da máfia para fazê-lo? Sim... a gentil advogada era na verdade a princesa perdida da máfia americana.

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01 O RESGATE
O céu estava cinza como era comum naquela época de poucas chuvas, mas havia algo no ar que deixava a atmosfera mais pesada, Sara sentia como se respirar fosse trabalhoso. Ela abriu a bolsa, pegou um cigarro, acendeu, olhou para a brasa que se formou e continuou ignorando a dor que sentia nos pés. - Droga, usar esses sapatos é uma tortura! Sara pensou enquanto permanecia caminhando de forma decidida e confiante. Ninguém conseguiria imaginar o que aquela garota estava sentindo. Os pensamentos de Sara foram interrompidos por um barulho horrível, inicialmente ela pensou serem caixas de feira sendo esmagadas, mas quando ela viu que havia uma pessoa no chão seu coração parou por alguns segundos. Um carro preto acelerou e em poucos minutos não havia nada além da marca do pneu e o homem inconsciente para provar a sua passagem por lá. Sara era uma mulher pequena, os seus cabelos ondulados se espalharam pelo asfalto enquanto Sara testava a respiração da vítima. Ela sentia o seu coração doer, a suas mãos estavam tremulas e as lágrimas começaram a rolar pela sua pele branca como se tivessem vida própria. - Droga! Fique calma Sara! A mulher pensou enquanto pegava o telefone e ligava para o socorrista do hospital em que o seu pai trabalhava. As horas seguintes passaram voando e Sara ainda sentia aquele cheiro ferroso de sangue como se ainda estivesse ali sobre o homem. Enquanto fumava na área externa do Hospital Dr. Lakesi ela ouviu passos e se virou para ver de quem se tratava. Carlos era o cirurgião chefe do hospital e sempre foi apaixonado por Sara, mas a garota o considerava como um amigo, quase um irmão mais velho. E talvez por isso, quando ela viu a figura de Carlos, Sara correu e chorou copiosamente nos seus braços. A dor no seu peito era tão forte, ela não entendia o motivo, provavelmente por nunca presenciar nada igual. Carlos a afastou, pela primeira vez na vida, ela estava com um cheiro terrível de sangue e os seus cabelos estavam duros devido ao sangue que havia secado. Ele falou carinhosamente: - Sara, está tudo bem, o seu amigo está fora de perigo. Agora vá para casa e tome um banho, troque de roupas, coma alguma coisa e descanse. - Eu posso vê-lo? Por favor! - Talvez mais tarde quando você voltar. Respondeu o cirurgião com a voz cheia de ciúmes e incompreensão. Carlos era um homem alto, atraente e muito bem-sucedido, ele não compreendia o que lhe faltava para que a pequena Sara visse nele alguém capaz de fazê-la feliz. Sara concordou hesitante, mas perguntou: promete que assim que eu estiver limpa posso vê-lo? Carlos assentiu carinhosamente, apesar dos ciúmes que ainda castigavam o seu coração orgulhoso. A garota correu e parou de repente, chamou - Carlos! Quando o homem olhou ela arrancou os sapatos e atirou para ele. Agradeceu e saiu correndo pelos corredores brancos do hospital como se a sua vida dependesse disso. Sara entrou no quarto de repouso do Diretor do hospital já arrancando as roupas e correu para o chuveiro. Alguns minutos depois saiu enrolada em uma toalha branca e com os cabelos presos em outra toalha menor. Ela caminhou nas pontas dos pés e abriu o armário que ficava ao lado do armário principal. Ela costumava deixar roupas lá para quando fosse para algum evento com o pai, assim poderia sair do trabalho e se trocar no hospital. Sara era muito simples na forma de se vestir então até mesmo os seus vestidos de festas poderiam ser usados durante o dia. Ela não conseguia compreender, mas estava ansiosa, não conseguia escolher entre as opções qual a melhor roupa. Escolheu um vestido elegante azul-marinho sem mangas e com voal sobreposto. O vestido a deixava com uma aparência mais séria e diplomática, apesar de revelar as suas longas pernas. Sara prendeu os cabelos em coque alto, mas como algumas mechas ficaram soltas o rosto da mulher permanecia juvenil. Ela calçou um par de tênis branco e seguiu confiante até o quarto de Carlos. Quando Carlos viu a figura feminina adentrando o seu escritório ele sentiu o coração perder o ritmo e o estômago ficar gelado. Sara era uma mulher atraente, mas os cabelos molhados e o vestido que destoava do tênis esportivo nos pés a deixaram deslumbrante. O rosto corado de quem havia corrido pelos corredores e o sorrido doce de uma criança que estava prestes a ganhar um doce fizeram com que Carlos perdesse a capacidade de comandar a própria respiração.

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