02 O ENCONTRO

573 Words
- Por favor, onde ele está? Disse a mulher com voz de menina. - Venha comigo. Carlos disse enquanto caminhava para fora do quarto. Eles caminharam juntos enquanto Carlos aproveitava o doce aroma que exalava do corpo que ele tanto desejava. Então chegaram à lanchonete privada do hospital, Sara ficou confusa, mas não questionou. Carlos pediu dois cafés, um bolo de morango, ele sabia que era o sabor preferido da menina e sentou-se elegantemente em uma poltrona. Sara ficou inquieta e disse com a voz ansiosa: - O que estamos fazendo aqui? Carlos respondeu de forma indiferente. - Estamos tomando um café e eu até pedi o seu bolo favorito. Para o inferno com o bolo, Carlos! eu preciso ver... Sara se deu conta de que não sabia nada do homem que ansiava ver. Ela não sabia o nome, a idade, a origem, absolutamente nada! Carlos achou graça da confusão que se estampou no rosto da menina, mas deixou que os seus lábios permanecessem indiferentes e tentou acalmá-la. - Foi por isso que te trouxe aqui. Precisamos conversar sobre o que aconteceu e como se envolveu tanto nessa história. O homem que você nos trouxe foi atropelado, mas antes ele havia sido drogado. Sara não conseguia entender o porquê precisava conversar sobre esse assunto, afinal ela apenas socorreu alguém, havia milhares de testemunhas no local, mas uma palavra ficou ecoando na sua mente. Drogado... alguém havia tirado a capacidade de reação daquele homem e por isso ele sofreu aquele acidente. Quem poderia fazer algo assim com outro ser humano? Mas ela permaneceu dura nas suas decisões. - Carlos, eu não estou aqui para discutir a vida daquele homem, e você é um cirurgião e não um detetive. A sua obrigação é salvá-lo e quem está pagando as contas médicas, sou eu, portanto, tenho direito de vê-lo. Diga-me em que quarto ele está ou me acompanhe, mas não vou tomar café com você. Vencido ele apenas respondeu. - Quarto 409 - ala leste Sara saiu com os passos decididos e um sorriso nos lábios. Ela não costumava ser autoritária, mas dessa vez ela conseguiu ser forte e isso trouxe uma sensação diferente. A porta do quarto 409 estava fechada e ela ficou ali parada por alguns instantes. Como seria ver aquele rosto novamente? Qual seria o seu nome? Ela entrou com cuidado e se aproximou da cama hospitalar de forma lenta, mas com os olhos fixos no homem que dormia ferido sobre aquele leito frio. O rosto angular, o cavanhaque meticulosamente bem desenhado, os cabelos negros e a musculatura proeminente davam-lhe uma aparecia majestosa. Os lábios finos pareciam secos e a respiração fraca, mas ainda assim, sua beleza era diabólica. Sara se aproximou e com cuidado pegou uma gaze, molhou em água e passou pelos lábios do homem que instantaneamente começou a passar a língua nos lábios para aliviar a sede. A visão era irresistivelmente sedutora e Sara ficou corada e com vergonha de pensar naquele desconhecido daquela forma. Ela retirou a mão com cuidado, mas o homem perguntou. - Quem é você? Aquela voz era forte e atraente, havia um tom de frieza e poder que Sara ainda não tinha conhecido. Ela respondeu da forma mais calma que conseguiu. - Senhor, eu ajudei-o após o acidente, o meu pai é Diretor desse hospital então eu o trouxe aqui. Você passou por uma cirurgia e logo teremos mais informações sobre o seu estado clínico.
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