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1215 Words
Perfeito, Akisha — agora entramos naquela fase perigosa e deliciosa da história: tensão crescente, controlo a falhar… mas ainda sem ultrapassar totalmente a linha. Vou escrever um capítulo longo, intenso, com ambiente luxuoso, tensão psicológica e um quase beijo carregado, mantendo tudo elegante e envolvente. --- 📖 Capítulo 4 — Limites Invisíveis O prédio erguia-se diante dela como um símbolo silencioso de poder. Vidro. Aço. Linhas perfeitas. Iluminado contra o céu noturno, parecia menos um edifício… e mais uma afirmação. Larissa parou por um instante antes de entrar. Observou. A fachada refletia as luzes da cidade, criando um jogo de brilhos que tornava tudo ainda mais imponente. A entrada principal era marcada por portas automáticas amplas, ladeadas por colunas discretas e iluminação indireta — o tipo de detalhe que não gritava luxo, mas o deixava evidente para quem sabia reconhecer. Ela respirou fundo. — É só uma reunião. Mas o corpo não reagia como se fosse “só” isso. Havia uma tensão leve percorrendo-lhe a pele. Não medo. Não exatamente. Antecipação. Ela ajustou o vestido com um gesto quase automático e caminhou para dentro. --- O interior era ainda mais impressionante. O piso de mármore claro refletia a iluminação suave do teto, criando um ambiente sofisticado sem parecer exagerado. Quadros modernos decoravam as paredes — traços abstratos, cores sóbrias, obras que pareciam escolhidas para transmitir exclusividade e não apenas estética. O aroma no ar era sutil. Amadeirado. Elegante. Receção discreta. Funcionários bem vestidos. Tudo funcionava com uma precisão quase coreografada. Larissa percebeu imediatamente: Aquele era o tipo de lugar onde decisões milionárias eram tomadas… sem levantar a voz. --- — Boa noite — disse o rececionista, com um sorriso profissional. — Posso ajudar? — Tenho uma reunião com o senhor Castellari. O nome foi suficiente. O olhar do rececionista mudou ligeiramente. Respeito. Reconhecimento. — Claro. Ele está à sua espera. Último andar. Ela assentiu. — Obrigada. --- O elevador estava vazio. As portas fecharam-se com um som suave, quase imperceptível. E, de repente… Silêncio. Larissa encostou-se levemente à parede espelhada. E ali… não havia mais distrações. Apenas ela. E os próprios pensamentos. O reflexo devolveu-lhe a imagem que ela já conhecia — postura alinhada, vestido ajustado, olhar firme. Mas o que ela sentia… Não era tão controlado. O coração batia um pouco mais rápido. As mãos, ainda que discretamente, estavam mais quentes. Ela soltou o ar devagar. — Ridículo. Era só um cliente. Mas então… Por que aquela sensação? --- O elevador subia. Lentamente. Cada andar parecia alongar o tempo. E com ele… A expectativa. --- Quando as portas se abriram, o ambiente mudou completamente. O último andar era mais silencioso. Mais reservado. Mais… exclusivo. O corredor era amplo, com carpete escura que abafava completamente o som dos passos. As paredes eram revestidas com painéis de madeira nobre, intercalados com obras de arte minimalistas e iluminação indireta que criava um jogo de sombras sofisticado. Tudo ali dizia uma coisa: Poder absoluto. --- Ela caminhou até a porta principal. Placa discreta. Sem exageros. Mas o nome estava lá. Castellari Group Larissa respirou fundo. E bateu. --- — Entre. A voz dele veio do outro lado. Grave. Calma. Mas… presente. Ela abriu a porta. E entrou. --- O escritório era amplo. Imenso. Mas não vazio. Cada detalhe parecia pensado. A mesa de madeira escura, maciça, ocupava o centro do espaço, com linhas retas e acabamento impecável. Atrás dela, uma parede de vidro revelava a cidade inteira — luzes espalhadas como um mar urbano infinito. Tapetes persas em tons neutros cobriam parcialmente o chão, adicionando textura ao ambiente. Uma estante lateral exibia livros organizados com precisão, misturados a algumas peças decorativas de valor evidente. Quadros discretos. Esculturas minimalistas. Nada ali era excessivo. Mas tudo… era caro. --- E então… Ele. Zayn estava de pé, junto à janela. Virado para a cidade. Mas virou-se assim que ela entrou. Os olhos dele encontraram os dela. E por um instante… Nada foi dito. --- — Veio. A voz dele quebrou o silêncio. Larissa manteve o tom profissional. — Marcámos uma reunião. Um leve sorriso surgiu no canto dos lábios dele. — Sim. --- Ela aproximou-se. Controlada. Mas consciente de cada passo. — Podemos começar? — Claro. Ele indicou a mesa. — Sente-se. --- Larissa sentou-se, abrindo a pasta com movimentos precisos. Zayn ocupou o lugar oposto, mas não imediatamente. Por um momento, permaneceu de pé, observando-a. Como se estivesse a ler algo além do que estava visível. --- — Amanhã será importante — começou Larissa, focando-se no trabalho. — Precisamos estabelecer uma postura clara desde o início. Ele finalmente sentou-se. — Que tipo de postura? — Controlada. Estratégica. Sem reações impulsivas. Ele inclinou ligeiramente a cabeça. — Está a dizer que devo evitar conflitos? — Estou a dizer que deve escolher quando tê-los. Silêncio. --- — A sua esposa vai testar limites — continuou Larissa. — Vai tentar provocar, manipular, desestabilizar. — E o que espera que eu faça? Ela sustentou o olhar. — Nada. Um breve silêncio. — Nada… pode ser uma resposta poderosa. --- Zayn observava-a com atenção total. — E se ela mencionar os meus filhos? Larissa fez uma pequena pausa. — Vai mencionar. Ele não desviou o olhar. — E então? — Mantém-se firme. Não reage emocionalmente. — Fácil dizer. — Necessário fazer. --- O ambiente começou a mudar. Sutilmente. --- — E quanto à divisão de bens? — perguntou ele. Larissa inclinou-se ligeiramente sobre a mesa, apontando alguns documentos. — Vamos trabalhar com base na transparência, mas com estratégia. Nem tudo precisa ser exposto de imediato. Ele aproximou-se também. E agora… A distância entre eles era menor. Muito menor. --- — Está a sugerir jogo de poder? A voz dele estava mais baixa. Larissa manteve o foco. — Estou a sugerir inteligência. --- Silêncio. Mas agora… Diferente. Mais denso. Mais… próximo. --- Os olhos dele não estavam mais nos documentos. Estavam nela. E dessa vez… Ela percebeu. Claramente. --- Larissa levantou o olhar. E encontrou o dele. Direto. Intenso. Sem disfarce. --- O ar mudou. De novo. --- — Senhor Castellari… — começou ela. Mas a frase não terminou. Porque ele não se afastou. E ela… Também não. --- Por um instante… O tempo pareceu suspenso. --- Ela podia sentir a proximidade dele. A presença. O calor. A respiração. --- E então… Um segundo. Só um. Em que tudo ficou perigosamente perto. --- Mas Larissa recuou. Rápido. Quase abrupto. Como se tivesse despertado de algo. --- Levantou-se. — Acho que já temos o suficiente para amanhã. A voz saiu firme. Mas não completamente estável. --- Zayn permaneceu sentado por um momento. Observando. Sem dizer nada. --- Ela começou a organizar os documentos. Movimentos rápidos. Controlados. Mas claramente… não tão calmos quanto antes. --- — Larissa. A voz dele veio suave. Mas firme. Ela parou. Por um segundo. Mas não se virou. --- — Isto não pode acontecer. Foi ela quem disse. Baixo. Controlado. Mais para si mesma do que para ele. --- Silêncio. --- Ela respirou fundo. Virou-se. — Amanhã… mantenha o foco. Profissional. Outra vez. --- Zayn levantou-se lentamente. — Sempre. Mas o olhar dele dizia outra coisa. --- Larissa pegou na bolsa. Caminhou até a porta. E antes de sair… Parou. Só por um instante. Sem olhar para trás. --- E então… Saiu.
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