A noite caiu preguiçosa naquela quarta-feira. No treino de costas da terça, Maria tinha reclamado das dores na lombar. Heitor, atento como sempre, sugeriu um dia de descanso com massagem — prometendo preparar tudo pessoalmente.
A casa estava calma, iluminada apenas por uma luz amarelada que escapava do banheiro e pelo brilho suave das velas no quarto. A playlist do casamento dos dois tocava em volume baixo, misturando sertanejo romântico e MPB. O clima era de pausa, cuidado e desejo disfarçado de carinho.
Maria estava deitada de bruços, só de calcinha, o lençol azul marinho contrastando com a pele clara e levemente rosada. O coque frouxo deixava algumas mechas soltas, moldando o rosto sereno. As costas nuas esperavam por toque, por alívio, por atenção.
O celular sobre o criado-mudo vibrou de repente. Heitor, que vinha do corredor com uma garrafinha de óleo nas mãos, olhou o nome que piscava na tela: Ana 💪🔥.
Uma mensagem curta:
“Cuida bem das costas dela, viu? 😂🔥”
Heitor soltou uma risada curta.
— A Ana mandou mensagem — disse, mostrando o celular. — Tá te provocando.
Maria virou o rosto de lado, com um sorriso preguiçoso.
— Ela viu eu reclamando nos stories… vive implicando.
— Uhum. Implicando — repetiu ele, com um tom que misturava ciúme leve e divertimento. — Vou cuidar tão bem que ela vai ficar com inveja.
Ele deixou o celular de lado e subiu na cama, ajoelhando-se ao lado dela.
— Pronta, amor?
— Tô, vida… minha lombar tá pedindo socorro — respondeu, com a voz abafada pelo travesseiro.
Heitor sorriu, aqueceu o óleo entre as mãos e o deixou escorrer em fio sobre as costas dela. Maria estremeceu. O toque quente das mãos, o cheiro doce do óleo e a música ao fundo criavam uma atmosfera quase hipnótica.
Ele começou pelos ombros, os dedos firmes, circulares, pressionando cada ponto de tensão. Desceu devagar pela coluna, atento às reações dela.
— Assim tá bom?
— Tá… melhor do que eu esperava — murmurou, soltando um suspiro longo.
As mãos dele exploraram os quadris, subiram pela cintura e voltaram à lombar. O corpo dela reagia, relaxado e desperto ao mesmo tempo. O óleo deixava a pele brilhando, escorregadia. Heitor inclinou-se e beijou o meio das costas, com uma ternura que beirava a provocação.
Ela sorriu, os olhos ainda fechados.
— Isso não parece só uma massagem…
— É uma terapia completa — respondeu, com a voz rouca. — Física, mental e… sensorial.
Os beijos desceram até o elástico da calcinha. Ele deslizou os dedos pela lateral, provocante.
— Posso tirar?
Ela ergueu o quadril em resposta, e ele puxou devagar, deixando a peça deslizar pelas coxas até cair no chão.
— Melhor assim.
— Bem melhor — respondeu ela, rindo baixinho.
Heitor espalhou mais óleo nas mãos e desceu pelos quadris dela. Os dedos desenhavam a curva da b***a, subiam pela lateral das coxas, e voltavam ao centro com movimentos lentos, firmes, quase meditativos. O silêncio só era quebrado pelos suspiros de Maria e pelo som distante de uma música de Jorge & Mateus.
Com uma mão ainda trabalhando as costas dela, ele levou a outra ao criado-mudo discretamente. Pegou o pequeno bullet vibrador que havia separado mais cedo, escondido entre os lençóis.
— Isso vai ajudar com a tensão também... — sussurrou, abrindo as pernas dela com um toque firme nas coxas.
Maria não protestou. Estava entregue, relaxada e excitada ao mesmo tempo. Ele aproximou o bullet da entrada da b****a dela, já molhada, e o pressionou levemente enquanto o ligava. A vibração começou suave, pulsando em contato com a pele sensível.
Ela arqueou as costas, soltando um gemido curto.
— Amor... p**a que pariu...
— Shhh... relaxa — ele murmurou, introduzindo o bullet devagar, ajustando a intensidade da vibração.
Ela agarrou o lençol, os quadris involuntariamente se movendo. Heitor voltou às costas dela, massageando como se nada tivesse acontecido, mas a vibração dentro dela mudava tudo. O corpo reagia, quente, pulsante, vivo.
Os dedos dele escorregaram pelo lado do corpo dela, alcançando os s***s por baixo. Brincou com os m*****s, ainda com as mãos oleosas, deixando ela sem saber onde o prazer começava e terminava.
— E então como tá aí dentro... — ele provocou, encostando os lábios na orelha dela.
— Tá... vibrando... p***a, tá me deixando maluca...
Heitor sorriu. Aumentou um nível na intensidade. O quadril dela começou a se mover contra o colchão, buscando alívio, mas ele a segurou pela cintura, mantendo o controle.
— Fica quieta — disse firme. — Só sente.
Ela gemeu alto. O corpo tremia sob o dele, e o ar do quarto estava pesado de desejo. O óleo agora cobria parte das pernas, das costas, e o cheiro envolvia tudo. As músicas continuavam tocando ao fundo, criando um contraste quase poético entre a doçura da melodia e a selvageria contida na cena.
Maria se virou de lado, os olhos semicerrados, um sorriso malicioso.
— Você devia cobrar por essa massagem.
— Acho que já vou ser bem pago — respondeu ele, passando os dedos no queixo dela. — Mas… quer saber o melhor?
— O quê?
— Acho que amanhã vou mandar uma mensagem pra Ana dizendo que o tratamento funcionou.
Ela riu, empurrando o peito dele de leve.
— b***a!
— Ciúmes?
— Um pouquinho. Mas só quando alguém parece desejar demais o que é meu.
Heitor beijou o ombro dela, lento.
— Relaxa. Eu pertenço apenas a você.
Heitor a virou de costas novamente e se posicionou por trás, tirando a cueca sem pressa. Deixou o vibrador onde estava, e com uma das mãos, segurou os quadris dela com firmeza. Encostou-se à entrada molhada, o bullet vibrando ali dentro.
— Posso? — perguntou, com a voz já rouca de t***o.
Maria só respondeu empinando mais, oferecendo-se por completo.
Ele a penetrou devagar, sentindo a vibração junto com o calor dela. Ambos gemeram ao mesmo tempo.
— Porra... — ele deixou escapar.
O ritmo começou lento, controlado, com as mãos ainda cheias de óleo escorregando pelas costas dela, apertando a cintura, massageando ao mesmo tempo em que a penetrava. O vibrador criava sensações intensas dentro dela, que fazia sons abafados no travesseiro, completamente à mercê dele.
— Você é tão gostosa... — ele disse entre estocadas.
Ela não conseguia responder. Apenas gemia, arfava, pedia mais com o corpo.
Ele inclinou-se, beijou a nuca dela, passou a língua pelo ombro, e então puxou o vibrador de dentro, desligando-o com um clique. Substituiu com os dedos, rápidos, enquanto continuava o vai e vem.
Maria gritou.
— Isso... c*****o, Amor... não para!
O ritmo aumentou. A cama rangia levemente, abafada pela música ao fundo. Ele alternava entre estocar fundo e massagear os pontos que sabia que deixavam ela fora de si. Os gemidos dela se misturavam à voz de Maria Bethânia cantando baixinho no quarto.
Quando ela começou a tremer, ele sabia. O corpo dela reagia, os músculos das pernas se contraíam, e os quadris se moviam como se buscassem algo inalcançável.
Ela gozou com um gemido longo, desesperado, o corpo afundando no colchão, a respiração em colapso.
Heitor continuou por mais alguns segundos e então gozou, relaxou deitando ao lado dela, ainda ofegante. Beijou suas costas brilhantes de óleo, acariciou seus cabelos, e ficou em silêncio por um tempo, só sentindo o calor do corpo dela junto ao seu.
Maria se virou de lado, ainda sorrindo entre suspiros.
— Melhor massagem da minha vida.
— Sabia que ia funcionar — ele disse, puxando ela pra perto e cobrindo os dois com o lençol, mesmo com o calor.
Minutos depois, o silêncio voltou. Os corpos, colados sob o lençol, ainda brilhavam sob a luz âmbar do abajur. A música seguia, e o celular no criado-mudo continuava esquecido, com a notificação de Ana ainda visível — como uma lembrança silenciosa de que aquela história ainda estava longe de acabar.