Corrida Vibrante

1327 Words
O sol se despedia devagar sobre o Parque de Apipucos, tingindo o céu de tons alaranjados e dourados. O reflexo da luz nas águas do lago fazia o ambiente parecer ainda mais vivo, e o vento suave carregava o cheiro de grama molhada misturado ao suor dos corredores que passavam pela pista. Heitor ajustou o fone no ouvido e olhou para Maria, que alongava as pernas na beira da pista. A forma como o sol batia em sua pele realçava cada curva, cada detalhe do corpo que ele tanto admirava. Ela percebeu o olhar dele e sorriu de canto, com aquela expressão que misturava inocência e provocação. — Pronto pra suar um pouco comigo? — ela perguntou, piscando. Ele riu, já entendendo o duplo sentido escondido nas palavras. — Sempre. Mas do jeito que você fala, eu começo a achar que não vai ser só o treino que vai me deixar cansado. Maria deu um passo à frente, baixou discretamente a calça legging e mostrou a alça de uma calcinha especial — um modelo que ele reconheceu na hora. Era um modelo que ela tinha escolhido de forma estratégica para usar um dos seus brinquedos da Good Vibres, um vibrador clitoriano embutido na calcinha, controlado via aplicativo. Ela estendeu o celular a ele com malícia no olhar. Aquele olhar dela dizia tudo. — Hoje o treino é diferente — sussurrou, entregando o celular nas mãos dele. — Você vai controlar o ritmo. Heitor entendeu de imediato. O aplicativo já estava aberto na tela. Ela virou o corpo e começou o trote leve, enquanto ele ajustava a intensidade. Heitor ativou o modo "exploração" do aplicativo, que permitia alternar as intensidades conforme ele queria. Começou no nível 2. Discreto, mas presente. Maria deu um leve suspiro, mas manteve o ritmo firme. — Tá tudo bem aí? — ele perguntou, fingindo inocência. — Uhum... por enquanto sim. Alguns metros depois, ele subiu pro nível 4. O corpo dela reagiu de imediato. As pernas tremeram de leve, e ela mordeu o lábio inferior. A respiração começou a mudar. O som dos passos sincronizados se misturava à batida suave das músicas que tocavam nos fones. A brisa batia nos rostos deles, mas o ar parecia cada vez mais quente. Heitor observava a silhueta de Maria correndo à frente, o quadril balançando, a respiração acelerada. À medida que o ritmo aumentava, ele sentia o prazer de estar no controle — e o desejo de perder esse controle completamente. Ela parou perto de uma árvore próxima ao mirante, ofegante. Os olhos buscavam os dele, e o sorriso era puro convite. — Você tá se divertindo aí, né? — ela provocou, encostando o corpo no tronco. Heitor chegou perto, os rostos quase se tocando. — É que eu adoro ver você tentando manter o foco. O vento passou, levando um arrepio por todo o corpo dela. Ela encostou mais forte no tronco, inclinando a cabeça para trás. Heitor aumentou pro nível 6 e segurou o celular firme. Os gemidos dela agora escapavam em sussurros. — Ai... ai... porra... Ela tremeu de leve, as pernas cedendo um pouco. O primeiro orgasmo então veio rápido, intenso, discreto o quanto dava pra ser num parque público. Ela se recompôs, arfando, e o olhou com os olhos brilhando de t***o. — Você é f**a. Me fez gozar no meio da corrida. — Isso porque ainda nem começamos. A intensidade do momento fez o tempo parecer desaparecer. A respiração deles se misturava, os risos se tornaram gemidos abafados, e o parque parecia girar em volta deles. Ela levantou o rosto, os olhos brilhando sob a luz suave dos postes que começavam a acender. — Vamos correr para o banheiro do parque? — Eu topo qualquer coisa com você — Disse Maria, ainda se recuperando do primeiro orgasmo. Eles seguiram até o bloco de banheiros do parque. A área era mais afastada, silenciosa, e o som distante da cidade servia de trilha de fundo. Maria abriu a porta e entrou primeiro, conferindo se estava vazio. Depois, chamou Heitor com um gesto rápido. Ele trancou a porta e já largou o celular sobre a pia. Maria se virou, ofegante, ainda com a respiração acelerada do orgasmo recente e da corrida. — Senta. — ela ordenou, apontando pra privada com a tampa fechada. Heitor obedeceu. Maria subiu devagar no colo dele, montando de frente, puxando a calça pra baixo com uma destreza quase c***l. — Vai tirar a calcinha? — ele perguntou. — A gente não tem tempo pra isso agora. Ela ajustou o tecido de lado, encaixou o quadril e, com um movimento firme, sentou sobre o p*u já duro e quente dele. Ambos gemeram. — c*****o, Maria... — Fica calado. Quem comanda aqui sou eu. O barulho do vibrador ainda estava ali, agora abafado pela carne quente. Ela começou a cavalgar com força, o som dos quadris batendo ecoando no banheiro quase vazio. A luz fluorescente tremia levemente, mas eles estavam alheios ao mundo. — p**a que pariu... — ela gemia, rebolando com intensidade. Ela apoiava as mãos no ombro dele e olhava nos olhos de Heitor, alternando entre o rosto dele e o próprio reflexo no espelho da porta. O cabelo preso num r**o de cavalo bagunçado balançava com cada estocada. — Tá sentindo minha b****a te apertar? — ela provocava. — Tô te apertando todinho, não tô? — p***a, sim, amor... você tá gostosa pra c*****o. — Você gosta quando eu fico no controle, né? Ela acelerou, gemendo mais alto. As coxas tremiam, e colocou o vibrador pra fazer o c******s latejar. Maria levou uma das mãos entre as pernas e intensificou a estimulação, usando o vibrador como gatilho final. — Ai... vai... vai... c*****o, vou gozar... vou gozar de novo! Ela explodiu em outro orgasmo, agora mais forte, gritando abafado contra o pescoço dele, mordendo a pele de leve. Heitor envolveu a cintura dela, segurando firme, sentindo os espasmos dela em volta do seu p*u. Ela se afastou levemente, o rosto vermelho, os olhos brilhando. — Agora é a sua vez. Fica quietinho. Ela deslizou devagar, se levantando e ficando de joelhos entre as pernas dele. Com movimentos lentos, envolveu o p*u com a boca quente, ainda ofegante do clímax, e começou a sugar com vontade. — Amor... porra... se continuar assim... — Vai gozar, né? Quero. Quero ver você gozando pra mim. Ela aumentou o ritmo, lambendo com força, olhando nos olhos dele. Heitor gemeu alto, os dedos enterrados no cabelo dela. — Isso... porra... vou gozar... gozar... Ela manteve o olhar fixo nele quando o viu estremecer. O g**o jorrou quente, direto na garganta dela. Maria engoliu tudo com gosto, limpou os cantos da boca com os dedos e deu uma lambida final, provocando. — Fácil de limpar, né? Ela riu e se levantou, pegando papel para limpar a calcinha e ajeitar o visual. Heitor se recompôs, ainda respirando fundo. — Isso foi f**a. E perfeito. — Foi nosso treino de explosão. Metade cardio, metade força. — A gente devia vir correr aqui mais vezes. — E trazer o vibrador, né? — Isso é óbvio. Quando saíram, o céu já estava completamente roxo, e o vento noturno trazia um frescor gostoso que contrastava com o calor dos corpos. Maria ajeitou o cabelo, deu uma risadinha e olhou pra ele. — Considera isso um treino de resistência ou de explosão? Heitor passou o braço pelos ombros dela, sorrindo. — Os dois. Resistência pra segurar o ritmo… e explosão pra aguentar o final. Ela riu, encostando a cabeça no ombro dele. — Então amanhã a gente repete, só pra garantir o desempenho. — E eu que achava que era competitivo… — respondeu ele, rindo junto. Caminharam devagar pela pista, o barulho dos tênis sobre o asfalto se misturando à música baixa dos fones. O Parque de Apipucos ficava para trás, mas o calor entre eles continuava vivo — uma chama que nem o vento da noite conseguiria apagar.
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