O som das esteiras preenchia o ar da Selfit, misturado ao chiado ritmado das máquinas e o leve aroma de perfume esportivo. Era o terceiro treino de Heitor e Maria na nova academia, mas a sensação ainda era de estreia. O ambiente era maior, mais moderno e cheio de espelhos — e, principalmente, de provocações.
Maria se alongava de frente para o espelho, os fones pendurados no pescoço, o top branco justo realçando os s***s e a legging preta colada marcando as curvas. Heitor observava de perto, fingindo ajustar o cronômetro no celular, mas completamente hipnotizado.
— Desde que a gente veio pra cá… — ela começou, virando de leve o corpo e encontrando o olhar dele — …a gente não “inaugurou” nada, né?
Heitor riu, cruzando os braços.
— Inaugurar como, amor? Em que sentido? — perguntou, mesmo sabendo o que ela queria dizer.
Maria deu de ombros, o sorriso de canto entregando a intenção.
— Sei lá… do jeitinho que a gente fazia na Superação.
O comentário veio carregado de lembranças — do vestiário, do carro, das escapadas rápidas entre os treinos. O tipo de loucura que os dois viviam com naturalidade, sempre equilibrando amor e fogo na medida exata.
Antes que Heitor respondesse, uma voz feminina surgiu atrás deles.
— Ainda não esqueceram a Superação? — perguntou Ana, surgindo com o crachá de embaixadora pendurado no top vermelho.
O cabelo preso num r**o de cavalo alto, o rosto suado e o sorriso atrevido. Ela era do tipo que chamava atenção sem precisar tentar. Tinha aquele tom de pele dourado, olhar seguro e um corpo que deixava claro o motivo de representar a marca.
— Não, mas estamos bem aqui pô — respondeu Heitor, tentando disfarçar o olhar que percorreu o corpo dela.
— Ainda bem — disse Ana, com um sorrisinho. — E então? Já se adaptaram ao novo ambiente?
Maria respondeu antes, com um tom divertido, mas afiado:
— A gente tá quase de casa. Só falta um batismo.
Ana arqueou uma sobrancelha, curiosa.
— Um batismo?
— É o jeitinho da gente dizer que ainda não teve uma “primeira vez” aqui — explicou Heitor, brincando, mas sem negar o duplo sentido.
Ana riu, olhando entre os dois.
— Ah… então tratem de resolver isso logo. A Selfit é cheia de cantinhos discretos. Inclusive o elevador lá do fundo, é o meu favorito sabia? — disse, num tom propositalmente baixo.
Maria cruzou os braços, o olhar semi-fechado.
— Você fala como quem já testou.
— Quem disse que não? — provocou Ana, piscando para ela antes de se afastar em direção às esteiras.
Heitor e Maria ficaram em silêncio por um instante. O ar entre eles estava diferente — carregado, elétrico.
— Essa mulher vai me dar trabalho — disse Maria, ajeitando o top.
— Ou vai dar idéia, né? — respondeu ele, com um sorriso safado.
Ela empurrou o ombro dele, rindo.
— Se eu te pegar olhando demais pra ela, vai conhecer a força que o treino de bíceps me deu.
— E se for você quem quiser olhar? — provocou ele.
O olhar que ela lançou foi pura confissão.
— Aí… talvez eu deixe.
A conversa acabou ali, mas o clima ficou. O treino continuou, pesado e intenso, e a cada pausa, os dois se provocavam com olhares e sorrisos maliciosos. Até que, no fim da série, Maria jogou a garrafinha de água pro lado e se aproximou dele.
— Amor… e se a gente fizesse o que ela disse? — sussurrou.
— O quê?
— O elevador.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Tá falando sério?
— Tô. — Ela mordeu o lábio inferior. — Já inauguramos banheiros, carros… falta um elevador, né?
Heitor olhou em volta. Todos pareciam distraídos, e o corredor que levava ao tal elevador estava quase vazio.
— Bora. — disse, sem pensar duas vezes.
Entraram no elevador sem trocar palavra. As portas se fecharam, e o silêncio foi absoluto. O espaço era pequeno, com espelhos nas laterais e luz fria. O reflexo deles parecia mais provocante do que o real.
Heitor tirou o casaco que Maria usava pra cobrir o quadril e, como quem não quer nada, o pendurou de modo a cobrir a câmera do canto superior.
— Pronto. Agora a Selfit vai ter história pra contar.
Maria se encostou na parede, e perguntou arqueando a sobrancelha.
— E se alguém pedir?!
— Já travei, como se fosse emergência, temos uns 10 minutos — ele respondeu, se aproximando e deslizando as mãos pela cintura dela.
O beijo veio urgente. A respiração pesada, o som abafado do elevador e o roçar dos corpos criaram o tipo de tensão que só eles sabiam provocar. Heitor prendeu o cabelo dela num coque improvisado, a boca colada no pescoço, sugando, lambendo, deixando marcas.
— Tá pronta pra inauguração? — ele murmurou.
— Nasci pronta.
Ele virou ela de frente pro espelho, puxou a legging pra baixo e a fez apoiar as mãos na parede. O reflexo dos dois mostrava tudo: o olhar dela, a b***a empinada, o corpo dele colado nas costas dela.
— Sabe o que é o melhor disso tudo? — ele sussurrou. — É que a Ana tava certa. Esse elevador é perfeito.
— Cala a boca e me fode logo, antes que eu mude de ideia.
Heitor riu baixo, baixando o short, e posicionou-se atrás dela. Encostou o p*u entre as pernas dela, provocando com movimentos lentos.
— Você tá encharcada.
— E você fala demais.
Ele encaixou devagar, e o gemido dela preencheu o espaço pequeno. Os corpos se chocavam com força, o espelho embaçando com o calor. As mãos dele apertavam os quadris dela com firmeza, o som molhado e os gemidos abafados se misturavam ao zumbido mecânico do elevador parado.
Ela olhava o reflexo, os cabelos desgrenhados, o olhar vidrado no prazer.
— Isso… assim, amor… me fode olhando pra mim.
— Assim? — ele perguntou, acelerando.
— Assim… p***a… isso…
O ritmo aumentava. A respiração deles se tornava um só som. E foi no auge da loucura que o celular de Maria vibrou na bancada lateral do painel. Um aviso de mensagem: Ana Selfit💋 — “Parece que o elevador parou… espero que estejam se divertindo.”
Maria olhou pelo reflexo e sorriu, ainda gemendo.
— A v***a sabe da gente.
— f**a-se — rosnou Heitor, metendo mais forte. — Espero que ela escute também.
O g**o dela veio rápido, rasgando em ondas, o corpo tremendo, as pernas quase cedendo. Ele segurou firme, metendo até o fim, até sentir o próprio corpo explodir junto.
Ofegantes, ficaram em silêncio por alguns segundos. O painel piscou, e o elevador começou a se mover de novo.
Maria virou-se pra ele, rindo.
— Acho que agora sim, inauguramos.
— E com muito estilo, pelo visto.
Ela pegou o celular, olhou a mensagem e respondeu com um emoji de fogo.
— Que que você mandou? — ele perguntou.
— Só avisei que, da próxima vez, ela pode subir junto.
Heitor riu, passando o braço por trás da cintura dela.
— Você é louca.
— Louca por você.
As portas se abriram, revelando o corredor do andar superior. Eles saíram de mãos dadas, o ar fresco batendo nos rostos suados. Lá atrás, o elevador descia vazio — mas a Selfit nunca mais seria a mesma.