Inaugurando a academia

1230 Words
O som das esteiras preenchia o ar da Selfit, misturado ao chiado ritmado das máquinas e o leve aroma de perfume esportivo. Era o terceiro treino de Heitor e Maria na nova academia, mas a sensação ainda era de estreia. O ambiente era maior, mais moderno e cheio de espelhos — e, principalmente, de provocações. Maria se alongava de frente para o espelho, os fones pendurados no pescoço, o top branco justo realçando os s***s e a legging preta colada marcando as curvas. Heitor observava de perto, fingindo ajustar o cronômetro no celular, mas completamente hipnotizado. — Desde que a gente veio pra cá… — ela começou, virando de leve o corpo e encontrando o olhar dele — …a gente não “inaugurou” nada, né? Heitor riu, cruzando os braços. — Inaugurar como, amor? Em que sentido? — perguntou, mesmo sabendo o que ela queria dizer. Maria deu de ombros, o sorriso de canto entregando a intenção. — Sei lá… do jeitinho que a gente fazia na Superação. O comentário veio carregado de lembranças — do vestiário, do carro, das escapadas rápidas entre os treinos. O tipo de loucura que os dois viviam com naturalidade, sempre equilibrando amor e fogo na medida exata. Antes que Heitor respondesse, uma voz feminina surgiu atrás deles. — Ainda não esqueceram a Superação? — perguntou Ana, surgindo com o crachá de embaixadora pendurado no top vermelho. O cabelo preso num r**o de cavalo alto, o rosto suado e o sorriso atrevido. Ela era do tipo que chamava atenção sem precisar tentar. Tinha aquele tom de pele dourado, olhar seguro e um corpo que deixava claro o motivo de representar a marca. — Não, mas estamos bem aqui pô — respondeu Heitor, tentando disfarçar o olhar que percorreu o corpo dela. — Ainda bem — disse Ana, com um sorrisinho. — E então? Já se adaptaram ao novo ambiente? Maria respondeu antes, com um tom divertido, mas afiado: — A gente tá quase de casa. Só falta um batismo. Ana arqueou uma sobrancelha, curiosa. — Um batismo? — É o jeitinho da gente dizer que ainda não teve uma “primeira vez” aqui — explicou Heitor, brincando, mas sem negar o duplo sentido. Ana riu, olhando entre os dois. — Ah… então tratem de resolver isso logo. A Selfit é cheia de cantinhos discretos. Inclusive o elevador lá do fundo, é o meu favorito sabia? — disse, num tom propositalmente baixo. Maria cruzou os braços, o olhar semi-fechado. — Você fala como quem já testou. — Quem disse que não? — provocou Ana, piscando para ela antes de se afastar em direção às esteiras. Heitor e Maria ficaram em silêncio por um instante. O ar entre eles estava diferente — carregado, elétrico. — Essa mulher vai me dar trabalho — disse Maria, ajeitando o top. — Ou vai dar idéia, né? — respondeu ele, com um sorriso safado. Ela empurrou o ombro dele, rindo. — Se eu te pegar olhando demais pra ela, vai conhecer a força que o treino de bíceps me deu. — E se for você quem quiser olhar? — provocou ele. O olhar que ela lançou foi pura confissão. — Aí… talvez eu deixe. A conversa acabou ali, mas o clima ficou. O treino continuou, pesado e intenso, e a cada pausa, os dois se provocavam com olhares e sorrisos maliciosos. Até que, no fim da série, Maria jogou a garrafinha de água pro lado e se aproximou dele. — Amor… e se a gente fizesse o que ela disse? — sussurrou. — O quê? — O elevador. Ele arqueou uma sobrancelha. — Tá falando sério? — Tô. — Ela mordeu o lábio inferior. — Já inauguramos banheiros, carros… falta um elevador, né? Heitor olhou em volta. Todos pareciam distraídos, e o corredor que levava ao tal elevador estava quase vazio. — Bora. — disse, sem pensar duas vezes. Entraram no elevador sem trocar palavra. As portas se fecharam, e o silêncio foi absoluto. O espaço era pequeno, com espelhos nas laterais e luz fria. O reflexo deles parecia mais provocante do que o real. Heitor tirou o casaco que Maria usava pra cobrir o quadril e, como quem não quer nada, o pendurou de modo a cobrir a câmera do canto superior. — Pronto. Agora a Selfit vai ter história pra contar. Maria se encostou na parede, e perguntou arqueando a sobrancelha. — E se alguém pedir?! — Já travei, como se fosse emergência, temos uns 10 minutos — ele respondeu, se aproximando e deslizando as mãos pela cintura dela. O beijo veio urgente. A respiração pesada, o som abafado do elevador e o roçar dos corpos criaram o tipo de tensão que só eles sabiam provocar. Heitor prendeu o cabelo dela num coque improvisado, a boca colada no pescoço, sugando, lambendo, deixando marcas. — Tá pronta pra inauguração? — ele murmurou. — Nasci pronta. Ele virou ela de frente pro espelho, puxou a legging pra baixo e a fez apoiar as mãos na parede. O reflexo dos dois mostrava tudo: o olhar dela, a b***a empinada, o corpo dele colado nas costas dela. — Sabe o que é o melhor disso tudo? — ele sussurrou. — É que a Ana tava certa. Esse elevador é perfeito. — Cala a boca e me fode logo, antes que eu mude de ideia. Heitor riu baixo, baixando o short, e posicionou-se atrás dela. Encostou o p*u entre as pernas dela, provocando com movimentos lentos. — Você tá encharcada. — E você fala demais. Ele encaixou devagar, e o gemido dela preencheu o espaço pequeno. Os corpos se chocavam com força, o espelho embaçando com o calor. As mãos dele apertavam os quadris dela com firmeza, o som molhado e os gemidos abafados se misturavam ao zumbido mecânico do elevador parado. Ela olhava o reflexo, os cabelos desgrenhados, o olhar vidrado no prazer. — Isso… assim, amor… me fode olhando pra mim. — Assim? — ele perguntou, acelerando. — Assim… p***a… isso… O ritmo aumentava. A respiração deles se tornava um só som. E foi no auge da loucura que o celular de Maria vibrou na bancada lateral do painel. Um aviso de mensagem: Ana Selfit💋 — “Parece que o elevador parou… espero que estejam se divertindo.” Maria olhou pelo reflexo e sorriu, ainda gemendo. — A v***a sabe da gente. — f**a-se — rosnou Heitor, metendo mais forte. — Espero que ela escute também. O g**o dela veio rápido, rasgando em ondas, o corpo tremendo, as pernas quase cedendo. Ele segurou firme, metendo até o fim, até sentir o próprio corpo explodir junto. Ofegantes, ficaram em silêncio por alguns segundos. O painel piscou, e o elevador começou a se mover de novo. Maria virou-se pra ele, rindo. — Acho que agora sim, inauguramos. — E com muito estilo, pelo visto. Ela pegou o celular, olhou a mensagem e respondeu com um emoji de fogo. — Que que você mandou? — ele perguntou. — Só avisei que, da próxima vez, ela pode subir junto. Heitor riu, passando o braço por trás da cintura dela. — Você é louca. — Louca por você. As portas se abriram, revelando o corredor do andar superior. Eles saíram de mãos dadas, o ar fresco batendo nos rostos suados. Lá atrás, o elevador descia vazio — mas a Selfit nunca mais seria a mesma.
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