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PROMETIDA POR CONTRATO

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contract marriage
HE
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Blurb

Ela foi vendida como uma mercadoria.

Ele comprou um casamento para salvar sua herança.

O que nenhum dos dois esperava... era se apaixonar de verdade.

Isadora Leme tinha sonhos simples: cursar Letras, trabalhar com livros e viver livre. Mas seus planos foram destruídos quando seus pais aceitaram uma proposta indecente — entregá-la em casamento ao arrogante e poderoso Leonardo Alcântara, CEO da maior holding do país, em troca de uma fortuna.

Para Leonardo, o casamento era só uma formalidade imposta pelo testamento do pai: ele só herdaria o império da família se se casasse antes dos 30. Sem tempo nem paciência para relacionamentos reais, ele propôs um acordo a um velho amigo — e ganhou uma noiva contra a vontade dela.

Vivendo sob o mesmo teto, Isadora e Leonardo têm um único acordo: manter as aparências. Um casamento de fachada, beijos falsos, sorrisos ensaiados. Mas, entre brigas intensas, olhares trocados e segredos revelados, a tensão entre os dois se transforma. A cada capítulo, o ódio dá lugar à curiosidade, a indiferença à atração, e o contrato que os uniu começa a perder o sentido.

Entre chantagens, escândalos, inimigos ocultos e um jogo perigoso de poder, Isadora e Leonardo vão descobrir que o amor verdadeiro pode nascer até mesmo das mentiras mais frias.

E que alguns contratos são assinados com o coração — não com caneta.

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O Preço de uma Noiva
A proposta chegou numa caixa de veludo. Dentro, um contrato. E um anel. Nada de flores. Nada de palavras doces. Só cifras. Muitas cifras. — Isso vai mudar nossas vidas, filha — disse o pai de Isadora com os olhos marejados, mas firmes como aço. — Ele vai nos pagar uma fortuna. Isadora congelou. O ar pareceu pesar uma tonelada quando a mãe complementou: — Ele precisa se casar. É uma condição para herdar a empresa do pai. E ele escolheu você. — Como assim “ele me escolheu”? Eu nem o conheço! — Isadora levantou-se num rompante, sentindo o sangue ferver nas veias. — Isso é loucura. É tráfico humano disfarçado de casamento! — Não é assim... — murmurou a mãe, desviando o olhar. — Ele é um homem poderoso. O CEO da Alcântara Corporation. Está disposto a pagar o que for pra manter a empresa nas mãos dele. E seu pai... seu pai deve muito dinheiro. Isadora sentiu o chão sumir sob os pés. Leonardo Alcântara. Esse era o nome do homem por trás do contrato. Um magnata frio, reservado, conhecido tanto por sua fortuna quanto por sua arrogância. O pai de Isadora havia sido amigo de infância do sócio dele. E agora, num ato desesperado, vendera a própria filha para livrar-se das dívidas. — Eu não vou casar com um estranho por dinheiro. — A voz dela tremeu, mas não recuou. — Já assinamos os documentos, Isa... — disse o pai, com a voz embargada. — O casamento será em uma semana. Ela quis gritar. Correr. Sumir do mapa. Mas o destino já estava escrito. Leonardo olhou para o contrato em cima da mesa, impassível. — E ela aceitou? — Os pais aceitaram. Ela não precisa gostar de mim. Precisa apenas assinar como minha esposa até que a transferência da herança seja concluída. O advogado coçou a cabeça, desconfortável. — Senhor Alcântara... uma mulher forçada a casar pode ser um problema. Ainda mais se ela resolver apelar para a mídia... — Não vai. O pai dela está com o nome sujo em todos os bancos. Se não for por mim, eles perdem tudo. E ela... ela vai entender o jogo. — E se não entender? Leonardo deu um sorriso frio. — Vai aprender. No dia do casamento, Isadora usava branco, mas se sentia enlutada. Olhava para o homem à sua frente como se fosse um estranho — e ele era. Alto, imponente, com olhos tão escuros quanto a noite e uma expressão que parecia esculpida em pedra. — Promete amá-lo e respeitá-lo até que a morte os separe? — perguntou o padre. — Isso é mesmo necessário? — Leonardo murmurou ao ouvido dela, com um sorriso cínico. — Que morra então rápido — ela sussurrou de volta, encarando-o com ódio. Era oficial. Eles estavam casados. Mas não havia amor ali. Nem cumplicidade. Apenas uma aliança de fachada. Ele a levou para um apartamento luxuoso no alto de um prédio em São Paulo. Dois quartos. Dois banheiros. Nenhuma i********e. — Esse é seu quarto. O outro é o meu. — Leonardo apontou sem sequer olhar nos olhos dela. — Não tente me agradar. Não vou fingir que isso é um conto de fadas. — Ótimo. Porque se fosse, você seria o vilão. Leonardo riu. Pela primeira vez, um riso verdadeiro. — Isso está longe de ser um conto de fadas, Isadora. Mas vamos manter as aparências. Temos jantares, eventos... e uma herança em jogo. E você vai sorrir e parecer apaixonada por mim. É só isso que peço. — E o que eu ganho com isso? Ele a fitou com atenção. Havia faísca ali. Uma chama que ele não sabia se queimaria ou consumiria. — Um ano. Um ano de fachada. Depois disso, você sai com uma conta bancária cheia... e livre de mim. Ela pensou em dizer “não”. Mas estava presa. Financeiramente, emocionalmente, legalmente. — E se eu quiser desistir antes? — Não vai querer. Confie em mim. — E ele saiu, deixando um perfume amadeirado no ar e um rastro de silêncio. Os dias seguintes foram um desfile de aparências. Fotos no i********:, beijos forçados em frente aos jornalistas, jantares em silêncio. Ele não fazia questão de ser gentil. Ela, de esconder o desprezo. Isadora encarava o pai com os olhos arregalados, o coração martelando no peito como se fosse explodir. Aquela frase ainda pairava no ar como uma sentença sem volta: — Você vai se casar com Leonardo Alcântara. Ela deu um passo para trás, a respiração curta, como se o ar tivesse se transformado em vidro quebrado em seus pulmões. — Você só pode estar brincando — murmurou, a voz trêmula. — Isso é uma piada de mau gosto, pai. Muito, muito mau gosto. O pai desviou o olhar, envergonhado, como se não suportasse encará-la. A mãe, sentada ao lado, mantinha as mãos entrelaçadas, o rosto pálido como giz. — Não é brincadeira, filha — respondeu ele, finalmente. — É uma oportunidade. Uma chance de mudar de vida. Para todos nós. — Para todos nós? — Ela deu uma risada amarga. — Vocês venderam a própria filha como se eu fosse... como se eu fosse um bem negociável! — Não fala assim! — a mãe implorou, com lágrimas nos olhos. — A gente só quer o seu bem! — O meu bem? — Isadora levantou as mãos, exasperada. — O meu bem seria liberdade! Seria poder estudar, viver, escolher com quem casar! Vocês acham que o meu bem é ser jogada na cama de um desconhecido só porque ele pagou bem? O pai bateu a mão na mesa com força, como se tentasse recuperar o controle da conversa. — Ele não vai te tocar! — esbravejou. — Ele não quer uma esposa de verdade, quer só cumprir uma cláusula do testamento. Vocês vão fingir estar casados por um ano, e depois ele te dará liberdade. Ele prometeu. — E você acredita? — Ela cruzou os braços, furiosa. — Um homem que compra uma mulher pra se casar já mostra o tipo de caráter que tem. — É um contrato — o pai explicou, tentando ser racional. — Um contrato vantajoso. Você não terá que fazer nada além de manter as aparências. Ele vai pagar bem. E... e nós precisamos desse dinheiro, filha. Estamos à beira da falência. Isadora sentiu a dor atravessá-la como uma lâmina fina e fria. Então era isso. Dinheiro. A raiz de tudo. O motivo pelo qual seus sonhos estavam sendo arrancados com crueldade.

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