Rebeca não tivera mais notícias de Fernando, já faziam 15 dias, ele não havia ligado, nem mandado mensagens. Olhava-se no espelho e percebia que suas olheiras estavam enormes. Tentava esquecer aquele homem, e só fazia lembrar mais dele. As noites eram atribuladas, sonhando que faziam amor. Aqueles olhos azuis a encarando, o brilho daquele sorriso, aquelas covinhas...
- AAAAH!!! - Rebeca segurava as mãos na cabeça no banheiro da delegacia. - Já chega!
Rebeca lavou o rosto, retocou a maquiagem e saiu com passos firmes. Foi para a sala do chefe.
- Oi sargento.
- Olá detetive Lorone, tudo bem ?
- Chefe, gostaria de conversar com o senhor sobre aquelas férias, que me falou.
- Ah, sim... está precisando tirar uns dias ?
- Sim... desde o caso Unhas Roxas, sinto que preciso de um descanso, uma praia...
- Claro, claro, e já está no tempo mesmo. Vou enviar um e-mail e podemos acertar os dias amanhã, ok ?
- Ótimo. Muito obrigada. - Rebeca sorriu sinceramente.
Saiu aliviada da delegacia. Respirou o ar fresco da tarde. A temperatura vinha caindo ultimamente, anunciando a entrada do outono.
Seguiu para seu carro, a alguns passos de distância percebeu um homem escorado em seu carro. "d***a! É ele!" Rebeca sentia-se tremendo por dentro. Era uma detetive que não temia bandidos perigosos, mas tremia de ver aquele homem. Não percebera que estava completamente apaixonada até ver ele ali escorado em seu carro. De camiseta branca, delineando os músculos bem definidos dos braços, calça jeans azul e tênis.
Isso era terrível! Era maravilhoso! Era um caso perdido! Suspirou consigo mesma, quem sabe poderia aproveitar um pouco, antes que ele se cansasse dela. Seguiu resignada até ele.
- Oi. - Disse baixinho.
- Rebeca. - Fernando a encarava sério. Estava com olheiras e parecia mais magro. - Podemos jantar juntos? Por favor. - Fernando estava tentando se controlar. Ao vê-la ali, queria arrastá-la para seu quarto e f********r, até ela implorar, até ela dizer que o quer, e que é só dele. Ele soube naquele dia em que ela lhe deu soco, que não adiantaria insistir e ser autoritário, como costumava ser. Precisava exercer a paciência, se ainda quisesse ter chances de conquistá-la.
Rebeca pensou por um momento. Ele parecia cansado. Resolveu aceitar, dar uma chance de ouvir o que ele tinha a dizer. Acreditara que ele nunca mais a procuraria depois daquele dia no pub. - Podemos sim. - Respondeu o olhando nos olhos. Aproveitaria cada segundo com aqueles olhos maravilhosos.
Fernando foi no seu carro e Rebeca no dela. Marcaram de se encontrar as 20hs em um restaurante elegante em um bairro afastado do centro da cidade. Fernando se arrumou com uma camisa social azul marinho, uma calça social preta e sapato preto. Penteou os cabelos e fez a barba. Passou perfume e se encarou no espelho. Via em seus olhos a esperança. Ela não recusara, nem tentara recusar seu convite. Apenas queria ir no seu carro. O que ele achou bem razoável. Suspirou e sorriu para si mesmo no espelho.
- Fernando, você consegue! - O sorriso desapareceu. E se não conseguisse? Estava apaixonado por aquela mulher, pelos seus olhos, sua pele, seus cabelos... Fechou os olhos e riu. Ela é o meu caso mais sério, até hoje.
Rebeca, tomou um longo banho, passou hidratante, se perfumou. Colocou um vestido verde água, fino e longo. Um salto alto. Fez um coque, com algumas mechas soltas, que lhe caiam no rosto. Passou uma leve maquiagem. Ele poderia não estar apaixonado por ela, mas ela sairia de cabeça erguida e bonita. Pegou sua bolsa e saiu do quarto. Respirou fundo, sabendo que receberia um interrogatório ao descer as escadas.
- Uaaaaau. - Larissa encarava a irmã. - Onde você vai? - Os olhos arregalados e brilhantes.
Sua mãe vinha da cozinha secando as mãos num pano de prato. - Você está deslumbrante, Beca.
- Obrigada, vocês que me amam, e me veem com bons olhos. - Rebeca disse rindo, mas sentindo-se orgulhosa.
- E aí, onde você vai? - Larissa insistia.
- Vou jantar com um amigo. - Não diria que era com Fernando, elas estavam criando muitas expectativas com ele. Ela também criara, mas ninguém precisava saber disso.
- Hummmmmmmm... - Larissa ria e pulava. - Você está cheia dos amiguinhos...
- Cala a boca, menina! - Rebeca saiu rindo balançando as mãos no ar.
Fernando chegou meia hora mais cedo no restaurante. Estava ansioso por encontrá-la.
Rebeca dirigiu para o restaurante. Estava encima da hora, quando estacionou.
Fernando olhava sem parar para a entrada do restaurante, seu celular estava em cima da mesa, ele esperava a qualquer momento que ela mandasse mensagem cancelando o jantar. Quando ergueu a cabeça novamente encontrou-a entrando e falando com um garçom.
Ela estava deslumbrante. Vestido fino contornando seu corpo, revelando que ela não usava sutiã, e pelo jeito nem calcinha. Fernando sentiu-se enrijecer. A maquiagem realçando seus lindos olhos verdes. Um coque que liberava aquele pescoço alvo, com finas mechas caindo sobre rosto.
- Ela quer acabar comigo. - Fernando falava baixinho enquanto caminhava ao seu encontro.
Rebeca sentia-se queimando por dentro. Percebeu olhares de vários homens enquanto entrava e isso a deixava desconcertada. O garçom quase não ouvia o que ela falava, fisgado pela visão de seu corpo.
- Moço, tenho reserva em nome de Fernando Favaretto... - Repetia pela segunda vez, enquanto ele olhava nervoso para o aparelho, procurando qual mesa ela estaria.
Nesse momento Fernando apareceu. - Tudo bem? - Seus olhos brilhando, um meio sorriso na boca.
- Desculpe senhor, estava procurando qual mesa ela iria.
- Tudo bem, pode deixar. - Parou ao lado de Rebeca, e lhe estendeu o braço, que ela pegou sem discussão. A dirigiu até a mesa. A cada passo sentia emanar dela um aroma de avelã com cereja. O perfume com notas cítricas e florais se sobressaiam. "Ela já acabou comigo!" Fernando pensava.
Sentaram-se e por alguns segundos, seus olhares se prenderam. O ar parecia suspenso. Nenhum dos dois queria quebrar aquele momento. Então ao mesmo tempo, disseram:
- Me desculpe.
- Me desculpe.
Ambos riram. - Me desculpe por agir como um homem das cavernas naquele dia. - Fernando passou as mãos nos cabelos.
- Desculpa ter te dado um soco. - Rebeca olhou para a mão. - Eu tive que fazer um raio-x. - E riu.
- Porque? - Fernando estava de olhos arregalados.
- Bati com muita força. Mas não quebrei nada. - Começou a gargalhar.
Fernando acompanhou a gargalhada. Encantado com a mulher a sua frente, que jogava a cabeça para trás.
- Não, sério. É que agora parece engraçado. - Rebeca dizia entre acessos de riso. - No dia seguinte, fui para o hospital e até enfaixaram minha mão.
- Meu Deus, por isso que o roxo durou quase uma semana. - Fernando ria, que escorria lágrimas de seus olhos.
Pararam de rir. Fernando a olhou no fundo dos olhos, e continuou: - Porque me ignorou todos aqueles dias durante sua viajem?
Rebeca suspirou. Não tinha porque esconder nada dele. - Tive medo.
- De que?
- De me apaixonar. Por um mulherengo.
Essas palavras o atingiram. Então era só isso que viam. Fernando o mulherengo. Ele se esforçava quando queria, mas nunca encontrou ninguém, por quem tivesse vontade de se esforçar.
Rebeca percebeu a mudança em sua postura e em seus olhos. Achou que era por que ela falou de se apaixonar. Seu coração doeu. A mera menção de paixão, ele já se assustava. Suspirou e tomou um gole de sua água.
- Sou só um mulherengo ? - Fernando perguntou com voz afetada.
Rebeca o olhou pensativa. Quem sabe não foi pela palavra paixão que ele se retraíra.
- Você quem me diz. É?
- Não! - Fernando respondeu rápido. - Eu sou... só o Fernando, que nunca tinha encontrado alguém que tenha lhe atraído atenção mais que uma noite. - Dizia, tentando transparecer seus sentimentos, que não estavam claros nem para ele mesmo.
O garçom chegou com os pratos. Ambos agradeceram, e puseram-se a comer.
Rebeca pensava nas palavras de Fernando. Ele não tinha? No passado? Então agora era diferente... Com ela era diferente ? Seu coração parecia querer sair do peito.
Comeram em silêncio, apreciando a janta e o silêncio.
Fernando continuou. - Não sei o que já te falaram sobre mim. Mas eu gosto de você, da sua companhia. Me de uma chance de mostrar quem sou... - Fernando falava devagar, temia que se falasse rápido ela não entenderia. Não diria que estava irrefutavelmente apaixonado por ela, mas por hora achava que dizer que gostava dela era o suficiente.
Esses 15 dias sem contato com ela, foram os mais difíceis de sua vida. Achou que teria um infarto, de tanto m*l humor e ansiedade. Ele sempre fora alegre, contando piadas, fazendo rir quem estivesse por perto. E estava a beira da loucura, saíra algumas noites, mas nada o distraía. Fora jantar com Fábio algumas vezes, mas o irmão agora só queria estar com Luana, o que o lembrava de Rebeca. Que o lembrava, que ela decidiu se entregar para ele, era a primeira vez dela, e foi com ele. Tentou esquecê-la, até beijou outra mulher, mas não conseguia sentir nada, só falta, falta daquele perfume, daqueles lábios, dos cabelos dela... Agora estava ali, implorando por uma chance...
Rebeca o olhava com um ar desconfiado, mas em seu coração acendeu-se a chama da esperança. Quem sabe ela tinha uma chance. Ele escolhera estar ali com ela, ele foi atrás dela, depois de ela tê-lo o ignorado, ter dado um soco nele... Ele estava ali, a olhando com aqueles olhos azuis mais cristalinos do que nunca. Seu peito arfando em expectativa. Ele a queria, pelo menos por agora, ele a queria.
Rebeca sorriu, quase sem perceber, dar uma chance a ele, é me dar uma chance também. Se um dia ele não me quiser mais, só me restará juntar os caquinhos e seguir em frente, mas pelo menos vou ter tentado.
- Uma chance! - Rebeca disse, com voz rouca.
Foi o suficiente para acabar com o resto de controle que Fernando tinha. Se levantou, pegou-a pela mão e a beijou. Naquele restaurante cheio de pessoas estranhas, com vários olhos sobre eles, eles se beijaram. Por um momento esqueceram as diferenças, as inseguranças e se entregaram ao mais puro e verdadeiro desejo.
Ficaram mais um tempo no restaurante. Pediram uma sobremesa e conversaram sobre suas vidas, sobre música, e outras coisas que gostavam.
- Obrigada por aceitar jantar comigo esta noite. - Fernando se corroía por dentro, querendo arrastá-la para sua casa. Mas teria mais cuidado para que ela não pensasse que ele só queria isso dela.
- Foi um prazer. - Rebeca sorria alegre. A noite acabara por ser muito agradável. E ela ainda saiu ganhando. Teriam mais tempo juntos, e quem sabe conseguiriam engatar em um relacionamento?! - Bom, Boa noite.
Fernando olhou-a dar a volta no carro e a chamou. - Rebeca. - Ela parou com a mão na porta do carro. Ele foi até ela, que se virou de frente pra ele, com as sobrancelhas erguidas.
- Você está linda. - Enlaçou-a pela cintura, aproximando seu rosto do pescoço dela. - E seu perfume, é o mais maravilhoso que já senti na vida.
Rebeca arfava, sentindo a barba dele roçando seu pescoço, a arrepiando. Não conseguia dizer nada, só queria que ele a beijasse.
Fernando se separou dela, olhou mais uma vez naqueles olhos esmeraldas, e afogou-se em um beijo profundo. Apertando-a contra o carro, pressionando seu corpo contra o dela, segurou-a pela cintura, sentiu a renda por baixo... então ela usava calcinha... aquele pensamento o fez latejar dentro da calça.
- Fernando.... - Rebeca sussurrou seu nome, enquanto ele beijava-lhe o pescoço a mostra.
- Eu jurei a mim mesmo, que a deixaria ir hoje, que iríamos com calma. - Fernando falava por entre a respiração cortada. - Mas eu não sei se aguento, eu te desejo Rebeca. Desejo de tal forma, que chega a doer.
Rebeca suspirou e choramingou. - Não faz assim comigo, ou não vou resistir.
Era o que Fernando precisava ouvir. - Então não resista... - A ergueu no colo, segurando as pernas delas envolta de sua cintura, erguendo o vestido até seus quadris.
Ele a beijava com paixão, com desejo, apertava-lhe as nádegas, sentindo a calcinha rendada fina. Rebeca agarrava-se a seus ombros como se fosse seu salva vidas.
Abriram a porta de trás do carro, e a deitou ali. O estacionamento era grande, coberto e escuro. Ele subiu em cima dela, fechando a porta. Rebeca o segurava pelo pescoço, beijando seu rosto perfeito, com olhos semi cerrados.
Fernando, tirou a calcinha dela, ela abriu sua camisa, passando as mãos naqueles músculos, naqueles pêlos que se estendiam até seu s**o. Ele a estava a enlouquecendo, ela o estava enlouquecendo.
Fernando a penetrou vagarosamente, com movimentos leves, sentindo a umidade dela, suas mãos indo até seus s***s e acariciando-os. Sem deixar de beijá-la. Não queria parar de beijá-la, sentira tanta falta daqueles lábios, daquele sabor, que só ela tem. O ritmo foi aumentando, Rebeca movimentando seu quadril de encontro ao dele., Fernando descendo por seu pescoço, enquanto respirava fundo e dava chupões em seu pescoço e colo. Rebeca jogava o pescoço para trás liberando-o para ele.
Rebeca recebia estocadas firmes e rápidas, nunca sentira tanto prazer na vida. Fernando desceu com uma mão até sua i********e, estimulando-a, Rebeca se contorcia, não conseguia se segurar mais, explodiu entre gemidos e beijos que ele lhe dava. Ele continuou vagarosamente, até sentir que não aguentava mais, então acelerou e gozou dentro dela, sentiu-a arfar, e sentir-se preenchida por ele.
- Só minha... - Sussurrou no ouvido de Rebeca.
- Só sua... - Em resposta.
- Durma comigo essa noite... eu quero dormir sentindo seu cheiro.
Rebeca sabia que não devia, mas não ouviria a razão hoje.
- Preciso passar em casa, para pegar roupas para o trabalho amanhã.
Fernando saiu de cima dela, dando-lhe um beijo apaixonado: - Vamos, eu sigo você de carro, até lá.
- Tá ok.
Rebeca dirigia com mãos trêmulas. Seu prazer por aquele não diminuíra nem um milésimo, apesar de ter acabado ter feito s**o com ele, era capaz de passar a noite naqueles braços, amando-o e sentindo-se amada.
- Rebeca, por favor, não estraga tudo. Se acalme. - Rebeca falava consigo mesmo. Fechou os olhos por um segundo.
BIIIIIIIIII
Um carro passou por ela buzinando. - Meu Deus! - Rebeca para no acostamento. Escora a cabeça na direção. Com o coração acelerado.
Ouve uma batida na janela, se sobressalta. Era Fernando, com rosto preocupado. Rebeca abre o vidro e sorri.
- O que houve? - Ele pergunta obviamente preocupado.
- Me distraí ... - Rebeca estava com os cabelos soltos do coque, quase sem maquiagem, devido aos beijos e amassos, seu vestido estava completamente amarrotado, e dirigia de pés descalços. - Na verdade... - Rebeca encarou Fernando bem nos olhos. - Pensar em você me distraiu.
Fernando jogou a cabeça para trás e gargalhou. - Não brinque comigo Srta. Lorone, ou eu a agarro aqui no meio dessa rua mesmo. - Fernando achou que ela não estava se sentindo bem, por ter desviado da estrada, mas ao ouvi-la, sua ereção aumentou, já que vinha respirando fundo em seu carro, ansioso por chegarem em sua casa. O momento de amor que tiveram não o saciou nem a metade.
Rebeca ergueu as mãos, rindo. - Vamos logo então. - E acelerou o carro.
Fernando seguia-a de perto com o carro.
Rebeca entrou em casa, pé por pé, foi direto para seu quarto arrumou uma bolsa, e se dirigiu para o quarto de sua mãe.
- Mãe... - Rebeca chamou-a no escuro.
- Oi, Beca. - Sua mãe sentou-se na cama. - Tudo bem?
- Vou passar a noite fora.
Sua mãe não respondeu. - Mãe, me ouviu? Vou..
- Eu ouvi Beca... - Sua mãe sorria. - Se cuidem. Te amo.
- Também te amo mãe, muito. - Foi até a cama e abraçou a mãe. - Volto amanhã depois do trabalho.
- Tá bom.
Rebeca saiu de casa emocionada. Sempre fora uma garota certinha, pouco saía para festas, e sua mãe era muito cuidadosa e protetora. Mas vê-la ficar feliz por ela, a deixava mais feliz que o normal.
Rebeca entrou no carona de Fernando. Ele a olhou com olhos brilhantes: - Você demorou.
Rebeca deu tapinha no braço dele: - Demorei nada. - E riu
Juntos em meio a conversas e provocações foram para o apartamento de Fernando, passar mais uma noite juntos.
Entraram de mãos dadas no prédio de Fernando. O guarda, lhes deu Boa noite, e ambos responderam.
O guarda sorriu. - Então ele tem coração... - E balançou a cabeça sorrindo.
No elevador, nem se olhavam, estava presente no ar o cheiro de t***o, as respirações pesadas, um esperando por cada andar subir, o corpo não sabia mais esperar...
A porta do apartamento se abriu com força, e escancarou para trás, Fernando atirou a bolsa de Rebeca no sofá, trancou a porta, e abraçou com força, fazendo-a a andar de costas, aos beijos, arrancando as roupas, o vestido foi rasgado, os botões da camisa já estavam abertos. Sussurros não entendidos nos ouvidos, chupões e apertos.
A noite não era suficiente, pelo tempo que ficaram afastados. O desejo, a paixão que os consumia, que não terminava no fim de um o*****o, se arrastaram para o chuveiro, onde o cheiro de amor foi lavado, dando a eles uma sensação de cansaço e satisfação. Dormiram abraçados, felizes e apaixonados.
Fernando, acariciava aqueles cabelos úmidos e sentia ainda o perfume dela o envolver.
Rebeca encostando seu rosto no peito forte de Fernando, queria poder dormir ali para sempre.
Na manhã seguinte, foi diferente. Fernando levou um café com torrada e bolo na cama para Rebeca, que se espreguiçou na cama, sorrindo, com a visão que estava tendo. Fernando só de cueca box preta, carregando uma mesinha de café da manhã para ela.
- Será que estou sonhando? Ou eu morri e estou no céu? - Rebeca brincou.
Fernando riu, feliz com o elogio. - Espero eu acordar todas as manhãs com esse sonho do meu lado.
Rebeca ergueu a sobrancelhas, e sorriu.
Juntos tomaram o café da manhã. Se vestiram e foram para o trabalho. Fernando largou Rebeca em sua delegacia, e se encaminhou para sua.
O dia foi bom, Fernando conseguiu resolver algumas pendências, e os casos que tinham eram mais simples e burocráticos. O dia passou entre uma mensagem e outra entre ele e Rebeca. m*l podia esperar para vê-la de novo.
Rebeca conseguiu as férias merecidas. Assinou os papéis e amanhã já começava suas férias. Vinte dias de paz.
Rebeca ligou para Fernando. Ele atendeu no primeiro toque.
- Olá minha princesa.
Rebeca riu. - Olá. - Ele era um galanteador mesmo. - Eu estou saindo de férias do trabalho. Terei 20 dias de folga.
- Sério? - Fernando estava contente por ela.
- Eu pensei em ir a praia, amo pegar um sol, tomar um banho de mar...
- Ah... - Fernando parecia desanimado.
- Quer ir comigo ? Podemos ir em um fim de semana.
Fernando perdeu o ar. Ela queria que ele fosse junto. Se levantou da cadeira. - Claro, obrigado por me convidar. - Vou tentar tirar uns dias também, quem sabe podemos passar uns dias a mais.
- Que ótimo! Tomara que dê certo. Seria ótimo passar uns dias na praia.
- Posso te buscar para jantarmos juntos ?
- Pode, estarei esperando.
- As 19hs, passo na sua casa.
- Ok.
Desligaram. Rebeca olhava sorrindo para o celular. Saiu saltitando, como uma adolescente apaixonada.
Aproveitou a hora a mais que tinha para comprar uns biquínis e maiôs para o passeio.