Fernando encarava a jovem moça deitada na cama.
- Obrigada moço. Minha irmã falou o quanto você se envolveu e nos ajudou.
Fernando podia perceber que Rebeca o olhava de lado e sorria.
- Não tem do que agradecer, é o meu trabalho. - Disse sentindo-se m*l pelo agradecimento.
Fernando conseguiu sair do hospital uma hora depois. Junto com ele estava Rebeca, que aceitou uma carona pra casa.
Fernando estava feliz com a melhora de Larissa. Era uma boa garota. E valente também. Tentou com tudo que podia se defender do criminoso. E quase conseguiu.
- Porque disse para sua irmã me agradecer? - Ele não entendia porque Rebeca dera o crédito a ele, quando foi ela quem entrou lá e arriscou sua vida.
- Não disse para ela te agradecer.
Fernando enrugou a testa. - Então porque ela fez isso?
- Eu apenas contei como as coisas aconteceram. Como você me apoiou, me deu cobertura, correu atrás de mim, pegou ela desmaiada e correu para salvá-la como se fosse da sua família.
Fernando estava de boca aberta. - Não ouse me agradecer! - Como ela podia pensar em me agradecer? Ela é minha parceira! Era minha obrigação. Eu falhei na sua p******o, ela poderia ter morrido nas mãos daquele lunático.
Rebeca o encarava assustada. - Porque está chateado? - Ela o estava agradecendo. Ela imaginou que ele seria um mulherengo egocêntrico, mas ele era gentil, educado, responsável e muito profissional.
- Você está me agradecendo por ter feito o mínimo no meu trabalho! Eu falhei! Você podia ter morrido naquele dia. E seria culpa minha.
Rebeca de repente entende, que ele sentia-se culpado por ela ter entrado sozinha e que podia ter morrido, e de fato, isso quase aconteceu. Mas não aconteceu. Seu coração, sofreu uma pontadinha, esqueceu-se que ele era um mulherengo. Mergulhou naqueles olhos azuis, e deixou-se perder.
Rebeca se aproximava de Fernando, pousou a mão no rosto dele. Fernando sentiu-se arrepiar, não sabia o que ela faria e nem porque faria. Mas ansiava pelos próximos passos dela. Ela chegou bem perto, encostou seus narizes. Fernando fechou os olhos, permitindo-se sentir o perfume floral que emanava dela. Quando sentiu os lábios dela tocando os seus. Abriu a boca para receber o beijo, e correspondeu avidamente. Passou os braços então ao redor da cintura delgada de Rebeca, ouviu-a gemer baixinho. Apertou-a contra si, para que ela sentisse o que fazia com ele. O beijo se tornou voraz, fazendo Rebeca apertar os ombros de Fernando.
Fernando estava amando aquele beijo, mas precisa de mais daquela mulher. Afastou-se: - Quer jantar comigo esta noite?
Rebeca estava nas nuvens, ligou para Jonathan, seu parceiro e melhor amigo. Ele logo atendeu.
- Jô, tenho novidades. - Ela falava enquanto pulava pelo quarto de um lado para o outro.
- Beca, fiquei sabendo, sua irmã acordou!! Estou tão feliz!
Rebeca sorriu, Jonathan era um máximo como amigo. Sempre preocupado e antenado com ela e sua família.
- Simmm, Jonathan, achei que a perderia. - Sua voz estava embargada pela lembrança e medo.
- Eu sei Beca, mas deu tudo certo. Sabia que daria. Você é a melhor novata que já tivemos.
Rebeca sorria emocionada com as palavras do amigo. - Obrigada Jô. - Lembrou-se porque ligou pra ele. - Mas tenho outra novidade. - Ela disse soltando uma risadinha.
- Ihhh, lá vem... Me diga logo! - Jonathan ria do outro lado da linha.
- Fernando me chamou para sair. Dá pra acreditar? Eu tenho um encontro!
- Rebeca Lorone, você está completamente louca, não está ?
Rebeca franziu o cenho. - Porque? Ele é um tremendo de um gato.
- E um mulherengo que não quer compromisso com ninguém, esqueceu ?
- Ah mas eu posso não querer compromisso também, ué.
- Aaaah é? Então porque não aceitou sair comigo só por diversão?
- Porque somos amigos! - Rebeca revirava os olhos exasperada, até que começou ouvir a gargalhada de Jonathan.
- Ok, eu sei. E gosto de tê-la como amiga. Não trocaria isso por uma noite de paixão. - Dizia de forma dramática e sorridente.
- Você é bem abobado mesmo né?! - Rebeca ria junto. - Poderia vir aqui me ajudar a escolher a roupa?
- Você tá me confundindo com uma amiga Rebeca. - Jonathan dizia mais sério. - Se eu for aí e ver você se arrumar, não vou querer mais ser só seu amigo. - Ele falava sério, de uma forma que Rebeca não quis pagar pra ver.
- Ok, ok, deixa pra lá, foi um devaneio. - Eles riram com vontade e desligaram.
Fernando se arrumou para o encontro com Rebeca, com um único pensamento: Vou trazê-la para minha cama! E depois disso, vou esquecê-la. Sorriu para si mesmo no espelho. A desejara desde que a viu, e agora ela parecia estar interessada nele também. Mas ele não se deixaria envolver. Não queria um caso sério. Queria era uma boa noite de prazer.
Já eram 19hs, Rebeca esperava Fernando na frente de casa. Vestia um vestido longo verde escuro, seus cabelos estavam soltos, caindo sobre os ombros, uma maquiagem leve cobria-lhe o rosto.
Fernando não conseguia tirar os olhos daquela mulher sentada a sua frente. Era mais que linda, uma deusa, gostosa. Já não controlava mais sua ereção embaixo da mesa. Não queria mais jantar nenhum, queria partir para a sobremesa, que ele esperava ser Rebeca.
Rebeca olhava o cardápio escolhendo um prato. Fernando passava a língua pelos lábios, quase não se contendo de agarrá-la e jogá-la em cima daquela mesa.
Fernando usava uma calça social, camisa azul claro, que ressaltava seus olhos. Ele sabia como usar seus pontos fortes ao seu favor. Sapatos sociais, e o cabelo bem penteado. A barba por fazer só lhe acrescentava mais charme.
Pediram o jantar e enquanto aguardavam conversavam.
- Como está sua irmã?
- Muito melhor, o inchaço na cabeça diminuiu bastante. Os médicos estão otimistas de que não ficarão sequelas.
- Tem previsão de alta? - Fernando perguntava enquanto saboreava o champanhe que pedira. Suas sobrancelhas, estavam curvadas como em ênfase e interesse.
Rebeca apreciava o homem a sua frente, sorriu para ele. - Ainda não, ela precisa ficar mais alguns dias por precaução e para observação. Mas obrigada pelo interesse.
Fernando maneou a cabeça. - E você como está se sentindo depois de tudo o que aconteceu? - Ele realmente estava interessado. E não sabia nem dizer o porque desse interesse. Mas queria saber se ela estava bem, e se não estivesse, queria poder ajudá-la.
- Estou cansada ainda, não tive tempo de descansar. Mas estou bem melhor por minha irmã ter acordado.
- Mandaram você falar com um psicólogo?
- Sim! - Rebeca suspirou. Não gostava da ideia, mas sabia que precisava. O pouco que dormira sonhara com os olhos daquele asqueroso do LeBlanc. - Precisarei ir, ou não me liberarão novamente para o trabalho.
Fernando assentiu. Sabia o quanto eram exigentes para que estivessem bem para o trabalho.
O jantar chegou, e comeram entre uma conversa e outra. Ao fim do jantar Fernando botou todas as suas armas na mesa. Começando a provocar Rebeca.
- Você está linda...
- Obrigada, você também. - Rebeca sentia que o coração pararia a qualquer momento.
- Que tal uma dança ? Na sala ao lado, estão promovendo uma festa.
- Claro. - Enquanto Rebeca sorria, Fernando levantou-se e pegou-a pela mão.
O salão de música estava com muitos casais dançando. Uma música lenta e sensual tocava ao fundo. Fernando a enlaçou pela cintura, Rebeca o envolveu pelo pescoço, encostando a cabeça em seu ombro, inspirou seu perfume que continha um frescor, notas aquosas, de sândalo e cedro. Seu cheiro a fazia fechar os olhos.
Enquanto dançavam ela sentia a ereção dele em sua barriga. Aquilo a deixava mais zonza pelo clima ao redor. Fernando a segurava com mãos firmes, a barba roçando em seu rosto. Ela cometeu o tremendo erro de olhar para seu rosto.
Encontrou-o a olhando, com o rosto sério, os olhos brilhantes revelando o desejo que guardava. Rebeca entreabriu os lábios instintivamente, Fernando não deixou barato, e capturou aqueles lábios que ansiou a noite toda. O beijo foi quente, rápido, suas línguas se entrelaçando, suas mãos passavam pelos lados do corpo de Rebeca, fazendo-a querer mais, muito mais.
Fernando a tirou daquele salão, com movimentos rápidos, a mão em suas costas, envolta de seu corpo a segurando com firmeza. No carro, Fernando a beijou mais uma vez arrancando o que existia de controle em Rebeca.
Passaram reto pelo guarda, que balançava a cabeça enquanto ria. - Esse aí não tem jeito!
No elevador Fernando ergueu Rebeca do chão a pressionando contra a parede, ouvindo seus gemidos, enquanto beijava e dava chupões em seu pescoço. Quando o elevador abriu demoraram alguns segundos para sair.
Ele puxava ela pelos quadris e a beijava enquanto se encaminhavam para seu apartamento.
Rebeca não tinha mais lembranças de um mulherengo em sua vida, não lembrava dos avisos, só sentia seu corpo arrepiar e arfar.
Fernando acariciava aquele corpo sensual, apertava-lhe as nádegas para ouvi-la gemer em seu ouvido. O som o fazia latejar dentro da calça, chegava a doer a vontade de tê-la em volta de si.
A jogou na cama, tirou sua camisa, arrebentando uns botões. Ele a encarava, e apreciava enquanto ela o avaliava com os olhos brilhantes de desejo.
Ele tinha ombros largos, e músculos por toda a parte. Não se via nenhuma gordura naquele corpo. A barriga bem definida e o peitoral que mataria qualquer mulher do coração, era forte e com alguns pêlos que se espalhavam até desaparecer sob a cueca. Rebeca sentiu sua respiração falhar quando ele se livrou da cueca. Ele era enorme, grosso, duro, forte, veias apareciam em seu m****o, mostrando sua virilidade.
Fernando gostou de ser observado. Puxou-a contra ele, fazendo a ficar de joelhos na cama. Puxou por cima o vestido dela, ela usava sutiã verde e calcinha verde de renda combinando. A visão era de tirar o fôlego. Ela parecia ser magra, mas tinha p****s cheios e pernas bem torneadas. Os braços se envolveram em sua cintura o puxando para um beijo apaixonado.
Ali acabara com qualquer controle que Fernando tentava ter. Abriu o sutiã com uma mão, enquanto a outra puxava-a pelos cabelos para que ele lambesse seu pescoço. Assim que liberou-a do sutiã, apossou-se de um dos s***s com a mão, enquanto abocanhava o outro. A mamava com vontade, tirando suspiros e gemidos da mulher a sua frente. Enquanto a segurava pela cintura, com a outra mão, desceu para sua região intima, sentindo-a molhada, preparada para ele. Um suspiro escapou de seus lábios. - Você é tão gostosa.
A ergueu nos braços e a deitou, desceu por um caminho de beijos, mordidas e chupões, até chegar no centro de suas pernas. A beijou e sugou com vontade e urgência. Subiu lambendo-a inteira, olhou naqueles olhos verdes como esmeraldas, e a beijou.
Rebeca estava em êxtase. Enquanto Fernando arrancava suspiros e gemidos dela. Ela resolveu escorregar um pouco pra baixo, ele foi subindo, até que sua boca chegou no m****o rígido dele. Ela nunca havia feito aquilo antes, mas o instinto a guiou. Chupou-o com vontade, com t***o, ele mexia a cintura para que fosse mais fundo em sua boca, até que a puxou num movimento só para cima.
- Preciso tê-la agora!
Rebeca assentiu ainda sem fôlego. Ele não avisou, somente a penetrou, forte, firme, enquanto a segurava nos quadris.
Nesse momento, Rebeca deu um grito abafado em sua boca. Fernando congelou. Sentiu o corpo embaixo do seu se contorcer, percebeu dor no rosto dela, ele ficou parado, com seu m****o pulsando dentro dela. Como podia ser? Ela já tinha mais de 20 anos, ele lembrava dela ter dito que tinha 24 ou 25 anos. Até que teve coragem de perguntar:
- Você é virgem? - Seus olhos denunciavam seu descontentamento.
Rebeca tinha esquecido de mencionar esse pequeno detalhe. Apenas assentiu. Não queria que ele parasse, a dor já estava diminuindo, então começou a se movimentar lentamente envolta dele.
Fernando fechou os olhos, quando abriu tinha algo mais que desejo, era posse, era volúpia, era loucura.
Acariciou seus cabelos e a beijou com ternura, recomeçou os movimentos mas desta vez com mais calma e controle. Apesar de sua vontade ser muito diferente disso.
Fernando movimentava-se com cuidado, tentando ser o mais delicado possível, Rebeca gemia seu nome enquanto levava sua pelve ao encontro da dele. Fernando suava pelo esforço de se conter, até perceber que ela estava mais confortável, então começou a se movimentar mais rápido, aumentando o ritmo e fazendo suas estocadas serem mais fundas.
Ela era dele agora, nunca tinham tocado nela, ele queria que ela nunca o esquecesse. Ele ia mais fundo, mais rápido.
Rebeca, sacudia o corpo inteiro a cada estocada dada por Fernando, ele estava a penetrando forte, fundo, seu prazer esteva chegando no limite, ele sugava um seio e outro, dava-lhe chupões no pescoço, enquanto ela agarrava-se as suas costas, suas pernas entrelaçando-se nas costas dele. Ele se ergueu um pouco, segurou-lhe os quadris e diminuiu os movimentos, a fazendo suspirar. Até recomeçar com muito mais vontade, Rebeca não controlava-se mais, dava alguns gritos a cada vez que sentia seu m****o chegando em seu fundo. Até que não aguentou mais e explodiu.
Rebeca contorcia-se embaixo de Fernando, ela havia chegado lá, enquanto ele seguia com movimentos rápidos e fortes, não pode mais segurar assim que a viu chegar no clímax, explodiu dentro dela. Sentiu-a relaxando em volta dele, com pulsações leves em seu interior. Sua respiração estava forte e ofegante. Ele se retirou dela lentamente. Ouviu-a reclamar, deu um suave beijo em seus lábios e rolou para o lado dela.
Ela o olhava com olhos satisfeitos, um brilho diferente no olhar.
Fernando sorriu. - Você devia ter me contado antes. Não teria começado com tanta força.
Rebeca sorriu timidamente. - Desculpa, eu esqueci.
- Não se desculpe. - Ele disse, a abraçando. - Foi um prazer. - E sorriu sem vergonha.
Rebeca estava exausta, quando sentiu que Fernando encaminhava sua mão para seu m****o já rijo novamente. Ela abriu a boca espantada. Então sorriu e foi para baixo do lençol, que estavam se cobrindo.
Tomou nos lábios aquele homem pelo qual ela não sabia mais o que sentia. Estava rendida. Entregou-se sem pudor a ele, entregou-se sem pensar que se arrependeria caso ele a deixasse depois de hoje. E não pensaria nisso por enquanto. O Chupou e ouvia-o gemer seu nome, enquanto ela aumentava os movimentos, ele segurou seus cabelos a puxando de volta para sua boca.
- Eu quero estar dentro de você. - Ele disse com a voz rouca e os olhos escurecendo de desejo.
Rebeca se posicionou em cima dele, e sentou devagar. Gemendo ao senti-lo preenchendo cada espacinho dentro dela.
Fernando se movimentava devagar, sentindo cada vibração, cada sensação que aquele corpo que era só dele proporcionava. A ergueu ainda a penetrando, encarou aqueles olhos verdes, e a beijou, o beijo mais apaixonado que já tinha dado na vida. Aquilo o assustou, mas pensaria nisso depois.
A virou de costas, e de quatro fizeram amor. Ele segurava seus s***s, e massageava seu c******s enquanto a penetrava com avidez, a deixando entre gemidos e gritos abafados. Sentiu quando ela começou a tremer, e a pulsar por dentro, estava chegando lá, ele intensificou suas investidas, até chegarem no clímax juntos.
Ela deixou-se cair de cara no travesseiro, assim ficaram por um tempo. Ele deitado sobre ela, ainda dentro dela. Aproveitando daquele calor.
Dormiram exaustos e satisfeitos. Enquanto sorriam e se olhavam.
***
- Já faz uma semana Jonathan, UMA SEMANA!
- Eu te avisei... - Jonathan saia da sala, com um sorriso zombeteiro nos lábios.
- Ahhhh, inferno! - Rebeca, batera violentamente em sua perna. Já fazia uma semana desde que tinham feito amor. Ela havia ficado cheia de marcas daquela noite de s**o. Chupões por todo seu corpo, a b***a vermelha dos apertões, s***s doloridos dos chupões. E ele nem sequer ligou, nem uma mensagem. Ela entregou-se pela primeira vez para alguém, e tinha que ser justo pra ele? Um mulherengo incurável? Devia ter perdido o juízo mesmo, por achar que com ela seria diferente. - Canalha! - Sibilou baixinho. Pelo menos Jonathan não sabia que ela era virgem. De repente ela pensou, será que ele vai contar pra alguém? Ai meu Deus, porque sou tão burra?!
Fernando vinha trabalhando em modo automático. Já tinha escrito várias mensagens para Rebeca e desistia de enviar, digitava seu número mas não ligava. Não conseguia tirá-la da cabeça. - Mas que d***a! - Fernando jogara longe seu telefone. Ele não conseguia deixar de pensar nela, naquelas curvas, naquela boca, naqueles olhos. - d***a! d***a! d***a! - Foi juntar o celular. - Ah ótimo! Quebrou essa bosta! - Saiu de sua sala batendo a porta. O sargento o encarou com as sobrancelhas erguidas em interrogação.
- O que houve? - Perguntou sério. Era difícil tirar Fernando do sério. Vivia rindo e fazendo piadas.
- Nada! - Saiu sem responder. Precisava esfriar a cabeça. Já havia ligado para outra ficante, mas não quis levá-la para sua casa depois do jantar, simplesmente se despedira e fora embora. O cheiro de Rebeca ainda estava na sua cama. Não queria que saísse. Já fazia uma semana, uma semana que ela o fizera perder o juízo, uma semana que só conseguia olhar para o celular e não fazia nada. - Bem que ela podia ter ligado. - Dizia a si mesmo. Mas ele sabia que ela estava esperando por ele. E ele não queria um caso sério com ninguém. Nunca dormia duas vezes com a mesma mulher. Então porque não conseguia se desprender dela. Será que fora porque tirou sua virgindade? Ora bolas, tenho que parar com isso! - Vou ligar e chamá-la para sair de novo. Não há m*l nisso, um segundo encontro não é um casamento.
Fernando pegou o celular para ligar. - Pelo amor de Deus Fernando! - Falava consigo mesmo. - Quebrou o telefone! - Se dirigiu a uma loja de concertos.
- Amanhã terá seu telefone senhor. - O rapaz lhe dizia.
- Amanhã? Não tem como me entregar ainda hoje ?
- Desculpe-nos, mas estamos lotados, estou lhe encaixando para conseguir lhe entregar amanhã.
Fernando bufou, passando as mãos nos cabelos. - Esquece. - Pegou o celular de volta e foi para uma loja de telefones. - Vou comprar outro! Não posso esperar até amanhã.
Uma hora depois estava sentado no shopping configurando o novo celular.
Rebeca saíra do trabalho mais cedo, não conseguia mais se concentrar em nada. Pediu o resto da tarde de folga e seu chefe a liberou, visto que estavam com pouca demanda.
Resolveu dar uma volta no shopping, quem sabe comprar uma blusa nova, aliviar a cabeça.
Já estava saindo da loja, com uma blusa e um vestido novo, que ela nem sabia onde poderia usar, quando avistou um homem na praça de alimentação próximo a loja. Era ele, era o bendito Fernando. Nem sabe de onde veio a coragem, mas se dirigiu até lá. Parou na frente dele.
Fernando percebeu uma sombra a sua frente. ergueu a cabeça com as sobrancelhas franzidas. Seus olhos deram de cara com os olhos verdes mais lindos que ele já vira. Abriu um sorriso gigante, mostrando as covinhas profundas nas bochechas, e os dentes brancos e perfeitos. Mas logo ficou sério, ao perceber o olhar de raiva naquele rosto.
- Rebeca... - Ele se levantou para cumprimentá-la.
Quando Rebeca deu por si, tinha estalado a mão no rosto de Fernando.
Fernando a encarava incrédulo. - Porque fez isso?
Rebeca estava vermelha como um pimentão. - Por ter me feito de i****a. - Virou os calcanhares e saiu, pisando firme.
Fernando demorou um pouco pra entender. Correu atrás dela, e a segurou pelo braço, fazendo-a virar de frente para ele. - Meu celular quebrou, tive que comprar outro, estava agora mesmo configurando. - Ele falava alto e rápido, como se aquilo pudesse ser uma desculpa plausível. Mesmo ele sabendo que o telefone só quebrara hoje, mas ela não precisava saber disso.
Por um momento ele viu o olhar dela suavizar. Mas logo ela virou-se e saiu andando novamente.
- Ei Rebeca. Por favor, me da mais uma chance?! - Ele não sabia se queria outra chance, quem sabe era melhor assim, ou estaria se perdendo mais ainda naquela mulher. Mas não podia evitar de tentar fazê-la mudar de ideia. Queria-a na sua cama de novo, e de novo, e de novo, e talvez para sempre.
Rebeca o olhava furiosa. - Você quer me fazer acreditar, que não podia ter pego outro telefone, ou ligado pra minha delegacia, ou ido na minha casa ou qualquer coisa, porque estava sem o seu celular? - Ela falava em tom de voz baixo mas assustador. - Está brincando com a garota errada, meu querido.
Mais uma vez se virou e saiu caminhando. Fernando correu novamente atrás dela. Dessa vez a puxou mais forte, fazendo-a bater em seu peito. Sentiu a respiração dela falhar.
Então a beijou.
***
Rebeca estava em casa, tentando entender como aquele cachorro, sem vergonha do Fernando a convenceu a sair com ele mais uma vez. - Eu sou muito fácil mesmo! Tenha dó.
Colocou uma roupa básica. Ele disse que iriam ajudar o irmão dele em um caso de sua namorada.
Antes do horário, ouviu um carro buzinando. Era ele. Rum, Rebeca pensava, estava com medo de eu não ir, e quis vir mais cedo para poder me pressionar. i****a! - Tchau mãe tchau Lari. Tô saindo.
- Vai sair com Fernando de novo? - Larissa a olhava entusiasmada, ela não havia explicado nada do acontecera para sua irmã.
- Sim. - Disse da forma mais tranquila possível. - Mas não voltarei muito tarde.
- Ok, se cuidem. - Respondeu sua mãe.
Rebeca saiu para fora, respirou fundo tomando coragem. Sua vontade era de correr para dentro de casa novamente. Viu Fernando saindo carro e indo ao seu encontro. Suspirou e foi ao seu encontro.
- Oi Rebeca. - Fernando disse a enlaçando pela cintura e a tomando em um beijo apaixonado.
Rebeca o empurrou. E o encarou zangada. - Nada de beijos!
Fernando sorriu ao vê-la brava. - Você fica linda brava sabia?
- Anda, vamos logo, ou voltarei para minha casa. - Saiu na frente em direção ao carro.
Fernando ria atrás dela, pensando que pelo menos ela aceitara ir até a casa de Fábio com ele. Já era um começo.