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Você é como um sonho

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Blurb

Laura sempre quis um amor que lhe fizesse o coração palpitar, contudo, nunca deu sorte com ninguém. Apenas foca em sua carreira na área de marketing e design. E parece que quanto mais se esforça, não tem reconhecimento algum no seu trabalho. Apenas é uma assistente.

Sua vida parece mudar, quando conhece Paulo, um músico misterioso. Ele parece ser o sonho que ela sempre quis. Romântico, doce e com uma voz linda, a envolve no primeiro encontro. Parece amor a primeira vista, mas logo esse rapaz misterioso some. Um mês depois, quando ela resolve seguir em frente, ele aparece mais uma vez. E esse acontecimento vira sua vida de cabeça para baixo.

Obs1.: A capa vai ser alterada quando der vontade rsrsrs. Essa arte não é minha, é do CD do Blink 182 - California.

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Você é como um sonho...
Eu sei que nunca encontraria meu verdadeiro amor, mas não custava sonhar com um final belo e épico. Caminhei pelas ruas, olhando para as vitrines e uma música que sempre amei vinha de um dos bares próximos. Era Just Like Heaven. Senti a adrenalina correr em minhas veias por ouvir aquela melodia que fazia anos não escutava. Parei para escutar a voz do vocalista, tão peculiar, a letra doce e envolvente, parecendo nos colocar dentro de um sonho impossível. Ele parecia ter encontrado seu amor, de alguma forma. Já eu, não havia encontrado nada, ou ninguém que realmente valesse a pena. E por que? Bem, talvez eu estivesse de olhos fechados para o mundo, como muito bem parafraseou Millie. Ela tinha razão quanto a isso, talvez eu estivesse com os olhos e ouvidos fechados para o amor. Olho para o céu escuro e a noite já se avizinhava a distância. O horizonte estava alaranjado pela noite de verão. Era quente. Estávamos em dezembro e eu realmente não suportava aquele clima abafado. Um rapaz passou por mim, seu cabelos castanhos e jeito normal não me chamaram a atenção, mas ele carregava um violão. Aquilo sim me parecia interessante. Ele sentou perto do bar, em uma das cadeiras de madeira do lado de fora e começou a tocar uma música. Eu não saberia de quem era, pois nunca havia ouvido a melodia. Seus dedos dedilhavam a música que somente ele sabia. Eu me aproximei e percebi que outras pessoas ao redor faziam o mesmo. - Se for usar a mesa, vai ter que pagar – diz um rapaz de cabeça raspada, trajando um shorts jeans e camiseta preta. Ele saiu do bar, passando por mim, se dirigindo ao rapaz do violão. O mesmo parou de tocar e tirou a carteira, deixando uma nota em cima da mesa. - Uma cerveja, então – ele diz, com sua voz de barítono. A sua voz me envolveu de uma maneira que não saberia dizer. Eu me senti impelida a sentar ao seu lado. E foi o que fiz. Também pedi uma cerveja. Ele parecia não me notar, pois continuou a tocar a música, que com certeza era da sua autoria. Algumas pessoas paravam para escutar o seu som, alguns elogiavam. A cerveja havia chegado para nós. Eu tomei um gole da minha e continuei a observar ele dedilhar em seu violão. - Essa música é sua? – perguntei. - Sim – ele respondeu, sem parar de tocar – Eu tenho uma banda. Mas, hoje não estamos tocando e sempre fico por alguns bares dessa região tocando. - Entendi – eu digo, tomando mais um gole da minha cerveja. Ele continuou a tocar e eu fiquei o observando. Ele era bonito. Tinha sobrancelhas grossas e olhos escuros. Seu jeito de menino também era algo que chamava atenção. As mulheres passavam, olhando para ele e também pareciam gostar do que viam. - E você? – ele perguntou. Fiquei sem entender sua pergunta. - Você toca? – ele perguntou, parando de tocar. Fitou-me com curiosidade. Tinha olhos tranquilos, como se nada o abalasse. - Eu não sei tocar, apenas canto – respondi. - Hum...- ele murmurou – Canta comigo essa aqui. Ele começou a dedilhar a música que tocara a poucos instantes no bar. Fiquei envergonhada e não conseguia acompanhar seu tempo. Na verdade, não abri a boca. Ele parou, me olhando com um sorriso. - Não precisa ter vergonha, se quiser, canto com você – ele sugeriu. - Tudo bem – eu aceito. E nós cantamos juntos. Sua voz se mistura à minha, me deixando sem folego. Aquela música era especial para mim e quem sabe para ele também. E ele me olhava direto nos olhos, como se estivesse em sintonia comigo. Eu realmente me sentia quente por dentro, pois seu olhar era intenso. Não o conhecia, m*l trocamos algumas palavras, mas me sentia em sintonia com ele, com sua voz envolvente e com o dedilhar dos seus dedos nas cordas. "Show me, show me, show me how you do that trick The one that makes me scream" she said "The one that makes me laugh" she said And threw her arms around my neck Show me how you do it And I promise you I promise that I'll run away with you I'll run away with you Spinning on that dizzy edge I kissed her face and kissed her head And dreamed of all the different ways I had To make her glow Why are you so far away, she said Why won't you ever know that I'm in love with you That I'm in love with you You Soft and only You Lost and lonely You Strange as angels Dancing in the deepest oceans Twisting in the water You're just like a dream You're just like a dream Daylight licked me into shape I must have been asleep for days And moving lips to breathe her name I opened up my eyes And found myself alone, alone Alone above a raging sea That stole the only girl I loved And drowned her deep inside of me You Soft and lonely You Lost and lonely You Just like heaven” Quando terminamos, ele tomou mais um gole da sua bebida e riu. Sua risada era melodiosa e arrepiou os pelos do meu corpo. - Eu gostei disso...você é como o paraíso, você é como um sonho – ele sussurrou, olhando para além de mim – Eu realmente nunca encontrei ninguém que gostasse dessa música, não tanto quanto eu...Você canta muito bem. Eu me senti ruborizada com o que ele disse. - Você também...- murmuro, sem olha-lo nos olhos. - Escuta, quer passar essa noite comigo? – ele propõe, fixando o olhar em mim. Eu o fito, mesmo com vergonha – Nós estamos sozinhos, perdidos no mundo. Podemos fazer companhia um para o outro. - Eu não sei, m*l nos conhecemos – eu contraponho, mesmo querendo aceitar seu convite. Ele ri. - Podemos nos conhecer agora – ele sugere – Meu nome é Paulo. E o seu? Ele oferece sua mão livre, que não está segurando o braço do violão. Sinto sua mão envolver a minha com firmeza. - Eu me chamo Laura – respondo, quase engasgando. - Prazer Laura – ele diz, sem retirar a mão da minha – Então, aceita passar essa noite comigo? Podemos falar um pouco um do outro e tocarmos música. - Tudo bem – eu respondo, soltando sua mão. Ele sorri, satisfeito. E aquela noite foi realmente mágica. Ele era como um sonho, era como o paraíso. Eu somente não queria acordar.

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