Capítulo 11 - Christiel

1229 Words
Ela ficou ali dançando, meus olhos não saiam dela um segundo, os homens se aproximavam como era esperado e ela se divertia com eles. Minha mão ao redor do copo de whisky começou a se fechar fazendo o mesmo rachar de imediato. Então a vi saindo para um dos corredores com um homem segurando em sua cintura, podia jurar que alguém chamou meu nome mas não me importei com aquela voz, meus pés se moveram mais rápido levando todo o meu corpo a se afastar daquele lugar e seguir os dois para o fundo da boate onde tinham quartos reservados. Fui interceptado por um segurança antes que pudesse alcança-la. Eu sabia o que ela iria fazer e não podia deixar que fizesse, que se submetesse a isso não mais. — Restrito, apenas para reservas. – anunciou o homem n***o a minha frente, com as mãos cruzadas a frente do corpo. — Eu sou o prefeito. Tenho certeza que tem um quarto para mim. – não costumava usar isso para conseguir as coisas mas era necessário. Se ela fizesse aquilo... Eu não podia deixar que acontecesse nessa vida também. No entanto o homem não cedeu, se quer me olhou. Outra coisa que eu não gostava de fazer era usar meus poderes em humanos, mas entrei em sua mente o obrigando a sair da minha frente. – Desculpe por isso. Murmurei antes de passar e seguir o corredor de quartos, lembrava bem de onde ela tinha entrado, o número do quarto estava estampado na porta preta em tinta dourada chamativa que se tornava brilhante com a Luz avermelhada que saía do teto do lugar. Não pensei, abri a porta com um empurrão e encontrei Hirin sem roupas, sentada sobre a cama forrada de panos negros como seus cabelos que cobriam os s***s fartos. O homem que havia a seguido era loiro, estava se despindo quando eu entrei. Ambos me encararam. — Christiel, o que está fazendo aqui? – pensar em uma resposta plausível foi complicado, mas eu não falaria nada na frente daquele aproveitador. — Saia. – ele olhou confuso para Hirin que apenas deu de ombros, apoiando as mãos sobre o cobertor e se inclinando para trás. — Ouviu o homem. – não sabia se ela entendia o que estava acontecendo ou simplesmente não queria arranjar confusão. Indignado e xingando, o homem caçou suas coisas e saiu, eu fechei a porta assim que ele se foi. Voltei meu olhar para a mulher nua sobre a cama, perfeita, linda, sensual... Hirin era tudo isso e mais, perigosa, audaciosa... Ela gostava de jogos nem eu mesmo entendia e isso era terrivelmente excitante. — Eu não vou repetir a pergunta. – ela falou me libertando dos pensamentos libidinosos que já começavam a invadir minha mente de forma absurda. — Ia trocar sangue por sexo? – ela estreitou o olhar afiado para mim, talvez tenha sido as palavras erradas, ela de levantou e começou a se vestir. – Hirin, espera. — Não é da sua conta o que eu faço para me alimentar, e eu gostaria que não ousasse fazer isso novamente. Agora tenho que caçar outra pessoa, obrigada por nada. – ela tinha ficado ofendida, claramente eu não esperava menos. Assim que terminou de se vestir ela seguiu até a porta, parei em sua frente. Suas mãos tremiam levemente ao lado do corpo. — Tudo bem, não foi certo o que eu fiz, sinto muito. Mas, não precisa fazer isso. Trocar alimento por... Você não precisa. – ela trocou o peso dos pés e ergueu o queixo. Tão geniosa. – ... Não pode voltar pra lá tremendo dessa forma. Está faminta. Pode se alimentar de mim se quiser... — Eu faço o que preciso para sobreviver, sempre vou fazer o que tiver que fazer. E eu não vou me alimentar de você, meu irmão te mataria. – gostaria de vê-lo tentar. — Não precisa me dar nada em troca, não precisa me dever nada, apenas pegue o necessário para essa noite. Não posso deixar que saia daqui assim – ela umideceu os lábios lentamente me analisando como se eu fosse um prato ao qual ela desejava experimentar mas algo a impedia. — Não é assim que as coisas funcionam, nada vem de graça. Diga o que quer. – suspirei largando os ombros e elevando meu olhar para cima. Essa mulher... ceder não fazia parte dela, seria como exigir que fosse outra pessoa. E eu jamais faria isso. — O que eu quiser, certo?– ela assentiu devagar, os tremores em suas mãos continuavam e aquilo me deixava inquieto. – Quero conhecer você, apenas isso. Agora venha. A morena abriu a boca para retrucar meu pedido mas eu estreitei os olhos para ela, estendendo a mão para que segurasse, ela desceu o olhar devagar e eu me esforcei para não entrar em sua mente e espiar o que ela estaria pensando. Confesso que foi um fio tenso de autocontrole mas no fim ela deslizou sua mão sobre a minha e aceitou com um aceno leve de cabeça. A guiei até a cama novamente, me sentando e a observando, esperando para saber se seus gostos permaneciam os mesmos ou Hirin teria um paladar diferente. Suas mãos alcançaram meus ombros e me empurraram para trás contra os travesseiros extras da cama redonda, podia dizer que aqui tinha muito mais travesseiros do que o confortável mas não me surpreendia que ela tivesse escolhido o quarto de propósito. Cedi e me inclinei até que minhas costas estivessem contra os travesseiros, meu corpo começava a relaxar quando ela subiu sobre a cama, engatinhando até mim. A lembrança de Nyssa pulsou forte em meu peito e eu a saudade quase me fez agarrar Hirin e a deitar sob mim, queria beijar todo o seu corpo, passar a mão por cada centímetro de sua pele, sentir o cheiro de lilás em seus cabelos, queria sentir seu calor e finalmente a ouvir gemer baixo em meu ouvido enquanto fazia amor com ela, sem pressa. Os pensamentos sumiram ao vê-la ajoelhada em minha frente, seu gosto realmente não tinha mudado, permanecia tão curioso e único quanto eu me lembrava. Hirin sentou em meu colo, não consegui impedir a ereção que se formou sob sua b***a, ela sorrio ao sentir e rebolou me forçando a segurar sua cintura com um mínimo de força possível para não machuca-la. Aquele seu olhar flamejante me fazia querer coisas... Por Deus, essa mulher iria acabar comigo. Suas mãos desabotoaram alguns botões da minha blusa social, a gravata foi lançada longe por ela. Veias negras tomaram o rosto de Hirin mergulhando em seus cabelos como uma deusa das trevas, não era isso que ela era? Sua língua passou em meu pescoço lambendo e procurando um bom ponto, quando achou o lugar perfeito suas presas cravaram em minha pele e ela começou a se alimentar devagar. Wylard rebolava, subia e descia se esfregava contra o meu m****o enquanto sua boca trabalhava na própria alimentação. Eu nunca tinha sentido um êxtase tão delicioso quanto a sua mordida, sempre me levava há um orgasmo fodido. Minhas mãos apertavam sua cintura e acompanhavam seus movimentos intensos até que ela se afastou de repente. Seus lábios pintados de vermelho não só pelo batom pareciam me atrair e eu não recusei aquilo, a puxei e iniciei um beijo de saudades, um beijo que ela retribuiu.
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