Essa linha que nos une está acabando comigo. Hoje não foi sutil. Não foi ruído. Foi claro demais para fingir que não vi. Eu sei quem ele é. Sei exatamente o que fez. Sei o que ela sente , mesmo tentando esconder de si mesma. E o pior… sei o que ele quer. Acessei os pensamentos dele. Não foi invasão descuidada. Foi instinto. Defesa. Aquele tipo de impulso que nasce quando algo precioso entra na zona de risco. O que encontrei me deixou em chamas. Ele não voltou por arrependimento. Voltou por controle. Ele acredita que pode retomar espaço como quem retorna a um território conhecido. Acha que basta presença, gesto calculado, lembranças bem embaladas. Para ele, Helena ainda é um lugar confortável onde se refugiar quando convém. Isso me enfurece. Porque ela não é abrigo para covardes. N

