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O Herdeiro do meu Coração

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Blurb

Ana, uma jovem e determinada jornalista, tem a tarefa de escrever uma reportagem investigativa sobre o enigmático e implacável CEO, Ricardo Monteiro. Conhecido pela sua frieza e por ser um recluso, Ricardo é um mistério que Ana está determinada a desvendar. À medida que se aproxima dele, descobre um homem apaixonado e atormentado, e a relação profissional entre eles rapidamente se transforma num romance proibido e intenso. No entanto, a família de Ricardo, especialmente a sua mãe dominadora, fará de tudo para os manter afastados. Quando Ana descobre que está grávida, é forçada a tomar uma decisão difícil: lutar pelo seu amor e pelo futuro do seu filho, ou desaparecer para os proteger dos perigos que rodeiam o mundo de Ricardo.

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Capítulo 1: O Desafio
O ecrã do computador iluminava o rosto de Ana Silva com uma luz fria e azulada, um farol solitário na penumbra da redação quase vazia. O zumbido baixo dos servidores era a única banda sonora para a sua concentração, enquanto os seus dedos dançavam sobre o teclado, cada toque uma nota na sinfonia da sua ambição. Com vinte e cinco anos, Ana era uma força da natureza disfarçada de jornalista. A sua determinação era uma chama que ardia intensamente, alimentada por uma paixão incansável pela verdade e uma necessidade visceral de a expor, não importando quão fundo estivesse enterrada. Naquela noite, a sua presa tinha um nome: Ricardo Monteiro. Um nome que ecoava nos corredores do poder e da alta finança com uma mistura de reverência e temor. CEO das Indústrias Monteiro, um conglomerado global com tentáculos em tudo, desde tecnologia de ponta a empreendimentos imobiliários de luxo, Ricardo era um enigma envolto em fatos caros e uma aura de inacessibilidade. Aos trinta anos, já tinha construído um império sobre as fundações que o seu pai lhe deixara, transformando um negócio familiar próspero numa potência mundial. Mas o homem por detrás do título era um fantasma. Não dava entrevistas, não aparecia em eventos sociais e a sua vida pessoal era um cofre selado. “Ainda aqui, Ana?” A voz de Carlos, o seu editor-chefe, cortou o silêncio. Ele encostou-se à ombreira da porta do seu escritório, um copo de café de papel na mão e um olhar que misturava cansaço e admiração. Ana suspirou, afastando uma madeixa de cabelo castanho que lhe caíra sobre os olhos. “Só mais um pouco, Carlos. Estou a tentar encontrar uma fissura na armadura do nosso querido Sr. Monteiro. É como tentar agarrar fumo com as mãos.” Carlos deu um gole no café. “Ele é o artigo de capa do próximo mês, Ana. A direção quer algo grande. ‘O Titã Recluso’, é assim que lhe chamam. Precisamos de mais do que os seus relatórios trimestrais e as poucas fotos de paparazzi que existem dele a entrar e a sair do seu arranha-céus de vidro.” “Eu sei,” respondeu ela, virando-se para o ecrã onde dezenas de artigos, notas de imprensa e fragmentos de informação sobre Ricardo Monteiro estavam abertos em separadores sobrepostos. “Mas ele rejeitou todos os meus pedidos. O seu departamento de comunicação envia sempre a mesma resposta formatada. ‘O Sr. Monteiro agradece o seu interesse, mas não está disponível para entrevistas neste momento.’ É um muro de pedra.” “Muros foram feitos para serem contornados ou derrubados, Ana. É por isso que te dei esta tarefa. Se alguém consegue, és tu.” Carlos sorriu, um gesto que lhe dizia que ele confiava nela, mas que também a pressionava a entregar resultados. “Vai para casa. Descansa. Uma mente fresca pode ver portas onde agora só vês paredes.” Ana acenou, embora soubesse que o sono não viria facilmente. A figura de Ricardo Monteiro assombrava os seus pensamentos. Não era apenas a sua reclusão que a intrigava, mas o poder que ele exercia de forma tão silenciosa. Ele movia os cordelinhos da economia global a partir da sua torre de marfim, e ninguém sabia realmente quem ele era, o que o movia, ou que segredos escondia por detrás daquela fachada fria e calculista. Nos dias que se seguiram, Ana mergulhou ainda mais fundo na sua investigação. Falou com antigos funcionários, analistas de mercado, rivais nos negócios. O retrato que emergia era consistente: Ricardo Monteiro era brilhante, implacável e completamente desprovido de emoção. Um génio dos negócios que via o mundo como um tabuleiro de xadrez, e as pessoas como peões a serem movidos ou sacrificados em prol de uma estratégia maior. As histórias sobre as suas aquisições hostis eram lendárias. Ele não destruía os seus concorrentes; ele absorvia-os, deixando para trás um rasto de carreiras desfeitas e sonhos desfeitos. Mas por entre os relatos de frieza empresarial, Ana encontrou algo mais. Um antigo mentor da universidade descreveu Ricardo como um jovem excecionalmente inteligente, mas também intensamente privado, quase assombrado. Um rival, que perdera a sua empresa para Monteiro, admitiu a contragosto que, por baixo da sua brutalidade nos negócios, havia uma lógica impecável e até uma estranha espécie de honra. Ele não mentia nem enganava; ele simplesmente jogava para ganhar, e era melhor do que todos os outros. A frustração de Ana crescia a cada porta fechada. Ela precisava de uma abordagem diferente, algo que o dinheiro de Ricardo não pudesse controlar e que os seus lacaios não pudessem ignorar. Foi então que, numa noite de insónia, enquanto vasculhava os arquivos online de jornais financeiros, encontrou uma pequena anomalia. Uma ponta solta no tecido perfeitamente tecido do império Monteiro. Tratava-se de uma pequena empresa de tecnologia verde que as Indústrias Monteiro tinham adquirido há cerca de um ano. A aquisição fora discreta, quase despercebida no meio de negócios muito maiores. Mas a empresa, que desenvolvia uma tecnologia inovadora de purificação de água, tinha sido encerrada abruptamente poucos meses depois, e a sua patente arquivada. Não fazia sentido. A tecnologia era promissora e alinhava-se com as tendências do mercado. Porque é que Monteiro a compraria apenas para a enterrar? Ana sentiu a adrenalina da descoberta a percorrer-lhe as veias. Era isto. A sua fissura na armadura. Passou a semana seguinte a investigar a fundo a “AquaPura”. Entrou em contacto com os fundadores, dois jovens engenheiros idealistas que tinham ficado de coração partido ao ver o seu projeto de vida ser engavetado. Eles contaram-lhe que, durante as negociações, tinham lidado diretamente com Ricardo Monteiro, que parecera genuinamente entusiasmado com o potencial da tecnologia. A sua decisão de a encerrar fora um choque completo. Com esta nova munição, Ana elaborou um novo e-mail, desta vez não para o departamento de comunicação, mas para o endereço de e-mail pessoal de Ricardo Monteiro, um endereço que conseguira obter através de uma fonte anónima e muito bem paga. O e-mail era curto e direto. Assunto: AquaPura Caro Sr. Monteiro, Estou a escrever uma história sobre o legado e o futuro da inovação tecnológica. O caso da AquaPura e da sua promissora tecnologia de purificação de água, adquirida e subsequentemente arquivada pela sua empresa, levanta questões fascinantes sobre a estratégia corporativa e a responsabilidade social. Acredito que os nossos leitores beneficiariam imensamente da sua perspetiva sobre este assunto. Estou certa de que há uma explicação lógica para esta decisão, e gostaria de lhe dar a oportunidade de a partilhar. Caso contrário, serei forçada a tirar as minhas próprias conclusões, baseadas na informação que já recolhi junto dos fundadores da empresa e de outros especialistas da indústria. Ofereço-lhe uma entrevista exclusiva para discutir este e outros tópicos. É uma oportunidade para moldar a sua própria narrativa. Com os melhores cumprimentos, Ana Silva Ela clicou em “Enviar” com o coração a bater descontroladamente. Era uma jogada arriscada. Uma chantagem velada, envolta em cortesia profissional. Podia resultar num processo judicial ou em ser permanentemente colocada na lista n***a do homem mais poderoso da cidade. Ou… podia funcionar. Esperou. Um dia passou. Depois outro. O silêncio era enervante. Ana começou a pensar que tinha cometido um erro terrível. Carlos olhava para ela com uma preocupação crescente, enquanto o prazo para o artigo de capa se aproximava perigosamente. Na tarde do terceiro dia, quando Ana já estava a resignar-se ao fracasso e a começar a delinear um artigo genérico baseado na informação pública que tinha, o seu telemóvel vibrou sobre a secretária. Um número desconhecido. Privado. Ela atendeu, a voz um pouco trémula. “Ana Silva.” “Senhorita Silva.” A voz do outro lado era profunda, calma e carregada de uma autoridade inconfundível. Cada sílaba era precisa, controlada. Era ele. Ricardo Monteiro. “Recebi o seu e-mail. É ousada. E ou é muito inteligente, ou muito imprudente.” Ana engoliu em seco, tentando manter a compostura. “Acredito que sou apenas uma jornalista a fazer o meu trabalho, Sr. Monteiro.” Fez-se uma pausa do outro lado da linha, tão longa que Ana pensou que ele tinha desligado. Então, ele falou novamente. “O meu escritório. Amanhã, às nove da manhã. Não se atrase. E venha sozinha.” A chamada terminou. Ana ficou a olhar para o telemóvel, o som do “clique” a ecoar nos seus ouvidos. Um sorriso lento e triunfante espalhou-se pelo seu rosto. Ela tinha conseguido. Tinha encontrado a porta na parede de pedra. m*l sabia ela que, ao atravessá-la, não estaria apenas a entrar no escritório do homem mais enigmático de Lisboa, mas também num labirinto de paixão, segredos e perigos que mudaria a sua vida para sempre.

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