Quando eu entrei, meus olhos não sabiam pra onde ir. Era tudo muito real. O chão ainda brilhava de recém-limpo, as mesas alinhadas, cadeira nova com aquele cheiro de madeira e tecido. Tinha planta no canto, luminária pendurada que ainda tava sendo ajustada, e um balcão bonito, de verdade, com um tampo claro que refletia a luz. E o nome em todo canto, discreto e ao mesmo tempo presente: no cardápio em cima do balcão, numa plaquinha pequena na parede, num rascunho preso com fita com "Rubi" escrito em letra de homem, torta, provavelmente a letra do Edgar. Eu fiquei parada bem no meio, com a mão na boca, tentando segurar a emoção pra não virar um show. Só que o ar já tava saindo estranho do meu peito, e eu senti os olhos encherem de novo. — Olha aí — Nanda falou atrás de mim, com a voz carr

