A Sara cambaleou pra trás como se eu tivesse disparado um fuzil no peito dela. O salto matador tropeçou no tapete felpudo e ela bateu as costas na parede do quarto, escorregando devagar, sem força nas pernas, até sentar no chão de madeira fria, o vestido branco amassando, a pose de rainha destruída. Ela levou as duas mãos na boca, tentando abafar o soluço rasgado que escapou da garganta dela, lágrimas quentes e grossas de puro pânico começando a manchar e destruir a maquiagem perfeita que ela tinha feito só pra mim. — Não... não, não, não, meu Deus... não, por favor, não... — ela balbuciava frenética, os olhos arregalados de terror fitando o nada, balançando a cabeça em negativa sem parar. — Eles me acharam. Eles nos acharam, Gabriel. A minha família... o meu avô... aquele monstro nos ach

