O moleque sumiu pela curva do corredor, e a postura dele já ia mais leve, os ombros destravados e sem aquele peso podre de um mundo adulto e preconceituoso que ele tava carregando na marra sozinho. Mas o meu peito... o meu peito tava uma fornalha aberta cuspindo fogo e brasas. A raiva que eu sentia não era aquela adrenalina explosiva e rápida de trocar tiro com facção rival num beco estreito de laje. Era um ódio frio, cortante, afiado e focado cirurgicamente na p***a do alvo. Racismo enraizado contra o meu sangue. Contra o herdeiro legítimo da minha coroa. Aquela diretora engomada e vagabunda ia desejar nunca ter cruzado o rastro do Gigante na vida miserável dela. Puxei o rádio comunicador tático do cinto numa puxada bruta, o plástico preto estalando na minha mão gigante e calejada. Apert

