A loirinha tava parada na soleira da porta enferrujada. O jaleco branco do plantão tava levemente amassado, marcando as curvas absurdas que aquele corpo tem. O estetoscópio ainda pendurado no pescoço fino e pálido, o cabelo preso num coque bagunçado que tava caindo no rosto perfeito dela. Ela trazia aquele cansaço no olhar claro, mas também trazia uma marra, uma postura de mulherão que me enlouquece.
Ela me encarou. Arqueou a sobrancelha loira e abriu um sorriso de canto afiado, exalando aquela elegância natural que ela tem.
— "Saco de bosta", é? — ela provocou, a voz mansa, educada, com aquele tom aveludado, mas carregada de uma malícia que faz meu p*u dar sinal de vida na mesma hora. — Se eu soubesse que o meu animal de estimação estava tão agressivo assim logo de manhã, eu teria deixado o coitado do Tubarão apanhar um pouquinho mais antes de entrar. Ele estava lá fora, no corredor, fazendo uma dança ridícula para os seus seguranças, Gabriel. Ele realmente não tem limite nenhum.
Eu travei na cadeira. A minha mão imensa escorregou da arma. O meu rosto carrancudo despencou e o sorriso frouxo e cadelinha de marido apaixonado rasgou a minha cara. A loirinha de branco é a única pessoa na face da Terra que pisa no meu tapete, debocha da minha cara, e sai intacta.
— p***a, loirinha... — minha voz saiu arrastada, grossa, o tom de assassino derretendo feito gelo no sol. — Tu não me dá um toque no rádio que tá subindo pro QG? Eu quase macetei o meu melhor soldado achando que era a insistência dele. O Tubarão tá me testando, juro por Deus.
Eu olhei pra ela ali, parada. E a mente viajou. Lembrei de quando a gente se conheceu. A Sara era a patricinha do asfalto, cheia de nojo. A mulher me olhava de cima a baixo com um preconceito do c*****o, me chamava de marginal, torcia o nariz pro meu jeito chucro, pra minha violência, pro cheiro da favela. Ela tinha pavor do "dono do morro". Mas o tempo... ah, o tempo é o melhor professor. A santinha preconceituosa que tinha nojo do bandido tatuado virou a minha maior perdição. Atrás de portas fechadas, a doutora perde toda aquela classe e vira uma safadona de marca maior. A mulher que não fala um palavrão na rua, grita o meu nome revirando o olho na cama, implorando pra eu quebrar ela no meio. E isso me deixa completamente insano.
Ela entrou na sala. O salto do sapato dela batendo no chão de cimento. Um andar elegante, delicado, balançando aquela b***a maravilhosa que fica escondida na calça branca do hospital. Ela parou do lado da minha cadeira, encostou a coxa na quina da minha mesa preta e, com uma mão só, começou a organizar os malotes de dinheiro que eu tinha bagunçado de raiva. O jaleco imaculadamente branco batendo de frente com a escuridão da minha sala, das minhas armas, das minhas tatuagens suadas. O contraste da pureza dela com a minha sujeira criminal... c*****o, isso me dá um t***o absurdo.
— Você anda muito estressado pro meu gosto, Gabriel. — Ela disse, com aquela voz suave e polida, sem parar de alinhar as notas sujas de tráfico. — A comunidade está em paz, as crianças estão seguras na escola, o dinheiro está entrando... e você está aqui, trancado, rugindo feito um leão pro seu próprio pessoal de confiança?
Ela parou. Se virou de frente pra mim e me olhou fundo. Aquele azul oceano dominador. A p***a do olhar de quem sabe que tem a minha vida na palma da mão.
— Vem cá. — Ela ordenou baixo, deslizando os dedinhos delicados pelos músculos rígidos e tatuados do meu braço. — Larga essa arma um pouquinho. Esquece que você é o dono do mundo por um segundo. O Tubarão é infantil, mas você sabe que morreria de tédio sem ele por aqui.
Eu não esperei ela falar de novo. Me levantei com tudo. A cadeira pesada de ferro foi arrastada pra trás com brutalidade, rangendo no chão. Em um segundo eu tava colado nela. Minhas mãos enormes, calejadas de apertar gatilho e quebrar osso, foram direto pra cintura fina dela. Abracei a minha loirinha com força, puxando o corpo delicado dela pra bater de frente contra o meu abdômen de pedra. O impacto foi perfeito.
Ela soltou um gemidinho baixo, arfando, e eu senti o cheiro de morango dela entrar nas minhas veias feito droga pura. O corpo dela amoleceu no meu aperto, mas a postura da mulher continuou firme.
— Tu não tem a mínima noção do estrago do c*****o que tu faz com a minha cabeça, né? — sibilei colado no ouvido dela, minha voz rouca, vibrando no pescoço pálido. Senti a respiração da safada acelerar na hora. — Lembro direitinho quando tu pisou aqui a primeira vez, me olhando com aquele nojo, com aquele preconceito de quem achava que favelado era lixo... e olha agora. Tu brota aqui na boca de surpresa, toda de branco, com essa carinha de médica boazinha, encosta na minha mesa cheirosa pra c*****o, e quer que eu fique mansinho? Tu sabe que o teu animal tá sempre com fome, p***a. E tu com esse jaleco me deixa completamente doente de t***o.
A mão dela subiu pelo meu peito nu, as unhas dela arranhando de leve a tinta preta das minhas tatuagens, traçando o desenho do tigre na minha barriga até chegar no cordão de ouro no meu pescoço.
— Eu passei a noite inteira no plantão salvando vidas, Gabriel. — Ela sussurrou, o português perfeitamente pronunciado, encostando a testa no meu queixo. Os lábios dela roçaram nos meus, numa provocação que me fez apertar a b***a dela com as duas mãos, amassando o tecido da calça branca. — Eu estou exausta. Mas... quando eu estava vindo para casa, eu só conseguia pensar em como o meu marido fica lindo e perigoso mandando nos outros. E em como eu adoraria ser a única a te calar a boca.
A p***a do meu p*u acordou na mesma hora. O bicho deu um solavanco, duro feito ferro dentro do moletom, batendo direto no meio da i********e dela. E eu não tenho miséria: os meus vinte e cinco centímetros de puro ódio e t***o latejaram contra a barriga dela, rasgando o tecido da minha calça, exigindo espaço. Eu esfreguei meu quadril contra ela de propósito, sem dó, pra ela sentir exatamente o monstro grosso e pesado que ela tinha acabado de atiçar.
Ela arregalou os olhos de leve quando sentiu a tora de vinte e cinco centímetros prensar no baixo-ventre dela, mas o sorriso malicioso não sumiu. A médica recatada já tinha ido pro c*****o há muito tempo.
— Safada do caralho... — rosnei, mordendo o lóbulo da orelha dela, sentindo ela se arrepiar inteira nos meus braços. A respiração dela já tava ofegante, perdendo a compostura. — Chega aqui com essa pose de santa intocável, mas por dentro tá se babando toda pra sentar na minha p**a no meio da minha mesa de comando, né? Fala pra mim, loirinha. Quer arreganhar as pernas no meio das guias do tráfico pra eu comer essa tua xereca até tu gozar tremendo e pedindo arrego?
Ela jogou a cabeça pra trás, o rosto corado, os olhos azuis dilatados de pura luxúria. A doutora certinha que o asfalto conhecia não existia aqui dentro. Aqui, ela era a minha p**a exclusiva. A minha vagabunda de luxo.
— Você é terrivelmente vulgar, Gabriel... — ela murmurou, a voz falhando, tentando manter a classe enquanto as mãos dela agarravam a minha nuca e puxavam meu rosto pro dela. — Mas eu não vim aqui para conversar. Desliga esse rádio. Tranca essa porta. Quero ver se o Gigante tem fôlego para me fazer esquecer o cansaço que eu estou sentindo.
Sorri, um sorriso predatório de quem ia devorar a presa sem deixar osso. Com uma mão na cintura dela, dei um tapa no botão do rádio no meu ombro, desligando a frequência da contenção. O morro ia ter que se virar sozinho. Eu chutei a porta blindada, que bateu na tranca com um estrondo violento.
— Eu vou te f***r tão gostoso, Sara. Vou meter com tanta força que tu vai esquecer como se prescreve a p***a de um remédio. Vou afundar esses vinte e cinco centímetros nessa tua b****a apertada até tu berrar o meu nome pro morro inteiro ouvir quem é o teu dono.
Agarrei a nuca dela e colei a minha boca na dela, um beijo violento, cheio de língua, saliva e possessividade. A minha mão gigante já tava rasgando os botões do jaleco branco. A chapa lá fora podia estar fervendo, a polícia podia invadir o morro, mas naquele escritório, a única lei que valia era a minha p**a governando o corpo da loirinha dona da p***a toda.