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O Plano Perfeito

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Após sair da cadeia, Alice descobre que seu filho acabou sendo adotado por Sophia, sua antiga inimiga de colegial, determinada a recuperar a guarda da criança ela monta um plano para se aproximar da família custe o que for, só não estava em seus planos que a mãe adotiva de seu filho se apaixonasse por ela.

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Capítulo 1
Nunca imaginei que algum dia poderia respirar o ar puro novamente e olhar para o céu azul, finalmente os meus dias, que pareceram eternos, naquela cela pequena com cheiro de mofo e urina haviam acabado, assim eu esperava. Era difícil de acreditar que eu havia perdido grande parte da minha vida num buraco como aquele. Ainda havia todo o processo burocrático e o fato de que eu sempre estaria manchada com aqueles fatos desastrosos, mas eu não me importava com aquilo desde que pudesse deitar numa boa cama e comer algo que não estivesse velho e estragado. - Esperava que estivesse usando bandanas e com o corpo cheio de tatuagens... - sorri animadamente ao ver minha irmã se desencostar de seu carro para me abraçar, ignorei a careta que ela fez deixando claro que eu não estava nem um pouco cheirosa, havia dado meu melhor com a pouca água e o sabonete de origem duvidosa que eu obtive após dar os meus melhores chinelos mas claramente foi sem sucesso. - Até que não está tão destruída. - Obrigada por ter vindo. - murmurei entrando no carro e jogando minha sacola de pertences no seu banco de trás. - Eu não sabia se viria... - assim que ela se acomodou me deu um olhar de soslaio e um sorriso triste. - Obrigada. - agradeci novamente ignorando os sentimentos que tinha em relação a ela. Eu tentava entender o por que a Alison passou meses sem ir me visitar na cadeia, mas ainda doía o fato de que ela sequer deu um motivo para ter me abandonado dentro daquele buraco no qual passei os últimos anos. - Eu fiz seu prato favorito. - ela quebrou o silêncio enquanto dirigia calmamente pela estrada vazia, franzi o cenho me perguntando desde quando ela cozinhava. - Tudo bem, eu comprei... Não quis arriscar de servir sua primeira refeição fora da cadeia e ela estar pior do que o que você comia lá dentro. - Qualquer coisa é melhor do que a comida de lá. - murmurei tentando suavizar seu nervosismo, não entendia bem o por que ela estava assim mas de certa forma eu também estava. - Como estão as coisas na sua vida? - perguntei não querendo que caissemos em um silêncio constrangedor. - Bom... Eu fui promovida a detetive no trabalho, a Hannah está aprendendo a ler palavras grandes e o Robert está viajando a trabalho este mês, ele está infiltrado... - ela murmurou como se não fosse nada demais, cutuquei seu braço esperando mais do que informações vagas. - Não é grande coisa. - Faz muito tempo que não nos falamos, quero saber como a minha irmã mais velha está. - a encarei esperando algo mais porém seu nervosismo era palpável. - Não é porque eu estava enjaulada tendo a mesma droga de dia que eu não vou querer saber da sua vida. - a definir por sua reação eu não havia soado tão bem assim. Eu definitivamente precisava aprender a voltar a falar com humanos como uma pessoa normal. Eu conversava com as mulheres da cadeia, mas por ter uma aparência de pequena e frágil facilmente me viam como uma mercadoria que podiam usar ou trocar, tudo bem que eu entrei lá muito nova mas com o passar do tempo entendi que era melhor viver na solitária sem contato humano do que dormir e ficar vulnerável para que colocassem em prática todas as ameaças que faziam. - Vamos ter tempo para conversar depois que tomar um banho e comer. - assenti com a cabeça concordando com ela, se ela não queria falar da própria vida então eu não insistiria. Claro que eu queria me reconectar com o que restou da minha família e deixar tudo de horrível que aconteceu para trás, eu precisava fazer isso antes de conseguir o que eu tanto queria. Reencontrar meu filho. O Charlie era a única coisa que me mantinha motivada a não desistir, e agora nós poderíamos ficar juntos, e nada mais poderia nos separar, eu precisava encontrá-lo e explicar que nunca quis abandoná-lo. ... Assim que chegamos a casa da Alison percebi o quanto as coisas haviam mudado, ela não era mais a adolescente que roubava biscoitos para ser o nosso jantar, agora ela morava numa enorme casa com jardim e garagem, tentei ao máximo não me sentir uma fracassada deslocada. - Sinta-se em casa. - ela murmurou assim que adentramos, nada respondi pois estava ocupada desviando dos brinquedos espalhados pelo chão. - Hannah é tão bagunceira quanto eu, mas eu prometo que ela não vai te perturbar muito. - olhei as fotos espalhadas pela casa que só me davam a sensação de que ali morava uma família de comercial de tv. Pelo visto as histórias que a Alison me contava para dormir finalmente se tornaram realidade, ela tinha tudo o que sempre quis. - Eu quero tomar um banho e tirar esse cheiro de condenada antes que a Hannah chegue. - Alison me olhou de modo indecifrável e me abraçou repentinamente, a princípio não entendi mas não me fiz de rogada, eu precisava daquele abraço. - Eu senti a sua falta Alison. Me abraçando lateralmente ela me levou até o andar de cima e me mostrou um quarto que daquele momento em diante seria meu, eu não esperava que ela quisesse uma criminosa morando debaixo do mesmo teto que a própria filha mas ela não parecia se importar, isso me deixava extremamente aliviada. E já que era assim, eu não me importei em usar quase todo o shampoo e sabonete que havia no banheiro garantindo que eu estava incrivelmente limpa, vesti as roupas novas que ela havia comprado para mim e após pentear o cabelo desci rapidamente esperando que minha sobrinha estivesse lá para eu conhecê-la mas havia apenas a Alison na sala tomando vinho. - Achei que a Hannah já tivesse voltado, estou ansiosa para vê-la. - murmurei me sentando ao seu lado no sofá, ela me deu um sorriso triste e me entregou uma taça vazia que estava sobre a mesinha de centro colocando vinho logo em seguida. Eu nunca havia bebido vinho então decidi experimentar devagar, o sabor doce e suave me conquistaram imediatamente, a partir daquele momento me declarei uma fã de vinho. - A Hannah só retorna na segunda, está em um acampamento da escola. - tentei não demonstrar que havia ficado um pouco decepcionada com a informação mas me mantive otimista de que em três dias veria a minha sobrinha. - Eu vou servir o seu jantar, deve está morta de fome... - Na verdade, eu queria conversar sobre algo antes. - falei tocando o seu braço suavemente a impedindo de se levantar, coloquei a taça de vinho de volta na mesinha de centro e respirei fundo tomando coragem. - Eu preciso da sua ajuda com algo. - Claro Alice, basta me dizer e eu farei. - ela murmurou prestativa com um sorriso amigável nos lábios. - Eu estou aqui para te ajudar a conquistar o que desejar, posso te arrumar uns cursos, um emprego que goste, te levar aonde quiser, podemos conhecer a cidade e... - Não, não! - a interrompi rapidamente antes que ela continuasse divagando e eu perdesse a coragem de falar. - Quer dizer, eu quero sua ajuda nisso tudo, afinal eu preciso mostrar ao tribunal que sou apta para cuidar do Charlie, mas antes eu queria que você usasse seus métodos de detetive e procurasse por ele para que... - Alice... - senti um incômodo ao notar seu tom de voz complacente. - Eu achei que queria ajuda para se restabelecer na sociedade e não para isso. - retirei minha mão do seu braço não entendendo o por que ela estava falando daquele modo, até parece que eu estava lhe pedindo algo impossível.- Você deveria seguir em frente. - Está dizendo que eu devo esquecer o meu filho e simplesmente agir como se ele não existisse? - questionei exasperada me levantando do sofá, eu não queria me alterar mas a simples menção de abandonar meu filho me causava uma enorme raiva, passei a mão em meus cabelos molhados consternada, a observei se levantar do sofá e vir em minha direção mas ergui minha mão fazendo-a parar ali mesmo, se ela iria tirar minha paciência então era melhor que nem chegasse perto de mim. - Você esqueceria a Alice? - perguntei entredentes tentando não exalar raiva. Eu sabia muito bem a resposta, ela nunca abandonaria um filho seu, fatos para sustentar isso é que não faltavam. - É diferente Alice. - a encarei incrédula depois daquele argumento horrível dito em tom baixo. - Não pode comparar as nossas situações, já faz 10 anos desde que você o aband... - Não se atreva a dizer que eu abandonei o Charlie! - quebrei a distância entre nós agarrando a gola de sua camisa, ela ergueu suas mãos no ar deixando claro que não se defenderia de mim, eu não queria machucá-la de verdade mas pelo terror em seus olhos azuis era claro que ela achava que eu era capaz disso. - Eu não tive escolha, você não entende, eu... - Eu não entendo porque você nunca me disse o que aconteceu. - ela tocou as minhas mãos calmamente desejando que eu parasse de segurá-la daquele modo. - Se você me contar eu posso te entender. - Eu só quero que me ajude a recuperar o Charlie. - me afastei dela andando até o outro lado da sala para não amedrontá-la, eu estava com raiva mas no fim das contas não era culpa dela e sim da situação. Ela não tinha conhecimento algum do que houve e eu não queria contar, apenas queria esquecer tudo aquilo e ter meu filho de volta. Alison me olhou por longos segundos de maneira indecifrável, parecia estar sofrendo um impasse. - Vem comigo. - Alison murmurou saindo pela porta, sem entender nada eu apenas a segui. Entramos no carro e ela dirigiu por alguns minutos naquela estrada já escura somente iluminada pela lua e as luzes das casas ao redor, ela estacionou num lugar que eu desconhecia, eu esperei ela sair do carro e me levar a algum lugar dentre aquelas casas porém ela permaneceu ali quieta. - Alison, o que estamos fazendo aqui? - questionei olhando pela janela do carro sem entender. - Está vendo aquela casa? - ela apontou para alguns metros a frente me fazendo notar uma casa branca com as luzes apagadas, assenti em confirmação ainda confusa. Antes que ela pudesse explicar avistei uma mulher ruiva alta acompanhada de uma criança andar até a porta da frente, os observei atentamente notando que o menino deveria ter entre seus 9 ou 10 anos e ao contrário da sua mãe ele tinha cabelos castanhos. - Aquele é o Theo. - ela murmurou observando a cena comigo, assim que eles entraram em casa voltei a olhá-la. - Este é o nome que o Charlie recebeu ao ser adotado pela Sophia Hastings, eu acompanhei seu processo de adoção a distância, queria garantir que o seu filho encontrou um bom lar, e ele achou. - olhei novamente para a casa que agora tinhas algumas luzes acesas completamente perplexa. - Sophia Hastings? - murmurei tendo certeza de que já havia ouvido aquele nome anteriormente o calafrio que percorreu minha espinha ao vê-la me garantia que sim, e como um estalo eu me lembrei quem era ela. Eu jamais poderia esquecer a pessoa que transformou minha adolescência num inferno, ela era sempre pervesa sem motivos e implicava somente comigo, e agora estava dividindo o teto com o meu filho? Desde quando isso é a definição de um bom lar? - Ele está seguro e feliz com uma mãe que o ama e cuida bem dele, agora que sabe disso você já pode seguir em frente. - sequer ouvi o que a Alison estava dizendo mas concordei com a cabeça, estava mais focada em pensar como aquilo havia acontecido. Mais do que tudo eu precisava recuperar a guarda do meu filho e o tirar do covil daquela cobra, nem que para isso eu tivesse que tentar de tudo. - No que está pensando maninha? - as palavras da Alison me despertaram dos meus pensamentos, sorri negando com a cabeça a convencendo de que não era nada. Mas, em minha mente nascia o plano perfeito. Alison dirigiu de volta e assim que chegamos dispensei o jantar mesmo parecendo saboroso e me tranquei no quarto com o seu notebook que eu havia pedido emprestado, para colocar meu plano em ação eu precisava saber exatamente tudo sobre a vida da Sophia e assim que eu descobrisse seus pontos fracos eu poderia mostrar a todos como ela era inapta para cuidar do Charlie e isso não seria muito difícil a julgar sua personalidade e caráter horríveis no colegial. Joguei seu nome no google e com um caderno e uma caneta do lado me preparei para anotar tudo o que fosse importante. Bom, ela era policial, sorri anotando aquilo, uma profissão perigosa que poderia facilmente trazer riscos a segurança da criança, ela era mãe solteira, me poupava o trabalho de investigar um provável marido, a julgar pelas fotos talvez seu cabelo fosse tingido e não naturalmente vermelho, isso não é um ponto fraco mas aumentava minha base de que ela era uma falsa, nem a cor do seu cabelo era real. Tentei acessar suas redes sociais mas, para o meu azar, eram privadas, bufei alto consternada, com tão poucas informações eu não chegaria a lugar nenhum, eu precisava buscar isso de uma outra forma. - Nem se eu fosse sua melhor amiga conseguiria... - murmurei para mim mesma deitando na cama sentindo-me cansada. - É isso! - me sentei bruscamente novamente pegando o caderno para olhar o que havia anotado. Eu precisava ser amiga dela, me infiltrar na sua vida do modo mais sorrateiro possível para destrui-la sem que essa estúpida sequer note. Prepare-se Sophia, você ganhará uma amiga que nunca irá esquecer.

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