Não dormi. A cabeça latejava, o corpo pesava e a alma parecia em ruínas. A cada vez que fechava os olhos, via meu pai mentindo… ou Leonardo dizendo a verdade. E isso doía mais do que qualquer ferida. Passei a madrugada andando pelo quarto, sem rumo. Quando o sol começou a nascer, eu ainda estava acordada, encarando a parede como se ela tivesse respostas. Mas tudo o que encontrei foi o mesmo silêncio. No andar de baixo, ouvi o som de passos. Respirei fundo e desci. Leonardo estava sentado na sala, com uma xícara de café nas mãos. Camisa cinza, cabelo bagunçado, olhar distante. Um homem que parecia pronto pra comandar o mundo… e ao mesmo tempo, prestes a desabar. — Está cedo — murmurei. — Nunca é cedo pra quem não dorme. — Então estamos empatados. Ele olhou pra mim. O olhar d

