Savana estava de volta para visitar Helena. Assim que soube da invasão à propriedade do tio, não pensou duas vezes. Imaginou que Helena não estaria nada bem, e ao entrar naquele quarto, teve a confirmação dolorosa de seu palpite. A amiga estava sentada na beira da cama com o olhar perdido, ombros caídos e uma aura de exaustão tão forte que parecia palpável. Conseguia sentir dentro de si a dor que afetava o coração de Helena. — Você está um caco, garota… o que houve com você? — Savana se aproximou devagar, seus olhos arregalados em preocupação real. Nunca tinha visto Helena naquele estado, nem sequer na época em que ela chegara àquela casa com o peito carregando tantos medos e memórias bagunçadas. Helena levantou o olhar com dificuldade, como se até isso exigisse um grande esforço da sua

