Depois de deixar o quarto de Helena, Dante caminhou lentamente pelo corredor silencioso da mansão. O peso do que havia descoberto naquela noite o acompanhou como uma sombra densa, infiltrando-se em cada pensamento, cada passo, cada respiração. O mundo ao redor parecia abafado, distante, como se a realidade tivesse perdido o eixo. Ele conhecia bem a sensação de ter controle sobre tudo, de compreender cada movimento do tabuleiro, mas agora estava atônito diante de peças que ele sequer sabia que existiam. Frente a situações das quais não sabia como reagir. Chegou ao escritório e fechou a porta atrás de si. Ficou parado por alguns segundos, encarando o vazio, tentando organizar a confusão em sua mente. As revelações de Augusto ecoavam em seus ouvidos como facas arranhando metal. Não era apena

