Em seu quarto, Helena olhava o próprio reflexo no espelho. A mulher que via era tão diferente da garotinha assustada que havia chegado ali. O medo havia deixado rastros, mas, agora, havia algo novo em seu olhar, força, talvez, ou apenas a tentativa de parecer forte para si mesma é para o mundo. O vestido preto longo, com uma f***a lateral revelando parte de sua perna, abraçava suas curvas de forma provocante. Era uma peça que gritava poder, mas, para Helena, parecia apenas um lembrete de que nada daquilo era realmente seu. Ainda sentia que estava se inserindo em um mundo que não pertencia a ela, um universo de riqueza e perigos, onde os olhares eram lâminas afiadas e as palavras, veneno disfarçado de cortesia. Devia fugir. Sabia que devia. Mas não queria. Seus olhos, refletidos no espel

