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855 Words
Sophia O que Saimon fez comigo foi c***l, muito c***l. Ele não deveria ter me feito sofrer tanto assim, mas ele conseguiu. Ele me convenceu de que eu merecia isso, que eu era a culpada, e que, no fundo, ele me amava e não queria me machucar. Era difícil acreditar em qualquer palavra que saía da boca dele, mas eu não conseguia fugir daquela teia que ele tinha armado em minha mente. Não se passaram nem 30 dias desde que dei à luz a um bebê morto, e a dor física ainda me marcava, mas a dor emocional era bem mais profunda. Saimon me deu um tempo para descansar, mas logo voltou a me torturar psicologicamente, fazendo-me estudar todos os passos da minha próxima vítima, Frederico. E, mais uma vez, ele se mostrou violento, me dando tapas e socos no rosto, enquanto passava uma faca fria pelo meu braço, rasgando a minha roupa. — Boa sorte — ele disse, me olhando com um sorriso vazio. Eu estava perto da sede da máfia australiana, sabia que Frederico sempre passava por uma estrada de terra para chegar até lá. A região era isolada, cercada por mata fechada, e ninguém passava por ali com frequência. Saimon me informou que Frederico estava chegando, e eu, mesmo machucada e com os olhos roxos, corri até a estrada. Meus braços sangravam, e a dor em meu corpo não me permitia pensar claramente. Quando vi o carro de Frederico se aproximando, me joguei na frente dele, quase sendo atropelada. — Por favor, não me machuca — eu implorei, rastejando pelo chão enquanto ele saía do carro, com a arma em mãos, me encarando com um olhar desconfiado. Nesse momento, meu medo de ser baleada era palpável. — Por favor, chama a polícia. Me ajuda. Ele me olhou com desconfiança e fez a pergunta que eu temia: — Quem é você e o que faz aqui? Eu me arrastei até ele, tentando parecer o mais desesperada possível. — Fui assaltada, eles me trouxeram para essa mata. Consegui fugir. Eles estão vindo. — As lágrimas escorriam pelo meu rosto. — Por favor, me ajuda. Tentaram me estuprar e, se me encontrarem, vão me matar. Ele olhou para os lados, avaliando a situação, e eu o encarei com uma mistura de medo e esperança. — Como é seu nome? — ele perguntou, ainda desconfiado. — Sophia — eu respondi, com a voz trêmula. — Você foi sequestrada? — ele insistiu. — Sim... Eu parei meu carro na estrada para atender o telefone, e dois homens armados entraram no carro e me trouxeram para cá. Eu não sei quanto tempo corri, só sei que tive tanto medo que não pensei em mais nada. Eu me encolhi, tentando me proteger, enquanto ele me observava, os olhos fixos em meu corpo machucado. Eu sabia que ele estava desconfiado, ainda mais com a arma em suas mãos. — Eu não quero incomodar você — disse, sentindo a adrenalina subir. — Eu posso sair daqui a pé, posso ir até um hospital. — O seu carro é uma Mercedes azul com placa xxm3456? — ele perguntou de repente. — Sim — respondi, surpresa. — Como você sabe? — Não se preocupa, os dois homens fugiram — ele respondeu, sem tirar os olhos de mim. — Deixaram seu carro pegando fogo no meio da mata. — Meu carro? Pegando fogo? — Perguntei, incrédula. — Meu Deus, eu demorei anos para comprá-lo e ainda estou pagando! — Você deveria estar feliz por estar viva — ele respondeu friamente. Eu travei, meu corpo congelou de medo. — Você não vai me matar, vai? — perguntei, quase sem fôlego. — Deveria — ele disse, com um sorriso c***l, e eu senti um calafrio percorrer minha espinha. Quando percebi, ele estava me levando para dentro da sede da máfia australiana. Eu olhei ao redor, vendo os homens armados, e meu medo aumentou. Saimon tinha feito algo muito arriscado, e eu não entendia como ele se metia com esse tipo de gente. Ele parou o carro e se dirigiu até uma mulher que estava no degrau da entrada. Voltou para o carro e disse, com firmeza: — Sophia, desce. — Como você sabe meu nome? — perguntei, ainda sem entender o que estava acontecendo. — Você me disse — ele respondeu, impassível. Eu desci do carro, sentindo o pavor tomar conta de mim enquanto olhava para aquele lugar, completamente diferente de tudo o que já tinha visto. Era uma fortaleza, com homens armados por todos os lados. — Esta é Maria, ela vai te levar para cuidar dos seus machucados — ele disse. Eu ainda não sabia o que pensar. Tentei entender o que estava acontecendo, mas meu corpo estava fraco e minha mente cheia de dúvidas. — Se você vai cuidar dos meus machucados, então você não vai me matar, certo? — eu perguntei, tentando entender a lógica. — Não, você não vai morrer — ele respondeu, com um sorriso enigmático. — Está machucada, precisa de cuidados médicos. Depois, te deixo em casa. Eu o encarei, sem saber o que pensar. Tudo parecia tão confuso.
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