CAPÍTULO 2

1579 Words
Pablo tem uma tatuagem gigantesca. Observando-o, percebo que ele e seu irmão são totalmente diferentes. Caio tem um carro esportivo vermelho, ele é ousado e egocêntrico. Ele se alegra com a atenção das meninas e se sente um vencedor na vida. Ainda não consigo definir Pablo. É estranho. Reservado. Silencioso. Mas há tanta coisa em seus olhos. A tua oferta preocupa-me, mas não tenho muitas opções. Você provavelmente terá que aceitar. —Você e meu rrmão já ficavam? — pergunta quando nos sentamos no carro. Tudo aqui é impecável, brilha e cheira a Caio. Ao seu perfume. — Não, só transamos apenas. — Eu respondo imediatamente. — Então por que você está grávida? — ele pergunta. — Porque as pessoas transam ou acha que Jesus, me deu esse filho igual o que fez com Maria? — digo, olhando para minhas mãos—.Sei que fui um tola, mas acreditei nele. Com ele foi só uma vez, e depois me deixou. — Estou surpreso que Caio tenha concordado em ajudar você — diz Pablo, franzindo a testa— Nobreza não é seu estilo. — Caio, não queria que soubessem que a criança é dele — eu explico— É por isso que ele prometeu ajudar com as despesas da minha educação. Esse foi o nosso acordo. Pablo acena com a cabeça. O silêncio desconfortável cai entre nós novamente. Não sei o que dizer ou se devo dizer alguma coisa. É claro que Pablo está refletindo sobre tudo, e eu também deveria. Afinal, este é um grande passo. Não conheço o homem que quer se casar comigo. Talvez eu devesse perguntar alguma coisa. — Eu não sabia que Caio, tinha um irmão. Ele nunca falou de você — eu me corrijo rapidamente. — Não temos o melhor relacionamento — explica— Vemos a vida de forma diferente. Prioridades diferentes. Uma grande diferença de idade. Morei na França por muito tempo. Eu trabalhei lá. Agora estou de volta para dirigir a empresa do meu avô. Uau, parece que Pablo realmente não se parece em nada com Caio. O mais jovem Vellar só pensa em gastar dinheiro, enquanto Pablo pensa em como ganhá-lo. — Ainda assim, não entendo por que você se importa com tudo isso — digo, olhando para o lindo perfil dele— Essa é uma criança que não é sua. — E daí? — pergunta calmamente — Considere-me um homem nobre que não quer deixá-la sozinha com seus problemas. Em troca, você deve fingir ser uma garota apaixonada por mim. É simples. Talvez seja simples para ele, mas não para mim. Tenho certeza de que Caio ficará surpreso e chateado com essa reviravolta. Mesmo que você não queira admitir esse filho, onde está a garantia de que você permitirá que seu irmão o crie? — Você pensa demais, menina — ele acrescenta— Mas já que você pensa tanto, faça na direção certa. Agora, qual é a coisa mais importante? Exatamente! Sua educação e seu filho. Posso resolver todos os seus problemas. Caio não consegue fazer isso. Pablo tem razão, a sua proposta é muito tentadora. Mas não posso. Algo me impede. Ainda espero que Caio volte. — Obrigado por me trazer, meu nome e Maitê — Eu digo quando o carro para em frente a réplubica — Tudo bem? Tem tempo? — Pablo pergunta. — Sim —assento. Ainda tenho dez minutos. — Ótimo. Então esperarei sua decisão, Maitê Eu não respondo nada. Eu simplesmente não sei o que dizer. Saio do carro e vou sem olhar para trás. Há tantos pensamentos em minha mente agora. Além disso, minha filhinha me lembra urgentemente de sua presença. Preciso pensar nela. É a coisa mais importante. Se Caio não se comunicar amanhã, terei que aceitar a proposta do irmão dele. E pensarei nas consequências mais tarde. — Onde você estava, Maitê? — pergunta minha parceira e amiga Dalila assim que entro na réplubica — Procurou por Caio — Eu respondo e sento na minha cama. — E como foi? — pergunta impaciente. — Não o encontrei, mas conheci seu irmão mais velho. — Caio, tem um irmão mais velho? —Dalila está tão surpresa quanto eu— E? Você contou a ele sobre você? Respiro fundo antes de começar a contar a ela. Quanto mais falo, maiores ficam os olhos de minha amiga. Eu entendo. Ninguém esperava essa reviravolta. — Você deve aceitar! —Dalila diz animadamente, e eu olho para ela surpresa. — Diga, eu não o conheço — eu respondo. — E daí? — dá de ombros— Conheceu Caio, apaixonou por ele e dormiu com ele. E o que aconteceu? Engravidou e ele te deixou na primeira oportunidade! Seu irmão mais velho, que parece mais sensato, não seria melhor? Eu sei que Dalila se importa comigo. Assim como eu, ela está preocupada com meu futuro. Mas tudo isso me assusta muito. Tenho medo de tomar a decisão errada. — Amanhã é o último dia para pagar — eu digo— Se Caio não voltar, aceitarei a oferta de Pablo. — Eu gostaria que ele não voltasse —Dalila diz com desdém — Eu já gosto deste Pablo. Ele é bonito pelo menos? — Muito — Eu respondo, lembrando-me imediatamente da imagem dele. Ao lado dele, sinto-me como um rato. Mas acho que juntos poderíamos ficar bem. Pare! Estou indo rápido demais. Esperemos que Caio volte e não precise aceitar essa oferta estranha. Mas não sou estúpida e tenho certeza de que Caio realmente não se importa comigo. Eu sabia que tinha que pagar a mensalidade, mas ele não me deixou um centavo. É melhor não esperar por um milagre? Na manhã seguinte, vou para a aula com Dilila. Os fins de semana estão se aproximando e haverá uma oportunidade de descansar um pouco. No entanto, agora meus pensamentos estão focados no dinheiro que preciso depositar. Dalila me pertubou a manhã toda, continua insistindo que tenho que ficar com esse Pablo.. Ela quer que eu aceite a proposta dele, mas ainda não sei. Sinto algo que me impede de dar esse passo. Talvez seja medo; medo de cometer outro erro fatal. E se isso acontecer, o que farei a seguir? Durante o intervalo entre as aulas, o tutor me liga. Sei porque é que é e penso rapidamente no que lhe vou dizer. — Maitê, você não pagou a mensalidade — diz Sr. Eduardo— Está com algum problema? — Não, está tudo bem — eu respondo— Hoje vou acertar tudo. — Você tem certeza? Se você precisar de ajuda... — Nada é necessário. Obrigado — Eu lhe asseguro. Para ser sincero, não sei quando aprendi a mentir tão bem. Sempre fui uma boa menina, e agora isso. Desde o internato aprendi sozinha que ninguém se importa com meus problemas e que devo resolvê-los sozinho. Foi assim aqui também. Consegui entrar na universidade com que sonhava, mas tive que escolher a educação remunerada porque só me aceitavam de graça na escola. Não havia lugares aqui. No primeiro ano o internato me ajudou parcialmente. Estudei e trabalhei. Depois consegui pagar sozinho. Mas desde que descobri que estava grávida, tudo foi desperdiçado. Não posso mais trabalhar e o nascimento da minha filha está se aproximando. Como vou mantê-lo? Talvez eu devesse aceitar a proposta de Pablo. Pensando bem, é minha única saída. Caio não vai me manter para sempre e preciso de alguma certeza no futuro. —Você vai aceitar? —Dalila pergunta alegremente quando eu digo a ela o que tenho pensado. — Acho que sim. — É a decisão certa, querida — minha amiga me abraça — Tenho certeza de que conhecer aquele homem não foi coincidência. Foi o destino que os uniu. — Dalila, você lê muitos romances — eu rio— Isso não acontece na vida real. — Você realmente acha isso? —zomba— Vai ver que tenho razão! Vai ser feliz, mas não com o Caio, mas com o irmão dele. Acho que não. Nem estou à procura da felicidade. O importante é que eu cuido da minha filha e vou suportar tudo. Quando as aulas terminam, reúno forças e disco rapidamente o número de Pablo, antes de me arrepender. Ele atende o primeiro toque, como se estivesse esperando minha ligação. Ou talvez não o meu... — Pablo Vellar! — Sua voz soa alta ao telefone, e um arrepio de medo percorre meu corpo. —E Maitê — Eu digo, esquecendo completamente de dizer olá. — Eu ouço você — a voz dele muda um pouco e suaviza— Já decidiu alguma coisa? — Eu aceito! —Eu cuspo de repente. — Muito bem — parece que ele está sorrindo— Onde está agora? Vou mandar um carro para te buscar. — Posso ir sozinha. Diga-me... em vez disso, diga-me onde — eu respondo nervosamente. —Vamos chegar a um acordo a partir de agora — Plabo não esconde sua irritação — Você vai me obedecer, ok? Perfeito! Não gosto mais disso. — Ok —Eu digo baixinho— Estou na faculdade agora. — Meu motorista estará lá em vinte minutos. Espere, ok? — pergunte. — Sim — dou um suspiro de alívio. — Perfeito. Até lá, Dalilia! Me dispeço de minha melhor amiga, Dalila! Confesso que estou impaciente, porém acredito ser a coisa certa. Mas se este Pablo pensa que vou ser uma fantoche obediente estará engano. Isso não vai acontecer! E quando eu chegar ao lado dele, conversaremos sobre isso. ‍ ‍
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