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Lina: Entre o Amor e a Morte

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Blurb

Lina, uma mulher presa num casamento tóxico e marcado pela violência doméstica, encontra um vislumbre de esperança quando conhece Vitto, o seu enigmático vizinho. Em meio às sombras de sua realidade opressiva, os dois iniciam uma intensa e clandestina relação amorosa. Quando Henrique, o marido abusivo de Lina, morre em circunstâncias suspeitas, a polícia rapidamente aponta para ela como a principal suspeita.

Enquanto a investigação avança, Lina continua a se encontrar com Vitto, descobrindo aos poucos a verdadeira identidade dele: um mercenário com um passado sombrio. Envolvida numa rede de mentiras e segredos, Lina enfrenta um dilema angustiante. Poderá ela confiar em Vitto, mesmo sabendo de seu perigoso histórico? Estará ela realmente segura ao seu lado ou apenas trocou uma prisão por outra?

Neste romance eletrizante, Lina navega por um turbilhão de emoções e perigo, tentando encontrar seu próprio caminho em meio à escuridão. A história mergulha nos abismos da desconfiança e da paixão, levantando a questão: até onde se pode ir em busca da liberdade e do amor verdadeiro?

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Passos vacilantes...
Na vizinhança a chamavam de Lina, em seus documentos o nome comprido como o seu destino, nunca a agradou. Angelina estava apenas de camisola, as gotas de chuva caiam pesadas sobre o seu rosto e as lágrimas se misturavam ao sangue deixando um gosto penoso em seu paladar. Os pés descalços caminhavam vacilantes pisando as poças que se formavam. Ela viu o farol de um carro, teve esperança de conseguir ajuda, acenou com as mãos, a roupa, que antes era branca agora tinha ganhado um tom rosado do sangue que se diluiu com a água da chuva. - VAI PRA CASA SUA LOUCA! Loucα... putα... desequilibrada... vagabundα... bruxα Eram tantos nomes diferentes que Henrique costumava usar com ela, tantas formas de chamá-la e depois de acariciar o seu rosto, implorar perdão, jurar que tinha se descontrolado, que não faria de novo. Continuou o quanto conseguiu, mas assim que chegou à porta da delegacia, ficou ali... parada, molhada, humilhada... Como tantas outras vezes ela não entrou, não sabia o que dizer. Já tinha ensaiado, em sua mente parecia perfeito, mas a voz de Henrique em sua mente parecia ecoar como os trovões daquela tempestade. - Vai ser pior, juro que te mato, vou ser afastado da polícia, mas te mato. Lina sabia que era verdade, os anos casada com Henrique tinham ensinado muitas coisas, não apenas a fazer maquiagens e disfarçar hematomas, ela não era a única. Ruth teve um destino realmente pior, o marido tinha várias amantes, mas não queria se separar, a violência foi só o começo, quando ela decidiu ir embora ele passou com a viatura em cima dela e do filho de dois anos. Ruth e Pedrinho, como chamavam o bebê receberam em seus velórios a presença de vários policiais e das famílias. Afonso, o marido, foi afastado, alegou problemas psiquiátricos devido à pressão da profissão e voltou a trabalhar seis meses depois em serviços administrativos. Lina tinha um discurso, quis contar, pedir ajuda, mas ali... naquela delegacia encontraria os amigos de Henrique, homens que frequentavam a sua casa nos churrascos. Abaixou a cabeça e voltou, antes de chegar em casa o carro do marido parou ao seu lado. - Entra, Lina! A voz de Henrique era assustadora, mas naquele momento parecia calma, como se o monstro que esteve sobre ela há poucas horas já não estivesse mais lá. - Eu vou para casa da Val, chega Henrique! - Vamos conversar, entra, está chovendo. - Não vou entrar! - ENTRA LOGO! PORR@ Ela tentou correr quando o viu descer do carro, mas a dor que sentia nas costelas a fizeram perder o ar, foi puxada e jogada dentro do carro. O dedo apontado em seu rosto dizia que não era o momento de tentar escapar. - Se descer desse carro eu quebro a sua cara! Lina ficou, voltaram para a casa que dividiam em um bairro simples, mas confortável. Quando a mulher desceu do carro se abaixou pegando as coisas que Henrique tinha jogado no quintal, roupas, celular, computador, maquiagens... Tudo destruído, assim como o amor que um dia acreditou ser perfeito. Não teve tempo de recolher os cacos do próprio coração, assim como não terminou de pegar as próprias coisas, foi arrastada para dentro pelos cabelos e arremessada no hall de madeira que refletia o rosto marcado pela violência. Do outro lado da rua, a sombra de um homem segurando um cigarro assistia a sua dor, inerte, parecendo tão impotente quanto Lina em frente aquela delegacia. Lina conheceu Henrique há oito anos, estava em um bar com algumas amigas. Trabalhava em um escritório próximo a Av. Teodoro Sampaio e todas as sextas-feiras iam para esse barzinho. Um lugar simples, mas aconchegante, com karaokê, cerveja gelada e bom atendimento.

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