?Ellie:
—Oi mãe.—Aceno para a bela mulher que me olha emocionada.—Não chore, ou vou acabar chorando também.
—É impossível. Você está tão diferente meu bebê.—Limpa o canto do olho.—Tão linda, parece tão mais mulher. Nem parece a bebê que saiu do ninho semanas atrás.
—Ah mãe. Tantas coisas aconteceram desde que eu saí de casa.—Suspiro. Pela minha cabeça, se passam todos os acontecimentos dos últimos tempos. Passei por um tantinho de coisa.—Como vocês estão? Papai continua se matando de tanto trabalhar?
—Está tudo bem por aqui. E seu pai continua o mesmo teimoso de sempre. Eu tive que o obrigar a parar de trabalhar um pouco, reduzir a carga horária. Mas você sabe como ele é. —Ela sorri. O amor que sente pelo meu pai é nítido.—O dinheiro que você nos mandou, nos ajudou muito. Além das dívidas essenciais que diminuíram drasticamente.
—Quero que vocês vivam o mais confortável possível.
—Acabei esquecendo de te dizer nas nossas últimas trocas de mensagens. Seu pai ganhou uma bonificação no trabalho, algo relacionado ao funcionário do mês. Ganhou um ano de cheques mensais no valor de 1200 dólares. Esse valor deve ser usado para alimentação e combustível. —Ela sorri.
—Sério mãe? Que boa notícia.—Sorrio, e na sequência ergo o olhar e vejo meu querido namorado sentado na poltrona, enquanto fuma um cigarro. Os cabelos molhados, o peitoral a mostra, ainda molhado pelo banho recente. Ele está me provocando desde cedo.—Gostaria de fazer um convite a vocês dois.
—Não me diga que eu vou ser vovó.—Minha mãe coloca a mão na boca, mas está claro que ela parece bem feliz com a possibilidade.—Ellie, você está grávida?
—Não mãe, eu não estou grávida.—Digo bem rápido. Ouço uma risada vinda do Jack.—É sobre outra coisa.
—Oh, que pena. Eu queria um netinho ou uma netinha.—Faz uma cara triste e eu seguro a vontade de rir.—Mas o que seria então?
—Queria que vocês dois viessem passar um tempinho comigo em Oklahoma. O que me diz?
—Nossa, eu não esperava que fosse isso.—Ela arregala levemente os olhos.
—Diga que vem mãe, e que vai convencer o papai a vim também.—Faço uma cara de pidona.—Estou morrendo de saudades de vocês. Serão só alguns dias. E quem sabe vocês não gostem daqui e fiquem mais tempo.
—Sabe que não quero ir embora de Otawa.
—Mãe, temos que respirar novos ares. Vocês só irão passear. Por favor. Convence o papai a vim.
—Ellie, eu não sei. Seu pai é um cabeça dura, se ele disser que não vai, sabe que ninguém o convence do contrário.
—Eu sei. Mas é só por pouco tempo. Eu também não ficarei para sempre aqui, voltarei para casa.—Quando termino de falar, Jack se levanta e n**a com a cabeça diversas vezes.
—Pensei que gostasse de morar aí.
—Mas eu gosto. Só não sei se ficarei aqui para sempre.—Para sempre é bastante tempo.
—Virá embora e irá deixar seu namorado aí? A tantos quilômetros de distância?
—É um outro assunto, complicado, que eu prefiro ainda não contar.—Vejo Jack faz sinal para que eu finalize a chamada. Finjo que nem estou vendo, e continuo falando com a minha mãe.—Por enquanto, só quero que vocês dois me visitem. Precisam conhecer o Jack.
—O tão famoso Jack. Ele deve ser um homem bem bonito, para despertar seu interesse assim. Lembro quando você tinha umas fotos colados nas paredes do quarto, de homens elegantes, enigmáticos.—Ela diz. Sei que minhas bochechas ficaram vermelhas agora.—Você poderia mostrar ele durante as nossas chamadas. Isso se ele não estiver trabalhando agora é claro.
—Você irão se conhecer. E ele é realmente um homem bem bonito. Oriental mãe.
—Oriental? Carinha fofa e olhos quase fechados? —Sorrio.
—Olhos fechadinhos, cabelos lisos e pretos. Mas longe de ser fofo.—Jack sorri mais uma vez, dessa vez.—O verá pessoalmente mãe, se aceitar passar uns dias em Oklahoma.
—Que injusto Ellie. Eu queria ver o meu genro logo. Evitar surpresas.
—Aceitará?—Grande será o efeito surpresa. Ela espera um oriental fofo que eu sei. Jack passa longe de ser fofo. As tatuagens, o olhar e o modo de agir, já dizem muito.
—Vou pensar.
—Pensa com muito carinho.
—Se seu pai aceitar, nós iremos.—Faço uma breve comemoração. Estou morrendo de saudades dos dois.—Compraremos as passagens e informamos você.
—Ótimo mãe. Os buscarei no aeroporto.—Antes que ela possa falar, ouço um barulho e na sequência um grito vindo do meu pai.
—Parece que seu pai quer colocar fogo na casa. Vou ir ao socorro daquele velho.—Nós duas rimos.—Até mais filha. Amo você.
—Até mais mamãe. Te amo.—Aceno e ela também. Finalizamos a chamada.
—Quando pensou em falar que desejava voltar para Otawa?—A voz dele não é de alguém calmo e paciente.
—Eu iria contar. Aqui não é a minha casa Jack, você sabe disso. Vim para Oklahoma passar somente alguns meses, mas não foi algo definitivo.
—Seu lugar é ao meu lado, já disse isso várias vezes. Você não irá a lugar nenhum sem mim, está me ouvindo?—Para na minha frente e segura meu queixo.—Minha mulher fica, onde eu estiver.
—Vai me amarrar na cama e tomar meus documentos?
—Não seria uma má ideia. —Tenta colocar o polegar dentro da minha boca.—Mas não vou te manter em cárcere privado aqui dentro. Você vai ficar, mas por livre e espontânea vontade. Estará presa a mim para sempre.
—O que você anda planejando?—Estreito os olhos.
—Nada bonequinha. O que eu poderia estar planejando?—Vai descendo a mão, até segurar meu pescoço com firmeza, me deixando sem ar por alguns segundos. Amo quando ele faz ainda, ainda mais quando está por cima de mim na cama. —Estou morrendo de saudades de f***r você. Já está melhor, deveria começar a abrir as pernas para mim agora.
Fiquei doente por uma semana e alguns dias. Tive febre, um leve resfriado e algumas dores de cabeça. Nesse tempo, não tinha disposição nenhuma para t*****r e Jack entendeu isso.
Cuidou de mim, como se eu fosse uma criança teimosa. Me obrigava a comer a tomar não sei quantos remédios. Dias de luta. Agora, estou 80% melhor, só tomando alguns remédios periódicos para possíveis dores de cabeça e dor de garganta. Remédio esses que foram receitados por um clínico, já que ele me levou quase a força para um hospital.
—Tenho que comer alguma coisa, amor.—Digo e ele aperta meu pescoço mais uma vez.—Não posso fazer greve de fome, ou irei sumir perante seus olhos.
—Continua gostosa.—Dá de ombros. Acabei emagrecendo alguns quilos, e agora me sinto como um palito.
—E você, mamando, sugou minhas energias ainda mais.—Acuso.—Vou entrar numa garrafa daqui uns dias.
—Não exagere. Você está ainda mais gostosa, com um encaixe perfeito para o meu pau.—Depravado como sempre.—Terá uma hora no máximo para comer, e depois iremos ficar horas aqui nessa cama, matando a saudades um do outro.
—Como você é mandão.—Faço careta.
—Irei usar ao menos metade das camisinhas que eu comprei.—Arregalo os olhos, quase que horrorizada.—O que foi? Surpresa, bonequinha?
—É meio impossível isso acontecer. Vai convidar mais alguém para usar também?
—Nunca.—Sem nenhum carinho, me pega no colo e me joga sobre a cama, montando sobre mim. Me sinto até uma boneca de pano.—Nunca ninguém ficará entre nós, ainda mais algum filho da p**a para tocar no que é meu.
—Jack...
—Calada.—Ergue uma das minhas coxas, fazendo minha camisola subir. Sinto um tapa na coxa, seguido de um aperto forte. O lugar fica latejando.—Quer t*****r comigo e mais alguém, bonequinha?
—Não foi isso que eu quis dizer.
—Mas foi exatamente assim que eu entendi.—Seguro meu pescoço, deixando o rosto bem próximo do meu. Consigo sentir a respiração que vem dele.—Eu mato qualquer um que ousar pensar em você nua, me ouviu bem? Qualquer filho da p**a que te tocar, será morto por mim mesmo. Você é minha. Só minha. De corpo e alma.
Antes que eu possa falar mais alguma coisa, ele me beija. Forte e duro. Parecendo me punir. Tento e a custo consigo acompanhar o ritmo do beijo. Ele continua com a mão no meu pescoço. Minhas pernas estão ao redor da sua cintura, meus s***s pressionados, quase que vazando o leite.
—Gostosa.—Lambe o meu pescoço, mordendo levemente a veia pulsante.—Minha p*****a safada.
Com um sorriso de puro perigo, volta a me beijar, agora esfregando a ereção entre as minhas pernas.