CAPÍTULO 119 CAROL NARRANDO A tarde passou voando e ao mesmo tempo parecia não andar. Eu e a Cris ficamos ali, na cozinha dela, entre brigadeiro, conversa e silêncio. O sol já tinha virado, e quando percebi, o céu tava começando a escurecer pela janela. As luzes das casas no morro iam acendendo uma por uma, como se o lugar respirasse junto com a gente. Eu ainda tava sentada, mexendo a colher no restinho do doce, quando o celular vibrou em cima da mesa. Olhei a tela e meu coração disparou: Dante. Atendi rápido, tentando disfarçar a ansiedade. — Oi… A voz dele veio firme, grave como sempre, mas carregada de algo que eu não conseguia decifrar. — Onde tu tá, pequena? Olhei pra Cris, que tava recolhendo as coisas na pia, e respondi: — Tô aqui na casa da Cris… — falei baixo. — A gente f

