CAPÍTULO 120 DANTE NARRANDO Depois daquele beijo, fiquei um tempo só olhando pra pequena no meu colo. O rosto corado, o olhar brilhando, ainda com o gosto da minha boca. Eu juro que tentei segurar, mas não tinha como: ela me desmontava toda vez. Apertei a cintura dela com força, respirei fundo e encostei a testa na dela de novo. — Tu não faz ideia do que significa pra mim ter tu aqui, pequena. — falei, a voz rouca, mas sincera. Ela sorriu tímida, mordendo o canto da boca, e se ajeitou no meu colo como se fosse o lugar dela no mundo. E era..Mas por dentro… por dentro eu tava um caos. A imagem do moleque não saía da minha cabeça. O jeito dele me encarar, o olhar firme mesmo fraco, pálido… parecia eu, caralhø. Parecia eu com quinze anos, só que sem o peso das cicatrizes. E isso me arrebe

