CAPÍTULO 72 CAROL NARRANDO Assim que a gente empurrou a porta de vidro, o barulho de secador, vozes e gargalhadas tomou conta dos ouvidos. O cheiro forte de progressiva misturado com esmalte aberto preencheu o ar. O salão tava lotado, várias mulheres sentadas em frente ao espelho, outras esperando, mas mesmo assim a dona — uma morena alta, de jaleco branco e sorriso aberto — levantou da cadeira e veio direto na nossa direção. — Você que é a Carol? — ela perguntou, olhando pra mim como se já soubesse a resposta. Assenti meio sem jeito, e a Cris já riu do meu lado, animada. — A própria! — ela disse, me cutucando no braço. A dona abriu um sorriso largo, quase cúmplice. — Pois então, senta tranquila. Já tá tudo certo. — falou, apontando duas cadeiras na frente de um espelho grande. — O

