CAPÍTULO 62 CAROL NARRANDO Subi mais um pedaço da rua, o sol já começava a cair, deixando o céu com aquele tom alaranjado que pintava o morro de outro jeito. Foi quando passei em frente à padaria. A porta ainda aberta deixava escapar o cheiro de pão quentinho, misturado com o barulho de alguém limpando as bandejas lá dentro. Na calçada, ajeitando a bolsa no ombro, estava a Cris. Tinha acabado de sair do trampo — dava pra ver pelo uniforme simples, a touquinha ainda presa no cabelo e o jeito cansado, mas sorridente. — Olha só quem eu encontro! — ela disse assim que me viu, abrindo um sorriso largo. Sorri de volta, feliz em ver ela. — Cris! — abracei rápido. — Acabou de sair, né? — Graças a Deus! — ela riu, revirando os olhos. — Meu horário acabou agora, se eu ficasse mais um minuto a

