CAPÍTULO 61 DANTE NARRANDO A pequena ficou ali, de frente pra mim, batendo de frente com aquele olhar que queimava. E eu… eu sentia o sangue ferver. Não era só raiva, não era só ciúme. Era um misto de tudo, mano. Uma porrä de coisa que nem eu sabia explicar. Ela solta aquela: – Eu não sou tua. Na hora, meu maxilar travou. O peito subiu e desceu rápido, e se fosse qualquer outra pessoa me peitando daquele jeito, já tinha caído no chão sem dente. Mas com ela era diferente. Sempre foi. — Tu fala isso, Carol… mas tua vida tá na minha mão e tu sabe. — soltei, a voz baixa, carregada. Ela respirou fundo, firme, como se quisesse me desafiar mais ainda. — Eu não pedi tua proteção, Dante. — respondeu. — Não pedi nada disso. Soltei uma risada seca, sarcástica, passando a mão no rosto pra se

