CAPÍTULO 187 DANIEL NARRANDO Acordei pesado, o corpo todo mole, e quando olhei pro celular já era quase meio-dia. Me espreguicei na cama, esfreguei os olhos e a primeira coisa que pensei foi: cadê minha mãe? Levantei devagar, andei pelo quarto e depois pela casa chamando baixo: — Mãe? Nada. Silêncio. A cozinha vazia, a sala igual, e o quarto dela com a cama arrumada. Estranhei. Peguei o celular, disquei o número dela. Chamou, chamou… e nada de atender. — Que merdä… — resmunguei, jogando o aparelho na mesa. Resolvi tomar um banho pra ver se clareava as ideias. A água gelada bateu no corpo, arrepiou a pele e me fez despertar de vez. Fiquei um tempo ali, deixando a cabeça esvaziar, tentando não pensar muito, mas no fundo a preocupação não saía. Saí do banho, botei uma cueca e uma berm

