CAPÍTULO 38 CAROL NARRANDO Eu ali, deitada no sofá, enrolada naquela manta macia que ele tinha deixado jogada no canto da poltrona, mexendo no celular novinho… parecia mentira. A tela brilhava na minha cara e eu, boba que só, me sentindo a própria patroa. Desbloqueava, travava, voltava pro menu, entrava no navegador, abria aplicativo que nem sabia pra quê servia. Só curtindo o luxo de ter algo só meu. Algo novo. Algo que ninguém nunca tinha me dado. — Dante… — chamei, segurando o riso. — Me ajuda aqui a fazer um f*******:? Ele virou de onde tava, largado na cadeira, com um copo na mão e aquele olhar de canto que me deixava bamba. — f*******: ainda existe? — perguntou rindo. — Existe sim, rapaz. Deixa de ser bobo. Eu quero um, ué. Nem que seja só pra postar minha primeira foto com es

