CAPÍTULO 28 CAROL NARRANDO — Me dá uma chance de consertar isso, Carolina. Só uma. Pela tua mãe. Foi isso que ele disse… antes de sumir pro quarto, me deixando ali. Eu fiquei parada, sem saber como reagir. Meu coração ainda tava acelerado, o corpo ainda tremia. A cabeça parecia que ia explodir com tanta coisa junta. Ele… ele disse que era meu padrinho. Que minha mãe era comadre dele. Que ele tinha prometido cuidar de mim. Mas eu não lembro de nada disso. Minha mãe morreu quando eu era pequena demais. Tudo que eu tenho dela são umas fotos antigas, umas lembranças borradas… e uma dor que nunca saiu. Me encolhi no sofá, abraçando minhas próprias pernas. Eu não sabia o que sentir. Raiva. Medo. Tristeza. Tava tudo misturado. Ele tentou me machucar. Me puxou com força. Gritou. Me mandou

