CAPÍTULO 108 DANTE NARRANDO Virei de volta, cada passo ecoando pesado no chão de cimento da contenção. Meu olhar cravado nela, frio, carregado de raiva e desconfiança. — Tu tá ficando louca, Laura? — falei entre dentes, quase rosnando. — Tu acha mesmo que eu vou acreditar nessa porrä que tu tá falando? Depois de quinze anos? Ela chorava mais, o corpo inteiro tremendo, mas não recuou. — É verdade, Dante… — a voz saiu fraca, mas firme ao mesmo tempo. — O nome dele é Daniel. Ele tem quinze anos… e é teu filho. Meu peito travou na hora, mas não deixei transparecer. Cruzei os braços, encarei ela de cima a baixo, com um desprezo que queimava. — Quinze anos, Laura. Quinze! E só agora tu aparece com essa historinha? — cuspi no chão, putø. — Tu acha que eu sou o****o? Ela passou a mão no ro

