CAPÍTULO 117 CAROL NARRANDO Assim que o Dante me deixou na frente da padaria, fiquei parada uns segundos respirando fundo, tentando ajeitar o cabelo bagunçado pelo vento e o coração que ainda batia acelerado. Entrei com um sorriso rápido, cumprimentando o seu Afonso, mas minha cabeça já tava em outro lugar. Eu precisava falar com a Cris. — Oi, Cris… — chamei, me aproximando do balcão. Ela ergueu os olhos e sorriu, mas logo percebeu que tinha alguma coisa estranha no meu jeito. — Que foi, amiga? Tá com uma cara… — perguntou, baixinho. Suspirei, nervosa, mordendo o canto da boca. — Preciso falar contigo em particular… — falei, olhando pros lados. — Mas não pode ser agora, porque eu sei que tu tá no trampo. Cris respirou fundo, ajeitando a bandeja com uns pães de queijo recém-saídos d

