CAPÍTULO 53 CAROL NARRANDO O coração batia descompassado, mais pelo jeito que ele me encarava do que pelas palavras. Dante tava ali, grudado em mim, o corpo pesado me prendendo contra a parede, a respiração dele batendo quente no meu rosto. Eu tentava sustentar a marra, mas por dentro parecia que tudo derretia. — Eu não te devo satisfação… — repeti, mas a voz saiu fraca, traindo a raiva que eu queria mostrar. Ele segurou meu queixo com firmeza, forçando meus olhos a se prenderem nos dele. O olhar de Dante era intenso, pesado, parecia atravessar minha alma. O peito dele subia e descia rápido, e o cheiro amadeirado do perfume misturado com a pele molhada do banho me deixava zonza. — Tu fala isso, mas teu olho te entrega, pequena… — ele murmurou, a voz baixa, rouca, quase um aviso. — Pa

