CAPÍTULO 114 CAROL NARRANDO O vento batia forte no rosto, bagunçando meu cabelo, mas eu não conseguia pensar em nada além dele. Cada curva que o Dante fazia na descida do morro me fazia apertar mais a cintura dele, como se fosse a única coisa que me segurava no mundo. E, de certa forma, era. Eu tava ali, grudada nas costas dele, sentindo o cheiro do perfume amadeifado dele. O coração martelava sem parar, não só pelo medo da velocidade, mas pela bagunça que rodava na minha cabeça desde cedo. Laura. DNA. Um filho. Tudo isso tava ali, me cutucando por dentro, mas quando eu encostava no peito dele, parecia que por uns segundos eu podia esquecer. Fechei os olhos, deixei a testa encostar nas costas largas dele e respirei fundo. Era estranho como eu me sentia segura mesmo sabendo que ele era

